Botafogo domina a partida, vence o Independiente Petrolero e assegura liderança do grupo na Sul-americana.

O Botafogo enfrentou o Independiente Petrolero nesta terça-feira (28), no estádio Nilton Santos, às 19h, em partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da copa Conmebol Sul-americana. O alvinegro teve domínio total da partida e venceu a equipe boliviana por 3 a 0, com gols de Mateo Ponte, Alvaro Montoro e Newton.
“Levante a cabeça, amigo, a vida não é tão ruim
Um dia a gente perde
Mas nem sempre o jogo é assim
Pra tudo tem um jeito
E se não teve jeito ainda não chegou ao fim”
Chegamos para mais um! Desta vez, quis começar com um trecho de uma música que tem me ajudado a enxergar esperança quando o assunto é esse meu Botafogo.
Na arte de quem sabe curtir um dia de praia mesmo em meio a um dia nublado, o Glorioso venceu mais uma. E vencer não mostra tudo o que tem sido feito ao longo desses 9 jogos de invencibilidade; vai muito além. Há postura, há entrega, há perseverança.
Nesta noite, o Botafogo foi absoluto. Cada contra-ataque demonstrava a vontade de reverter qualquer possível revés, cada bola disputada era uma chance de continuar, de todas as formas, se impondo. Frente a eles mesmos, frente à torcida e frente aos desafios, dentro e fora do gramado.
O Botafogo foi, acima de tudo, Botafogo.
Que saudade estávamos!
DE OLHO NA PARTIDA
A partida começou e o controle do Botafogo era claro desde os primeiros minutos. Apesar de não levar nenhum susto e ter a posse de bola quase absoluta, o alvinegro criou uma chance real de gol só aos 11 minutos.
Depois de boa jogada pela direita, Arthur Cabral escapou e cruzou a bola na segunda trave, que não foi efetivamente finalizada por Edenilson. Apesar da jogada não ter terminado em gol, mostrou o que seria o retrato do duelo: o Botafogo atacava e o time boliviano se defendia como podia.
Se a primeira tentativa não teve sucesso, a subsequente teve um final final. Após inverter o lado de construção das jogadas, Alex Telles cruzou com perfeição na segunda trave e Mateo ponte apareceu na hora certa para completar de primeira. De lateral para lateral, o primeiro gol do Fogão saiu aos 15 minutos do primeiro tempo.
Botafogo 1, independiente Petrolero 0.
O primeiro tempo foi repleto de chances sucessivas de gol e uma demonstração do entrosamento coletivo do time brasileiro. O Independiente Petrolero mal conseguia sair de seu próprio campo de defesa.
O Botafogo tentava pela direita com Kadir, mas esbarrava no timing errado da conclusão. Mesmo assim, o Fogão tentava sair com velocidade, com objetividade, articulando as jogadas de pé em pé.
Na segunda etapa, quase nada mudou. Com apenas 3 minutos, Kadir chutou colocado e o goleiro Gutiérrez precisou trabalhar bem para evitar o gol.
Mais uma vez, o Botafogo tentava. As inúmeras possibilidades vinham do pé de Montoro e também do chute forte de Edenilson. Em um panorama, 1 a 0 vinha sendo lucro para o Independiente.
Embora o improviso possa ajudar e muito no futebol, o time boliviano não conseguiu segurar mais do que vinha fazendo. Aos 17 minutos, Alex Telles cobrou cruzado em direção ao gol, que apesar de ter sido defendido pelo goleiro adversário, achou nos pés de Montoro o complemento que faltava. Gol alvinegro, finalmente!
Botafogo 2, independiente Petrolero 0.
Com a intensidade já controlada dado pelo conforto evidente na partida, o Botafogo administrava o jogo de maneira muito responsável: Sem se lançar muito para o ataque, mas mesmo assim, diminuindo os espaços para evitar qualquer arrancada dos bolivianos.
Como um resultado da superioridade técnica e do domínio do time carioca, após uma jogada em velocidade conduzida por Chris Ramos, Newton estava na hora e no lugar certo para chutar cruzado e eliminar qualquer chance de defesa do goleiro. Gol do Glorioso!
Botafogo 3, independiente Petrolero 0.
E a vantagem que poderia ter sido maior até o último segundo, acabou ficando por isso mesmo: vitória alvinegra de maneira muito confortável.
Noite inspirada dos nossos guerreiros!
Até porque, somos os melhores na luta contra o vento. Está na nossa essência!

REMANDO CONTRA A MARÉ
Os últimos tempos para nós, botafoguenses, têm sido muito ambíguos. Um pouco paradoxais, eu diria. Digo isso porque, mesmo durante as partidas, temos que lidar com notícias externas.
A comemoração de um gol pode vir acompanhada de um rompimento súbito do associativo com gestores da SAF. E a pergunta que ecoa nas nossas cabeças é a mesma: será que devemos desfrutar do presente quando o futuro é tão incerto?
As dúvidas ecoam em meio ao orgulho de ver uma equipe tão comprometida em focar apenas no que está no controle.
O Botafogo, hoje, dentro de campo, é organizado, objetivo e acima de tudo, eficaz. Como eles fazem isso acontecer eu ainda não sei. Como um ser humano também, não se conseguiria o mesmo feito.
Salários atrasados, direitos de imagem não pagos, companheiros de equipe sendo negociadas no meio da temporada… olha, honestamente, as coisas não têm sido fáceis em Engenho de Dentro para esses senhores.
Na agonia do que virá, seguimos tentando abrir caminhos com as nossas próprias forças, partindo do que temos ou do que conseguimos ao longo do percurso.
Por aqui, estamos acreditando em cada mínima coisa boa que aparece, como um símbolo de predestinação, de esperança ou de sobrevida, talvez.
É importante memorizar cada verso da música que começamos esse texto. E seguindo a ordem das estrofes da canção que se confundem com a vida, assim finalizo essa nossa conversa de hoje:
“Chega de achar que tudo se acabou
Pode a dor uma noite durar
Mas um novo dia sempre vai raiar
E quando menos esperar…
Clareou”
PRÓXIMO JOGO
O Botafogo volta a campo no sábado (2) contra o Clube do Remo, no estádio Nilton Santos, às 16h, em partida válida pela décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
Torcedor, sábado é dia de ir apoiar no Niltão e ajudar a levantar, mais uma vez, o nosso Botafogo!
Faremos, juntos, o dia clarear!
Por Julia Aveiro
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo