Bahia volta a ser atropelado pelo Remo e se complica na Copa do Brasil

O Bahia que entrou em campo hoje foi irreconhecível. É difícil até descrever o tamanho da decepção com a postura do time. Mais uma atuação apática, sem alma, sem compromisso com o torcedor. O Esquadrão sofreu mais uma derrota para o Remo em 2026: 3 a 1, dentro da Arena Fonte Nova. Dentro de casa! Inaceitável.
A decisão da vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil ficou para o dia 13 de maio, às 21h30, no Mangueirão. E, do jeito que está jogando, vai precisar de um milagre para reverter essa desvantagem fora de casa.
O jogo
O Bahia até começou com intensidade, iludindo o torcedor. Em menos de três minutos, teve duas boas chances: David Duarte obrigou Marcelo Rangel a fazer boa defesa, e Acevedo acertou a trave. Parecia que ia ser uma noite tranquila, parecia. Mas bastou o Remo se organizar para o pesadelo começar. Aos 16’, após longa revisão do VAR, Thamba abriu o placar de cabeça. E lá vamos nós de novo, bola aérea nas costas da defesa, erro repetido, problema que nunca é corrigido.
O empate veio até rápido, aos 22’. Everton Ribeiro cobrou escanteio na medida e Willian José apareceu livre para cabecear. Ali, o torcedor ainda tentou acreditar. Mas foi só ilusão.
Com a bola, o Bahia rodava, rodava… e não saía do lugar. Um time previsível, lento, sem criatividade. Enquanto isso, o Remo fazia o básico, se defendia bem e esperava o erro Tricolor. Antes do intervalo, ainda houve chances com Jean Lucas e Everton Ribeiro, mas faltou capricho. Faltou qualidade. Faltou tudo.
No segundo tempo, o cenário piorou. O Bahia voltou ainda mais perdido, sem intensidade, sem ideias. A primeira chance clara só veio aos 19’, quando Everaldo, livre, conseguiu cabecear para fora. Um gol inacreditável perdido, retrato da noite.
Aos 27’, veio o golpe que desmontou de vez, erro grotesco na saída de bola de Léo Vieira, pênalti em Yago Pikachu, que ele mesmo converteu. Falha individual, mas que resume o coletivo desorganizado. Quando o time tentou ir para o tudo ou nada, expôs ainda mais o desastre. Em contra-ataque, Marcelinho cruzou e Alef Manga fechou o caixão, 3 a 1. Dentro da Fonte Nova. Um vexame completo.
A verdade é dura, o Bahia foi dominado, foi ingênuo e foi incompetente. Um time que quer brigar por algo maior não pode apresentar esse tipo de futebol, muito menos em casa.

Próximo desafio
Agora, o foco muda para o Brasileirão. No sábado (25), o Bahia enfrentará o Santos, novamente na Fonte Nova. O torcedor, com razão, já chega sem paciência. Porque depois de hoje, confiança é algo que esse time vai ter que reconquistar, se ainda for capaz.
Por Thamires Barbosa Araújo
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