Sem brilho, Brasil fica apenas no empate com Equador
Não foi a estreia dos sonhos. No primeiro jogo sob comando do técnico Carlo Ancelotti, o Brasil ficou no empate em 0 a 0 com o Equador, nesta quinta-feira (5), pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Com o resultado em Guayaquil, a Seleção chegou aos 22 pontos e está na quarta posição, mas pode ser ultrapassada pela Colômbia, que ainda joga na rodada.
Além do placar sem gols, chamou a atenção negativamente mais uma vez a postura do time brasileiro, que não conseguiu impor seu jogo e criou pouquíssimas chances claras.
Ancelotti optou por uma formação que conta com um número maior de jogadores no meio-campo, em comparação às estratégias utilizadas por seus antecessores. A formação contava com Casemiro (centralizado), Gerson (do lado esquerdo) e Bruno Guimarães (do lado direito) no meio, organizados em um esquema de 4-3-3.
A atuação de Casemiro foi crucial para a defesa. No entanto, a transição para o ataque enfrentou dificuldades. Gerson foi o que mais buscou se movimentar entre as linhas adversárias.
Estêvão atuou aberto pela direita, enquanto Vini jogou pela esquerda, com Richarlison como atacante central. Na defesa, Alexsandro foi uma agradável surpresa, mostrando-se eficiente no posicionamento em bolas paradas e nas tentativas de passes que quebravam a linha adversária.

O ataque teve dificuldade de aproximação. Richarlison perdeu muitas jogadas, seja por domínios errados ou por estar cercado por dois equatorianos. Faltou fluência na frente.
O Equador jogou melhor nos primeiros 20 minutos. Mas também não teve uma chance tão clara de marcar. Já o Brasil foi se soltando aos poucos. Pelo menos em três momentos, gerou um certo lamento.
Gerson não chutou de primeira uma bola que recebeu na área, após Estêvão roubar da zaga. O meio-campista preferiu passar para Vini Jr, que não conseguiu chutar direito, após a marcação tocar antes na bola. Em outra situação, Vanderson também poderia ter acionado mais rápido o gatilho do chute, mas demorou.
O lateral-direito, inclusive, teve problemas defensivos. Muitos desencontros com Marquinhos no posicionamento. O Equador explorou bem o lado dele. Ou seja, a dor de cabeça na lateral faz parte da herança com a qual Ancelotti vai ter que lidar.
O jogo voltou do intervalo com o Equador controlando as ações de jogo, mas, assim como acontecera no primeiro tempo, sem exercer qualquer tipo de pressão. Ao Brasil, coube nos primeiros 20 minutos defender com paciência e tentar achar um gol em contragolpe.
Sem sucesso, Ancelotti tentou dar um novo rumo ao time colocando Matheus Cunha e Gabriel Martinelli nas vagas de Richarlison e Estêvão. A partir daí, o Brasil passou a ser um pouco mais incisivo, mas o Equador se manteve senhor do jogo.
O time da casa chegou a finalizar três vezes com perigo, mas parou nas mãos de um concentrado goleiro Alisson, o jogo, a essa altura, já estava com cara de 0 a 0. Sem mais jogadas agudas nos dois lados, foi só questão de tempo até o árbitro terminar.
Ancelotti estreou sem comemorar gols, mas também não levou, o que não é de todo mal, considerando um Brasil que veio de um 4 a 1 sofrido diante da Argentina.
Com o empate diante do Equador, o Brasil chegou aos 22 pontos e se manteve provisoriamente na 4ª posição na tabela das Eliminatórias.
Apesar do resultado frustrante, se vencer o Paraguai na próxima terça-feira (10), na Neo Química Arena, a Seleção ficará bem perto da vaga na Copa do Mundo de 2026. Com 24, os equatorianos estão praticamente classificados. Na terça, eles encaram o Peru, fora de casa.
Por Roberta Moussa
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