Juventude viaja ao Rio de Janeiro para encarar o Botafogo pela segunda rodada do Brasileirão
Na tarde deste sábado (5), o Ju chega ao Estádio Nilton Santos, na zona norte da capital carioca, para enfrentar o atual campeão da América fora de casa. A bola rola às 21h e a partida tem transmissão com imagens confirmada pelo Sportv e pelo canal Premiere, além da cobertura de rádio clássica do Futebol da Gaúcha que começa às 20h30.

O retrospecto recente do Juventude no Campeonato Brasileiro é uma vitória dentro de casa em cima do Vitória, enquanto o Glorioso empatou com o Palmeiras, no Allianz Parque, em um jogo sem gols e perdeu o primeiro jogo pela Libertadores contra a Universidad de Chile – que não ganhava nesta competição desde 2018 -, também fora de casa. Claro que isso não quer dizer muita coisa, mas qualquer amuleto para se manter confiante ajuda.
A última vez que esses dois times se encontraram foi em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi, em agosto de 2024. Na época, John Textor ainda estava investindo todas as moedas do cofrinho na quarta força do estado do Rio de Janeiro e o Botafogo estava no caminho para dar duas companheiras à estrela solitária. Mesmo assim, depois de sofrer uma goleada onde o Glorioso aplicou 5 gols, o Juventude conseguiu se recuperar e devolver um 3×2 em cima do futuro campeão. O cenário atual é bem pior para o time da Cidade Maravilhosa.
O Botafogo de Renato Paiva – antes, sem treinador – foi o primeiro time da Série A do Brasileirão Masculino a atingir 10 derrotas nesta temporada. Mas, tá tudo bem, Glorioso! Um recorde ainda é um recorde! Além disso, grande parte do time campeão da temporada passada está diluído em outras equipes e isso diminuiu muito o poderio de jogo do alvinegro, ao ponto de que o elenco nem conseguiu a classificação para as semifinais do Carioca. Pensando bem, talvez, nesse momento, a quarta força do estado seja o Volta Redonda…
De qualquer maneira, independente de como venha o adversário, é importante lembrar o quão bem o Juventude começou essa temporada. O Verdão largou na frente no Gauchão e só perdeu a liderança por conta de um pênalti polêmico no jogo contra o Avenida. Mesmo assim, se manteve como segundo time mais eficiente em pontos gerais e pôde definir as semis em casa, onde novamente um erro de arbitragem e o nervosismo decidiram os rumos da partida. Por mais que seja emblemático ver Internacional e Grêmio decidindo o campeonato em um ano de possível octa, todo mundo sabe que a final não era aquela.
Mesmo com as inúmeras pedras no caminho, o Juventude é um time homogêneo, com peças de reposição e um ritmo que tem se mantido bastante estável. Talvez o ataque não seja tão intenso o tempo todo – afinal o elenco conta com jogadores mais velhos em certas posições de velocidade -, mas o trabalho de bola, o mental e a experiência são pintados de esmeralda quando o Papão está em campo. E, por conta de tudo mencionado anteriormente, o fator confiança está do lado do time gaúcho.
O elenco titular proposto por Fábio Matias tem grandes chances de ser: Marcão; Ewerthon, Abner, Adriano Martins e Alan Ruschel; Giraldo, Jadson, Mandaca; Ênio, Batalla e Taliari. Esses 11 jogadores carregam parte da confiança necessária para se atingir grandes resultados. Imagina o quão incrível não seria tornar-se o algoz dos atuais campeões dentro da casa deles, entregando a primeira derrota no Brasileiro 2025? Tenho certeza que o capitão Alan Ruschel está pronto para guiar seus companheiros com este pensamento.

Em geral, os times de menor escalão em seus estados sofrem com muita falta de crença e respeito à sua raça e mesmo sua história. Juventude e Botafogo passam por isso em proporções parecidas. Dentro do campo, essas provocações não jogam. A história não joga. Os títulos anteriores não jogam. Mas, sim, 11 atletas que precisam conhecer e entender todos esses fatores para criar a sua identidade dentro da equipe. E isso é uma coisa que o Juventude tem de sobra: identidade!
Então, apenas assumindo o meu lugar de torcedora, venho aqui lembrar que se não fosse o Ju Papão em 1999, naquela antológica final de Copa do Brasil dentro do Maracanã – estádio que quase não conhece mais o alvinegro da zona norte -, a estrela solitária não teria ficado tão solitária por tanto tempo.
Fogão, pode vir quente que a gente tá fervendo!
Por Luiza Corrêa
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.