Não dá para saber o que esperar


Depois de mais de dez jogos sem vencer, América volta a campo nesta quarta-feira em busca de reação na Copa Sul-Sudeste

Vindo de derrota para o Novorizontino por 3 a 0, em casa, no último domingo, 12 de abril, pela Série B do Campeonato Brasileiro, resultado que culminou na queda do técnico Alberto Valentim, o América volta a campo nesta quarta-feira (15) para enfrentar o Sampaio Corrêa, pela quarta rodada da Copa Sul-Sudeste. Do outro lado, o adversário também não chega exatamente embalado, já que vem de empate por 0 a 0 com o Iape, pela segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.

Foto: Mourão Panda / América

E como o América entra para esse jogo? Essa talvez seja a principal pergunta da noite. De acordo com publicação de Fabrício Calazans, jornalista da Itatiaia responsável pela cobertura do clube, o novo técnico Roger Silva, que mal chegou a Belo Horizonte, já confirmou que o América vai a campo com força máxima diante do Sampaio Corrêa-RJ. Se isso realmente se confirmar, será uma mudança importante em relação ao que vinha sendo adotado por Alberto Valentim, que optava por tratar a Copa Sul-Sudeste com escalações alternativas, enquanto preservava o time principal para a Série B.

Essa sinalização também nos leva a crer que Roger Silva já estará à frente da equipe nesta quarta-feira, fazendo sua estreia no comando do América em casa e diante da torcida. É uma mudança repentina, o que dificulta até mesmo projetar uma provável escalação com mais segurança. Até ontem, não havia um novo técnico. Hoje há um novo técnico, uma nova ideia e, aparentemente, uma nova abordagem para a competição. Então, se for para ir no feeling e imaginar um time montado para vencer, uma possível formação teria Gustavo no gol; Jhonny, Rafa Barcelos, Emerson e Dalbert na defesa; Alê, Felipe Amaral e Val Soares no meio; e Everton Brito, Willian Bigode e Matriani completando a frente.

Se você me perguntar o que eu espero desse jogo, eu provavelmente não saberia responder com precisão. O que eu gostaria que fosse é uma virada de chave, uma mudança real para melhor. Eu quero acreditar nisso. Quero mesmo. Mas não é exatamente isso que eu sinto neste momento. A saída de Valentim já parecia inevitável não apenas pelo recorte da Copa Sul-Sudeste, em que o América empatou duas vezes e perdeu uma, mas principalmente pelo acúmulo de resultados ruins e atuações frustrantes também no Campeonato Brasileiro. A sequência sem vitórias foi pensando rodada após rodada, até tornar a permanência do técnico insustentável. Ainda assim, eu continuo sem achar que ele era o grande problema do América. Espero, torço e rezo para que a mudança traga algum alívio imediato, mas a sensação segue sendo a de que a questão vai muito além do treinador.

Foto: Mourão Panda / América

Parece algo mais profundo. Mais interno. Algo que passa pela gestão, pelas escolhas feitas ao longo das temporadas e, claro, pelo futebol mal jogado apresentado por muitos atletas. O problema não está em um único nome, e talvez seja isso que mais assuste. Ainda assim, a troca aconteceu, e agora cabe ao novo comando tentar fazer o que o anterior não conseguiu: dar uma resposta rápida a um time que se perdeu de si mesmo.

Eu estarei lá, como sempre estive. Para apoiar, para cobrar, para viver esse time que é nosso. Para quem quiser comparecer ao Independência, os ingressos já estão sendo vendidos por R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Já para quem não tiver ânimo suficiente para ir presencialmente, a Copa Sul-Sudeste tem transmissão exclusiva por um canal no YouTube.

Por Laura Assis Ferreira

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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