Uzbequistão vive momento histórico, enquanto a Colômbia busca começar sua caminhada com a vitória
Chegou a hora da bola rolar para Uzbequistão e Colômbia na Copa do Mundo de 2026. Nesta quarta-feira (17), a partir das 23h (horário de Brasília), as duas seleções entram em campo no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, em busca dos primeiros passos na caminhada rumo ao sonho do título mundial.
O duelo é válido pelo Grupo K e encerra a primeira rodada da chave, após o confronto entre Portugal e República Democrática do Congo. A partida terá transmissão CazéTV, Sportv e TV Globo.
De um lado, o Uzbequistão vive a emoção de disputar o maior torneio do planeta. Do outro, a tradicional Colômbia chega embalada pela sua qualidade técnica e pela expectativa de fazer uma grande campanha. Emoção, pressão e um estádio lendário como cenário prometem um grande espetáculo.

A preparação da Colômbia

A Colômbia está de volta ao maior palco do futebol mundial com a missão de reviver grandes memórias e escrever um novo capítulo em sua história. Após ficar fora da Copa do Mundo de 2022, Los Cafeteros retornam embalados pelo sonho de superar sua melhor campanha em Mundiais: as quartas de final de 2014, quando encantaram o mundo no Brasil.
A caminhada até 2026 mostrou a força da seleção comandada por Néstor Lorenzo. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, a Colômbia terminou à frente de potências como Brasil e Uruguai, ficando atrás apenas de Argentina e Equador, reforçando a expectativa de uma campanha sólida no torneio.
O elenco colombiano combina experiência, talento e muita qualidade técnica. James Rodríguez, grande nome da campanha de 2014, volta a liderar a equipe com a responsabilidade de conduzir uma nova geração, que tem em Luis Díaz uma de suas principais armas ofensivas em sua primeira participação em uma Copa do Mundo.
Além disso, a equipe possui uma forte ligação com o futebol brasileiro, com jogadores que atuam no país, como Jhon Arias, do Palmeiras, Jorge Carrascal, do Flamengo, Andrés Gómez, do Vasco, e Portilla, do Athletico, aumentando ainda mais a proximidade com os torcedores brasileiros.
A preparação para o Mundial também elevou a confiança colombiana. A seleção venceu a Costa Rica por 3 a 1 e superou a Jordânia por 2 a 0, com destaque para Jhon Arias, autor dos dois gols da partida.
Para a estreia, Néstor Lorenzo promove mudanças no meio-campo em busca do equilíbrio ideal. A boa fase de Gustavo Puerta fez o treinador repensar a formação, enquanto Richard Ríos deve iniciar a partida no banco de reservas após perder espaço nas últimas atuações.
Diante do estreante Uzbequistão, a Colômbia deve entrar em campo com a seguinte formação: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí e Johan Mojica; Gustavo Puerta, Jefferson Lerma, Jhon Arias e James Rodríguez; Luis Díaz e Luis Javier Suárez.
Entre a experiência de quem já brilhou no maior torneio do planeta e a fome de uma geração que busca deixar sua marca, a Colômbia chega à Copa do Mundo de 2026 pronta para voltar a fazer seu povo sonhar.
A preparação da Uzbequistão

