Em noite de fim de jejum, América vence o Avaí por 2 a 0, mas segue na zona de rebaixamento
No Independência, nesta terça-feira (2), o América encerrou um jejum de nove partidas sem vencer ao bater o Avaí por 2 a 0, com gols de Arthur Sousa e Kauã Diniz. O resultado também marcou o primeiro jogo sem sofrer gols após onze rodadas. Apesar do respiro, a vitória ainda não foi suficiente para tirar o time da zona de rebaixamento: o Coelho permanece em 17º lugar, com 25 pontos, a três do primeiro fora do Z-4.

Desde o apito inicial, ficou claro que a postura seria diferente. Empurrado pela torcida, o América começou intenso, pressionando a saída de bola e criando boas oportunidades até abrir o placar com Arthur Sousa. O gol deu confiança à equipe, que controlou as ações e não permitiu uma reação mais consistente do adversário. Na etapa final, o domínio seguiu e Kauã Diniz sacramentou a vitória com um chute espetacular de fora da área, uma verdadeira pintura que aqueceu o coração do torcedor presente no Independência.
Contratado no meio do ano, Arthur Sousa começa a justificar a aposta do clube em seu futebol. O atacante mostrou presença de área e calma para finalizar, tornando-se protagonista no momento em que o América mais precisava. Já Kauã Diniz brilhou ao acertar um arremate de rara felicidade, daqueles que ficam na memória do torcedor. Outro nome que merece elogios é o goleiro Gustavo, que em sua estreia transmitiu segurança e deixou uma boa impressão para a sequência da temporada.
Mas nem tudo foi motivo de comemoração. A torcida segue incomodada com o desempenho de Mariano, que tem mostrado dificuldades físicas e lentidão em campo. Mesmo assim, já são três técnicos que optaram por mantê-lo no time titular, o que aumenta a frustração do torcedor ao ver a insistência em um jogador que não tem correspondido dentro das quatro linhas.
Por outro lado, o trabalho de Alberto Valentim começa a se destacar como fator-chave nessa mudança. Mesmo ciente do pouco tempo que terá para tentar mudar a realidade de um clube que segue na zona de rebaixamento, o treinador não apenas aceitou o desafio como tem dado sinais de estar conduzindo bem o grupo. As transformações vistas em campo refletem treinos mais organizados e um discurso pautado pela humildade e pelo respeito nas entrevistas, o que tem ajudado a fortalecer o ambiente interno.

No coletivo, o América apresentou avanços. A defesa, tão criticada ao longo da campanha, enfim conseguiu passar uma partida sem ser vazada. A compactação entre os setores e a maior disciplina tática trouxeram a segurança que vinha faltando. O meio-campo também mostrou equilíbrio, conseguindo marcar forte sem abrir mão da posse de bola. O triunfo, mais do que os três pontos, representou a chance de reencontrar uma forma de jogar que pode manter o time vivo na briga pela permanência.
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a mudança de atitude. Diferente das últimas rodadas, quando parecia um elenco apático, o América mostrou vontade, brigou em cada dividida e buscou o jogo. Essa entrega renovada reacendeu, ainda que de forma tímida, a esperança de que uma reação seja possível na Série B.
O reencontro com a torcida já tem data marcada: no próximo domingo (7), às 18h30, o América volta ao Independência para enfrentar o Operário. A expectativa é de que a vitória sobre o Avaí sirva como combustível para manter a intensidade e embalar uma sequência capaz de tirar o time da incômoda zona de rebaixamento.
Laura Assis Ferreira
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