Fluminense recebe Independiente Rivadavia sob pressão máxima no Maracanã


Tricolor busca se recuperar do vexame no clássico e da crise institucional em duelo decisivo na Libertadores

Depois uma estreia xoxa, capenga e manca, seguida de um clássico anêmico, frágil e inconsistente, o Fluminense volta a campo nesta quarta-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Independiente Rivadavia no Maracanã. O confronto, válido pela 2ª rodada do Grupo C da Conmebol Libertadores, será transmitido pela TV Globo, ESPN e Disney+.

O que deveria ser uma noite de festa continental virou um teste de paciência para o torcedor que já perdeu a conta dos erros cometidos pela diretoria e pela equipe nos últimos dez dias. O empate sem gols na Venezuela contra o fraco La Guaira e a derrota no Fla-Flu, agravada pela decisão patética da diretoria de aceitar o adiamento do clássico para beneficiar o rival, deixaram o clima em Laranjeiras ainda mais tenso. Agora, o Time de “Guerreiros” precisa provar dentro de casa que ainda tem forças para lutar pelo bicampeonato, antes que se torne um drama irreversível.

Sem descanso, time treinou no CT Carlos Castilho na segunda (13) logo após derrota no clássico — Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

Mais um duelo inédito

O adversário da vez é o Independiente Rivadavia, que vive o melhor momento de sua história centenária e ocupa a liderança do grupo após vencer o Bolívar na estreia. Conhecido como “Lepra” em Mendoza, o time joga de forma muito compacta e letal no contra-ataque, tendo em Sebastián Villa sua principal válvula de escape. É como um Mirassol do Grupo C: sem tradição continental, mas que chega motivado por uma goleada no campeonato nacional e se aproveita da desorganização mental dos oponentes para aprontar.

Este será o primeiro confronto oficial entre as duas equipes na história, uma página em branco que pode se tornar um pesadelo se o Flu repetir o futebol pobre das últimas partidas. Enquanto os argentinos jogam sem o peso da obrigação, o Tricolor entra agitado por uma crise interna que ele criou ao se apequenar diante dos interesses do rival no último fim de semana. O duelo vale, acima de tudo, a paz nas Laranjeiras.

Provável escalação e desfalques

O maior baque é a ausência de Lucho Acosta, que sofreu uma lesão ligamentar no joelho aos 10 segundos do clássico e ficará fora por pelo menos um mês. Além dele, o departamento médico segue lotado com peças como Soteldo, Germán Cano, Facundo Bernal, Nonato e Matheus Reis, limitando muito as opções de mudança no decorrer da partida.

A provável escalação do Fluminense tem: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê (Arana); Hércules, Martinelli e Ganso; Canobbio, Savarino (Serna) e John Kennedy (Castillo).

O técnico Luis Zubeldía precisa repensar a titularidade no elenco após a derrota no Fla-Flu — Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

O Fluminense contra si mesmo

Nesta quarta-feira, não existe outra opção a não ser a vitória. O Fluminense se colocou em uma crise que ele mesmo inventou ao priorizar o descanso do rival no clássico e agora enfrenta as consequências de um planejamento logístico desastroso que comprometeu a recuperação física dos seus atletas. Perder pontos no Maracanã para um estreante argentino não é só um deslize, é um atestado de incompetência que pode obrigar o clube a repensar todo o planejamento para 2026 antes mesmo do fim de abril.

Caso o Independiente Rivadavia consiga um resultado positivo no Rio, abrirá uma grande vantagem no topo do Grupo C, colocando o Tricolor numa situação desesperadora em que dependerá de vitórias na altitude de La Paz e na pressão argentina em Mendoza.

Não haverá clima de comemoração nas arquibancadas. O torcedor não vai aceitar passividade após ver a diretoria sentar no colo do rival e o time apresentar um futebol frágil no momento que a temporada exige força.

O Time de Guerreiros precisa reaparecer imediatamente, ou o sonho do bicampeonato corre o risco de acabar antes de começar. A Glória Eterna não aceita times anêmicos nem gestões submissas. Amanhã, o Maracanã será o termômetro: ou os jogadores respondem com raça e técnica para conter a crise, ou a situação vai esquentar de um jeito que ninguém nas Laranjeiras conseguirá controlar. É hora de parar de errar sozinho e começar a honrar a camisa que carrega o patch de campeão do continente.

Por Adrielle Almeida

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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