A história está sendo escrita. Pela primeira vez em sua trajetória, o Uzbequistão pisa no gramado de uma Copa do Mundo carregando o sonho de um país inteiro. Os Lobos Brancos chegam ao Mundial após anos batendo na trave e, enfim, transformam a persistência em uma conquista histórica.
Comandada pelo campeão mundial Fabio Cannavaro, a seleção centro-asiática garantiu sua vaga com uma campanha consistente nas Eliminatórias: foram dez vitórias, cinco empates e apenas uma derrota em 16 partidas. A força defensiva foi a grande marca da equipe, que sofreu apenas 11 gols no caminho até o Mundial e terminou atrás apenas do Irã nas fases decisivas da qualificatória asiática.
Apesar de estrear como uma das seleções menos tradicionais da competição, o Uzbequistão chega com um elenco que mistura juventude, talento e personalidade.
O grande símbolo da nova geração é Abdukodir Khusanov, zagueiro do Manchester City e principal pilar da defesa. Ao seu lado, nomes como Eldor Shomurodov, referência ofensiva da equipe, e Abbosbek Fayzullaev, meia criativo e uma das joias do futebol asiático, representam a esperança de surpreender os gigantes.
A caminhada até esse momento foi longa. Desde que passou a disputar as Eliminatórias em 1998, o Uzbequistão frequentemente esteve perto da classificação. A lembrança mais dolorosa veio em 2006, quando uma vitória sobre o Bahrein acabou anulada por erro de arbitragem, e a eliminação veio de forma cruel após a repescagem continental.
Antes da estreia no Mundial, a equipe também encarou desafios importantes em amistosos contra seleções de alto nível. As derrotas para Canadá e Holanda mostraram o tamanho do desafio que terá pela frente, mas não diminuem a confiança de uma equipe acostumada a superar obstáculos.
O próprio Cannavaro reconhece a diferença de tradição em relação aos rivais do Grupo K, que conta com Portugal, Colômbia e República Democrática do Congo, mas aposta na força coletiva para competir.
“Somos uma federação pequena e esta é a nossa primeira Copa do Mundo. Será uma experiência importante para nós. Precisamos trabalhar em equipe, porque enfrentar seleções como Portugal e Colômbia torna difícil competir individualmente”, afirmou o treinador italiano.
Diante de um dos desafios mais difíceis de sua história até o momento, o estreante Uzbequistão aposta na força do coletivo e vai a campo contra a Colômbia com a seguinte formação: Nematov; Khusanov, Ashumatov e Abdullaev; Nasrullaev, Shukurov, Khamrobekov e Sayfiev; Fayzullaev, Urunov e Shomurodov.
Sob o comando de Fabio Cannavaro, os Lobos Brancos buscam transformar a organização defensiva e a entrega em campo em armas para surpreender uma das seleções mais tradicionais do futebol sul-americano.
Entre a humildade de quem chega pela primeira vez e a coragem de quem sonha grande, o Uzbequistão entra em campo disposto a provar que também pode escrever seu nome na história da Copa do Mundo.
O que esperar desse confronto
O Estádio Azteca será palco de um encontro entre dois mundos diferentes do futebol. De um lado, a tradição colombiana, que retorna ao Mundial com um elenco experiente, talentoso e o desejo de voltar a viver grandes campanhas. Do outro, a coragem de um estreante que carrega o orgulho de um país inteiro e chega disposto a transformar sua primeira participação em uma história inesquecível.
A Colômbia deve assumir o controle da partida, apostando na criatividade de James Rodríguez, na velocidade de Luis Díaz pelos lados do campo e na experiência de jogadores acostumados a grandes palcos. A equipe de Néstor Lorenzo chega como favorita, mas sabe que estreias em Copas do Mundo carregam pressão e exigem atenção máxima.
Já o Uzbequistão terá como principal arma a organização defensiva que marcou sua trajetória até o Mundial. Com uma linha defensiva sólida liderada por Khusanov, os Lobos Brancos devem apostar na disciplina tática, nos contra-ataques rápidos e na inspiração de Shomurodov e Fayzullaev para tentar surpreender.
Mais do que três pontos, o duelo representa o início de uma jornada. Para os colombianos, é a chance de confirmar o favoritismo e mostrar que podem sonhar alto em 2026. Para os uzbeques, é a oportunidade de viver um momento histórico e provar que o futebol também reserva espaço para novas histórias.
Quando a bola rolar no lendário Azteca, tradição e novidade estarão frente a frente. E, como toda grande Copa do Mundo ensina, os sonhos sempre entram em campo com onze jogadores de cada lado.
Por Mury Kathellen
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo