Saudações, torcida vascaína!
Antes de toda decisão, nada mais importante do que ter uns dias tranquilos e de paz, não é mesmo? Infelizmente, a derrota no clássico impactou um pouco o sentimento dos vascaínos e confesso que não estava tão otimista para o confronto.
O Vasco da Gama entrou em campo para enfrentar a Ferroviária, pela primeira fase da Copa do Brasil, e venceu pelo placar de 1 a 0.

SOBRE O JOGO
Quando as coisas não vão bem, a primeira opção é pensar em mudanças e foi isso que Zé Ricardo fez, depois da terrível atuação diante do rival. Saíram Nazário e Ulisses para as entradas de Zé Gabriel e Quintero.
O primeiro tempo não foi bom para o Vasco, o que não é novidade, essas atuações pífias se repetem de maneira assustadora. Foram 7 minutos da Ferrinha com a bola, o Gigante não conseguia marcar, os três volantes entraram para nada, pelo menos foi o que vimos no jogo.
Após vários sustos, o Cruzmaltino deu as caras. Em boa jogada de Nenê pela direita, ele cruzou e encontrou Raniel na área, o atacante cabeceou bonito e abriu o marcador. Vocês sabem que não temos paz: saída de bola e lá estava a Ferroviária para empatar, o apito do juiz assinalando impedimento foi o alívio, não estava, mas o Vasco não tinha nada a ver com isso.
Na segunda etapa, não seria exagero falar que os onze jogadores do Gigante ficaram no vestiário. Torrar a paciência dos torcedores no primeiro tempo não foi suficiente, eles tinham que dar um show à parte nos minutos finais. Foi bombardeio de ataques, escanteios, bolas alçadas na área e um pouco mais.
Zé Ricardo fez as substituições que achou necessárias para o momento da partida. O time melhorou um pouco, mas não conseguiu manter a posse de bola. Se me perguntassem como saímos com a classificação, só me restaria dizer que o Thiago operou milagres e a sorte estava do nosso lado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Alguém avisa lá que já deu tempo de ajustar as peças, entrosar o time, acordar para a vida, aprender com os erros e começar a ter uma temporada consistente. O time não mostra sinais de evolução, é o mesmo sofrimento de sempre.
Os donos da casa tiveram 22 finalizações na partida, e o Vasco? Pasmem, mas finalizou apenas quatro vezes, isso mesmo, e três dessas na primeira etapa. Classificados, porém, falharam na missão de trazer esperança e otimismo para os torcedores.
Por Aniele Lacerda
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.