Nós temos Matheus Pereira


Numa partida do tudo ou nada o Cabuloso ressuscitou no apagar das luzes

Cruzeiro e Betim se enfrentaram neste domingo (01), na Arena Urbsan, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. O Cabuloso venceu por 1 a 0 em um duelo marcado pela dificuldade e pela tensão. Uma derrota deixaria o Cruzeiro fora da fase final do Estadual, o que tornou o jogo ainda mais pesado emocionalmente. Em campo, o que se viu do lado azul foi muita transpiração, entrega até o fim e pouca inspiração criativa, mas o suficiente para garantir um resultado fundamental.

Foto de Gustavo Aleixo

Primeiro tempo

A partida mal começou e a chuva veio junto. Ainda assim o campo suportou bem. A disputa desenrolou na  metade do campo ocupada pelo ataque do Cruzeiro. Os jogadores tocavam bem a bola, porém falhavam na conclusão. O Betim entrou com o esquema 4-4-1 e praticamente não passou aperto, apesar do maior volume de jogo do Cabuloso.
O lance mais importante dessa etapa foi o gol do Chico Costa, após um lançamento perfeito pelo lateral Kaiki. O VAR conseguiu enxergar impedimento. Parece existir um VAR para cada time. Já no minuto final o atacante Vilarreal perdeu um gol feito. Fica um ponto de atenção, os jogadores Jonathan e Chico Costa saíram por contusão ainda nessa etapa.

Foi um primeiro tempo de muitas chances devido a qualidade do elenco e pouca eficiência. Desde o início da temporada, o Cruzeiro de 2025 parece não existir, apesar da manutenção da base do elenco. O torcedor ainda tenta entender o que aconteceu, enquanto questões de bastidores parecem interferir diretamente no desempenho em campo. Sabemos que o campeonato está apenas começando, mas time grande precisa mostrar eficiência desde o início para não sofrer mais adiante.

Segundo tempo

Começou como terminou o primeiro, com as ações concentradas na metade do campo de defesa do adversário.
O Cruzeiro abusou dos cruzamentos malfeitos e dos erros de finalização. Na chance mais clara de gol o atacante Wanderson cabeceou para fora um cruzamento perfeito do lateral Cauã Prates. Quando o empate já era dado como certo e já no último minuto da partida, Matheus Pereira marcou de cabeça, após lançamento do ponta Arroyo.

Essa vitória teve gosto agridoce para o torcedor. O resultado veio, mas o desempenho deixou muito a desejar. Ao longo do jogo, vimos um Cruzeiro sem qualidade, pouco entrosado e que sofreu do início ao fim. O adversário entrou em campo claramente para se defender e travar o jogo do Cabuloso , mérito deles, mas não é o primeiro jogo em que o time azul se mostra apático, com dificuldades para criar e impor seu futebol.

A esperança é que isso seja apenas uma fase e que essa vitória sirva como lição: o elenco tem qualidade e potencial para render muito mais. É verdade que a chegada de um novo técnico muda o estilo e exige adaptação, mas, se a evolução em campo não aparecer rapidamente, a diretoria precisará agir com urgência.

Vamos seguir acreditando, porque o resultado mantém vivas as chances de classificação para a fase final do torneio. Mas fica o recado claro: se quiser brigar de verdade, esse Cruzeiro vai precisar melhorar e muito.

Próximo desafio:

O Cruzeiro volta a campo na quinta (05), diante do Curitiba, pela segunda rodada do Brasileirão.
O Betim enfrenta o Itabirito na sexta (06) pela sétima rodada do campeonato mineiro.

Por Celeste Gonçalves

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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