Em meio à pressão da torcida, troca de técnico e diversos problemas internos, Corinthians vence o Platense na estreia da Libertadores
Nesta quinta-feira (09), o Corinthians teve uma noite de estreias em dose dupla: tanto na Copa Libertadores, quanto com cara nova no comando técnico. E deu tudo certo: o Timão foi até o estádio Ciudade de Vicente López, na Argentina, enfrentar o Platense, e venceu pelo placar de 0 a 2.

O Coringão não vem apresentando um bom futebol no Campeonato Brasileiro. Tanto que essa situação acabou culminando na queda de Dorival Júnior. E aí veio a pergunta que não queria calar: quem será o novo técnico do Corinthians?
Em meio a todo esse cenário de caos, a diretoria alvinegra apostou em Fernando Diniz para comandar a equipe. E já adianto: professor, o SENHOR terá muito trabalho.
Na primeira etapa, o Corinthians foi tudo aquilo que o torcedor anda criticando: um time apático, lento, previsível. Tocava a bola para trás, sem agressividade, sem pressa, sem alma. As finalizações foram raras, e quando apareceram, não assustaram. Para nossa sorte, o Platense mostrou limitações técnicas claras — mas, em compensação, tinha algo que tem faltado ao Timão: vontade.
Mas futebol também é ajuste, e o segundo tempo mostrou isso. O Corinthians voltou diferente: mais ligado, mais intenso, mais Corinthians.
E muito disso passa pelos pés de Rodrigo Garro. Depois de um primeiro tempo apagado, ele se transformou. Chamou o jogo, pediu a bola, pensou o jogo. E foi dele a assistência precisa para Kayke, cria do Terrão, que mostrou frieza de gente grande. Finalizou como centroavante, sem perdoar: GOLAÇO.

E a noite ainda guardava mais.
Se Kayke representa o futuro, Yuri Alberto segue sendo o presente. Sempre brigador, sempre insistente, ele foi recompensado. De novo com participação de Garro, o camisa 9 deixou o dele e sacramentou a vitória por 2 a 0. Um gol que alivia, que dá confiança e que pode ser um ponto de virada.
Garro, que saiu como um dos piores no primeiro tempo, terminou como o melhor em campo. É esse jogador que a Fiel quer ver. É esse Garro que o Corinthians precisa.
E claro, não dá pra ignorar a estreia de Fernando Diniz. Durante as paradas para hidratação, o novo comandante foi intenso, ativo e participativo. Cobrou, orientou, gesticulou. Diniz é isso: vive o jogo, pressiona, exige. E vamos combinar? Esse elenco precisa disso. Precisa ouvir, precisa reagir, precisa entender o peso da camisa que veste.
A vitória na estreia da Libertadores é importante — não só pelos três pontos, mas pelo contexto. Em meio ao caos, o Corinthians respondeu. Ainda longe do ideal, é verdade. Mas já mostrou sinais.
Agora, o próximo desafio é contra o rival da Barra Funda, no domingo (12), pelo Brasileirão, na Neo Química Arena. Um teste de verdade para medir se essa tal “Era Dinizista” vai começar a ganhar forma… ou se ainda vai ficar só na promessa.
Vai, Corinthians.
Por Jessica Gomes
Esclarecemos que os textos publicados nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.
3 comentários sobre “E que comece a ERA DINIZISTA”
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