Arthur Cabral marca no apagar das luzes e Botafogo arranca empate


Em jogo de baixo desempenho, Botafogo consegue empate nos minutos finais e leva ponto valioso para o Rio de Janeiro.

O Botafogo enfrentou o Atlético Mineiro neste domingo (10), na Arena MRV, às 16h, em partida válida pela décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O alvinegro empatou por 1 a 1, com gol de Arthur Cabral.

Vítor Silva 

Chegamos para mais um! E olha, vou confessar que esse tá difícil, viu? Oh time, meu Deus!

Vocês sabem que aqui eu corneto, sou muitas vezes repetitiva, mas também não deixo de pontuar os avanços que a equipe tem ao longo do campeonato, mas o que eu tenho falado sobre melhor postura parece ter provocado algum tipo de efeito contrário. 

O Botafogo praticamente não conseguiu jogar todo o futebol que se esperava nesta partida. Em Belo Horizonte, por tudo o que foi apresentado, a derrota botafoguense seria o resultado mais justo para o duelo.

Dessa vez, a sinergia de Franclim Carvalho e de seus jogadores parecia ter ficado na capital carioca. Há muito tempo eu não via a equipe com tão baixo desempenho. 

Apesar dos pesares, voltamos para casa com um ponto importante para a sequência da competição. Pelo menos o pior foi evitado, mesmo que este não seja, nem de longe, o melhor cenário. Sinal de alerta ligado de qualquer forma! 

Tem dia que é noite! 

DE OLHO NA PARTIDA 

O confronto começou e foi dada a sensação de que as duas equipes fariam uma das melhores partidas do Campeonato Brasileiro. Desde os primeiros minutos do jogo, Atlético e Botafogo já haviam tido oportunidades claras para abrirem o placar na capital mineira.

Se você também se sentiu enganado, junte-se a mim. Até porque, pelo menos na etapa inicial, só o Galo quis jogar.

O Botafogo da primeira etapa era um time que baixou as linhas de marcação, dando muito espaço para os mineiros trocarem passes até chegar à área botafoguense. Dessa forma, o meio de campo se tornou o ponto frágil do Fogão, já que o Atlético tinha muita liberdade para calcular e reformular as jogadas. 

Dessa forma, sem muita pressão ou pressa, o Atlético chegava com perigo na maioria das vezes. Pelo lado direito, o Galo se aproveitava da fragilidade do Botafogo para jogar a bola na área de formas diversas: seja na interceptação, seja com lançamentos.

O Botafogo conseguia sobreviver à pressão atleticana, até que Cuello cruza e conta com o mal domínio de Barboza na hora de afastar o perigo, deixando Cassierra livre com a sobra para abrir o placar em Minas Gerais.

Atlético 1, Botafogo 0.

A partir disso, o Botafogo tentava se organizar e se defendia como podia. Para o primeiro tempo, o 1 a 0 no placar pareceu ter ficado muito barato para a equipe carioca.

Já na segunda etapa, as coisas mudaram de panorama. O Botafogo agora tinha as linhas de marcações mais baixas e pressionava o Atlético Mineiro desde os primeiros minutos. 

O Galo, que foi tão incansável nos primeiros 45 minutos, pareceu ter cansado. O time já não conseguia sair em velocidade, dando liberdade ao Botafogo de ter o domínio da bola e gerar perigo para os atleticanos.

Aos 11 minutos, o Botafogo já mostrava que tinha aprendido com os erros da primeira etapa. Em jogada rápida, Mateo Ponte foi achado bem posicionado na área e acertou a trave. Quase o empate de um Botafogo que já dominava a partida. 

Apesar da intensidade depois da retomada do duelo, as equipes tenderam a se equilibrar conforme o tempo passava. O Botafogo tentava e esbarrava na falta de eficiência do último passe. Do outro lado, o Galo também parecia ter dificuldade para, ao menos, segurar o placar.

Em meio a uma partida morna, Franclim Carvalho fez alterações que fizeram o Botafogo voltar a ter volume de jogo, possibilitando aos visitantes encurralar o time da casa em sua própria área. 

Quando tudo parecia já se encaminhar para o revés, aos 44 minutos do segundo tempo, após cobrança de lateral de Marçal direto para a área, Arthur Cabral aproveitou a sobra e deixou tudo igual na Arena MRV.

Atlético 1, Botafogo 1.

E sem nenhuma outra alteração, o duelo terminou assim.

Longe do que se esperava, mas melhor do que a derrota.

Seguimos!

TEM COISA PRA MUDAR, PROFESSOR! 

Fim de mais uma rodada, mas com pontos importantes para discutir. Não sou uma grande fã do trabalho feito até aqui pelo português Franclim Carvalho. Até mesmo na sequência de 9 jogos de invencibilidade, os erros estavam ali, mesmo que amparados por uma boa sequência de resultados positivos.

Porém, ao mesmo tempo que as críticas precisam ser feitas, acho que a construção do que tem sido elaborado é o peso maior na hora de avaliar o projeto. Os jogadores parecem ter entendido a maneira dele de propor jogo, apesar de, algumas vezes, ele mesmo se perder no próprio jogo que propõe. 

Franclim teve a prova que seus 11 titulares eram as “figurinhas carimbadas” que ele conhecia e que já vinham dando certo, mas parece não confiar nos próprios bons frutos que colheu. Todo jogo, uma mudança. 

Acho que a constância é a maior prova de que o caminho trilhado até aqui tem credibilidade. Por isso,  acredito que nele falta mais confiança na hora de escalar essa equipe. E não, por aqui continuamos sem discurso de “terra arrasada”. De forma geral, há uma evolução expressiva. 

Eu arrisco a dizer que nesta partida contra o Galo, sabendo-se que é um time rápido e faz transições eficientes, a marcação poderia ter sido mais pesada nos primeiros 15 minutos de jogo. Cansar um adversário que tem peças com agilidade é o caminho mais simples para voltar a ter controle do jogo.

Mas agora é trabalhar em cima dos erros. Continuo pensando que estamos no caminho e que há coisas boas nos esperando no trajeto, mesmo em meio a um caos interno que parece ser interminável.

Tudo é muito possível! E vamos continuar tentando!

Somos o Bairro! O maior Bairro do MUNDO!

PRÓXIMA PARTIDA 

O Botafogo volta a campo na quinta-feira (14), contra a chapecoense, na Arena Condá, em partida válida pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil. O alvinegro venceu o primeiro confronto por 1 a 0 e joga por um empate em Santa Catarina.

Vamos juntos, meu Glorioso!

Por Julia Aveiro

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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