Zagueiro artilheiro salva mais uma vez, e mantém vivo o sonho da classificação antecipada nesta rodada
O Corinthians foi a Bogotá, na Colômbia, em busca da classificação antecipada na Libertadores, diante do Santa Fé. Em um duelo de altos e baixos, o alvinegro sofreu o primeiro gol na competição, mas contou com o zagueiro-artilheiro Gustavo Henrique, para empatar em 1 a 1, manter a invencibilidade e o sonho da classificação ainda nesta rodada. Para carimbar o passaporte, o Peñarol não pode vencer o Platense nesta quinta-feira (7).
A responsabilidade era dos donos da casa, que em caso de derrota poderiam dar adeus ao torneio. Ainda assim, quem começou melhor e teve as melhores chances, foi o Corinthians. Apesar das investidas, o gol não saiu e na etapa complementar, o panorama do jogo mudou totalmente.

Sabendo da obrigação, o Santa Fé voltou com vontade e emplacou uma sequência de boas oportunidades, fazendo Hugo Souza trabalhar. Rodallega, no auge dos seus 40 anos, fez André de gato e sapato. Numa dessas chances, o veterano deixou o jovem no chão e mandou a bomba, no alto, obrigando Hugo a se esticar para defender. Na cobrança de escanteio, Moreno desviou e Rodallega completou, mas graças aos deuses do futebol, Hugo protagonizou dois verdadeiros milagres.
De tanto insistir, os colombianos abriram o marcador. Jade Obrian, que havia acabado de entrar, deu um passe preciso para Rodallega, nas costas de Gabriel Paulista, fintar o goleiro alvinegro e estufar as redes. O gol foi checado no VAR, mas o pé de Bidu dava condições.
Diniz foi a loucura. O Corinthians estava perdido. O segundo deles parecia mais próximo que um empate nosso. Andre, afobado, seguiu errando e quase cedeu o segundo gol dos caras. Então Diniz o substituiu para a entrada de Dieguinho.

O Corinthians até melhorou, mas ainda faltava qualidade na área, no último passe. Precisando do gol é bizarro que a opção do treinador seja o pereba Pedro Raul. Desesperador!
Kaio Cesar, Carrillo e Pedro Raul acionados, e nada da bola entrar. O Timão insistiu, insistiu e coube novamente a um defensor a responsabilidade. Gustavo Henrique subiu mais alto que a zaga e correu para o abraço, 1 a 1.
Gol na bacia das almas, gol à moda da casa. O terceiro gol dele na competição!
Ponto importante com a postura de uma equipe que não se deu por vencida. O Corinthians não abdicou do jogo, não se conformou, buscou o resultado. Jogou na altitude, marcando em cima, sem desistir. Soubemos sofrer, e verdade seja dita? Merecemos, e muito, essa classificação!
Por Mariana Alves
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