Com gol nos acréscimos, Fluminense busca o empate e passa a depender de si na Libertadores
Saudações Tricolores!
Nesta quarta-feira (6), o Fluminense encarou o Rivadavia em Mendoza pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores. Com empate de 1 a 1, com gols de Arce e John Kennedy, o Tricolor decide seu futuro na competição nos dois próximos jogos em casa.
A situação da equipe brasileira era preocupante. Com apenas 1 ponto em 9 disputados, o Fluminense ocupava a última colocação do grupo. Uma derrota na Argentina praticamente marcaria sua eliminação da competição, resultando em uma provável demissão de Zubeldía. Com sufoco até os minutos finais, John Kennedy virou o herói da partida e fez o time voltar para o Brasil com um ponto suado.

Resumo do primeiro tempo
Embora o Tricolor necessitasse do resultado, o primeiro lance de perigo foi do Rivadavia, com chute de Sartori para uma bela defesa de Fábio. Pouco depois, o adversário chegou de novo com uma cabeçada de Arce, que parou no travessão. A bola ficou viva na área e Castillo sofreu uma falta de ataque ao tentar tirar o perigo argentino.
Aos 14´, o Tricolor ameaçou com o chute de Cannobio, mas a bola parou nas mãos de Bolcato. A equipe comandada por Zubeldía tinha o controle da posse de bola, mas o adversário criou as melhores oportunidades. A partir do 20´, os argentinos passaram a subir a marcação e forçar o erro defensivo do Fluminense.
O Tricolor apresentou, mais uma vez, um desempenho de uma equipe sem personalidade. Com uma boa troca de passes no meio de campo, os brasileiros encontravam espaços na área ofensiva, mas esbarravam em suas próprias deficiências técnicas. Na parte defensiva, cada bola aérea gerava muita preocupação na torcida.
Aos 39´, Guga cruzou na área e Acosta não alcançou a bola, mandando para tiro de meta. No lance seguinte, Cannobio arriscou de cabeça, mas sem sucesso. O juiz apitou e a tensão dos tricolores aumentava cada vez mais.

Segundo tempo
Sem mudanças, a equipe passou a ocupar mais a área ofensiva para buscar a tão importante vitória. Nos primeiros minutos, Arana e Castillo tiveram a chance de fazer o primeiro, mas mandaram para fora. Pouco depois, a equipe fez uma belíssima troca de bola e Savarino deixou para Nonato fazer, mas passou rente a trave.
Mais uma vez o Rivadavia puniu o Tricolor com sua fórmula de sempre, a bola aérea. Villa cobrou escanteio curto e Gómez mandou na área. Arce superou a marcação de Freytes e cabeceou firme para tirar o zero do placar. Após o gol, o Fluminense entrou no modo desesperado e passou a jogar no sufoco.
Castillo empatou de cabeça aos 27´, mas o juiz marcou falta de ataque no goleiro e o lance foi anulado. Pouco depois, Cannobio recebeu sozinho, completamente sozinho, e conseguiu bater fraco para fora, matando uma chance clara de gol. O uruguaio, que vem fazendo uma sequência terrível de jogos, impediu a equipe de buscar o empate.
Com resultado confortável, o Rivadavia diminui a pressão e a incapacidade do Tricolor não assustava Bolcato. Aos 40´, Serna é tocado na área pelo goleiro da equipe argentina e o juiz mandou seguir, escancarando a péssima qualidade da arbitragem sul-americana.
Nos acréscimos, ele apareceu. Acosta cruzou na área, Serna finalizou e teve seu chute bloqueado. Na sobra, John Kennedy bateu rasteiro e, com desvio, a bola entrou. Gol do “alívio”. Esse resultado fez a equipe depender somente de si para classificar.
Como fica a tabela
Com esse empate nos acréscimos, o Fluminense segue na lanterna do grupo e depende só de si para passar de fase. Os brasileiros precisam golear o Bolívar, com pelo menos 3 gols de diferença, e vencer o La Guaira, ambos no Maracanã. Matematicamente é possível, mas a esperança da torcida é baixa por conta dos últimos desempenhos da equipe.
Próximo jogo
O Fluminense entra em campo no próximo sábado (9), para encarar o Vitória no Maracanã, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Por Camila Souza
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo