Ou joga por amor, ou joga por terror


Corinthians perde para o Internacional e vê a ponta da tabela e a paz se distanciar 

Na Neo Química Arena, o Corinthians sofreu um revés por 1 a 0 para o Internacional, sendo mais um jogo vexatório nesse campeonato. O Inter quase não jogou: foram somente esses dois chutes ao gol — DOIS — ainda teve um impedido. Mesmo assim, o suficiente para vencer. O Corinthians ficou com a bola, tocou, tocou… e não concluiu absolutamente nada. Mais uma partida sem ter criatividade, sem ter agressividade e sem ter o mínimo de organização. Resultado? Mais um tropeço no Campeonato Brasileiro, e a demissão do Dorival Jr. estava praticamente selada.

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Está difícil de engolir. Não é só pela derrota, é pelo todo. O time não empolga, não envolve e não transmite confiança em nenhum momento eu fico assistindo, esperando qualquer reação, que não vem.

O mais irritante é olhar para o outro lado e perceber que nada aconteceu de extraordinário. O Inter fez o simples — e o simples bastou. Dois chutes, uma situação totalmente controlável, e o Corinthians não foi capaz de se impor dentro de casa.

Fica aquela sensação de time travado, sem ideia, sem alguém que chame a responsabilidade. A jogada não flui, o ataque não encaixa, tudo parece sempre mais difícil do que precisa ser.

E aí surge aquela dúvida sem explicação: como um time que conquistou três títulos em menos de um ano — dois deles com o Dorival — consegue oscilar desse jeito? É uma queda muito forte pra ser normal.

A saída do Dorival acaba sendo consequência, mas não é a solução. Pois o problema não começa e nem acaba no banco.

Tem algo errado no todo. Falta consistência, falta atitude, falta resposta em campo, e a torcida sente. Não é de hoje que vem tentando acreditar, apoiar, empurrar… mas chega uma hora que o desgaste pesa. 

O Corinthians precisa dar um sinal. Um sinal de qualquer maneira. 

Porque o que está sendo apresentado hoje não condiz em nada com o tamanho do clube e nada com o que a torcida espera e, do jeito que caminha, fica até difícil de defender.

Por Roanna Marques

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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