Em noite de Dr. Estranho, a bagunça – e porque não a loucura?, ocorreu no multiverso corinthiano. Jogando na Colômbia, o alvinegro abusou da sorte de perder gols, contou com a boa partida de Cássio para sair ileso, mas lamentou a penalidade desperdiçada por Fábio Santos ( seria um sinal do fim?) que poderia lhe dar os 3 pontos. No fim, um ponto para cada lado e grupo mais do que embolado.
Saímos de campo com a sensação de que perdemos dois pontos e não de que ganhamos um. Fomos superiores, mas não efetivos. O Corinthians segue sem empolgar e pecando nos arremates finais. Às vezes me questiono o quanto o rodízio empregue por VP é de fato positivo, afinal, em um jogo que poderia selar nossa classificação, porque não entrar com força máxima e despachar o adversário de nível técnico duvidoso?
A sensação que fica é a de que o Coringão tem mais sorte do que juízo. Sabemos que um deslize pode custar caro, então qual seria a solução para o time que fora de casa ou diante de um adversário de melhor qualidade é tão irreconhecível? O que falta ao Corinthians de Vítor Pereira?
Devemos sim, pensar no peso da idade dos atletas, da melhora técnica que time tem tido, como por exemplo o físico de Jô, que depois de anos de chinelinho, finalmente está retomando a forma. Aos trancos e barrancos, também temos melhorado o setor defensivo, mas penso que assim como Gil ganhou banco, está na hora de João Victor rodar. É só ver a melhora tática de Raul Gustavo, que fica fácil entender porque João merece aquecer o banco por algumas rodadas.

Claro que a lesão de Fagner aos 4 minutos pesou. VP improvisou, colocou Píton e surpreendentemente o time seguiu inteiro. Inclusive, Mantuan desperdiçou uma chance incrível, daquelas que a gente só pensa “faz filho”, mas ele não fez.
O Corinthians levava perigo e tinha a consistência de Cássio. Aqui pontuo mais uma partida limitada de João Victor. É preciso urgentemente chamar um zagueirão das antigas, tipo Gamarra para um papo com o garoto. João não pode ver um centroavante na área que puxa, que bate e sempre entrega a paçoca. Sorte nossa que nesta fase não há VAR.
Justamente em erro de marcação, Angelo Rodríguez entrou na área, livre para marcar. Cássio se jogou contra o atleta e o juiz assinalou pênalti. Teo Gutiérrez foi para a cobrança e brilhou a estrela do camisa 12. O arqueiro foi gigante, acertou o canto e manteve o 0 a 0 no placar.
A confiança do torcedor aumentou e eis que em lance similar, com Junior Moraes, o árbitro sinalizou pênalti para o Corinthians. Fábio Santos foi para a bola. Ele, até então infalível, com quase 8 anos de aproveitamento, fez o que nem o mais incrédulo acreditaria: mandou para fora.
O resto é história. Mais e mais chances desperdiçadas, defesas espetaculares do goleiro adversário e nada de gols. Foi uma partida estranha e que nos deixou a uma vitória da classificação. Mas desde quando ser Corinthians foi algo fácil e normal?
por Mariana Alves
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