Benfica faz o que tinha que fazer, vence o CD Nacional com autoridade… mas os empates ainda não deixam ninguém em paz
Como diria minha mãe… não fez mais que a obrigação. Mas olha… depois de tudo que a gente passou, ganhar assim já melhora até o humor da semana inteira.
O Benfica entrou em campo neste domingo (12), no Estádio da Luz, com uma coisa que a gente estava sentindo falta: vontade. Sem enrolação, sem drama, sem aquele sofrimento desnecessário que já virou rotina.

E foi rápido. Rápido mesmo.3 minutos. Nem deu tempo de abrir o stream direito. Andreas Schjelderup, o nosso bacalhauzinho, foi lá e marcou. E então pensamos: “ué… então dá pra começar bem assim?” E quando ainda tava todo mundo se ajeitando no sofá, veio mais.
Aos 14 minutos, Rafa Silva fez o segundo e basicamente falou: “relaxa, hoje vocês não vão sofrer (muito)”.E realmente… o Benfica não deixou o CD Nacional jogar. Controlou o jogo inteiro, dominou, criou, pressionou… parecia até aquele Benfica que a gente imagina na cabeça, mas que às vezes some misteriosamente.
Aí veio o momento clássico do benfiquista iludido:“hoje vem uma goleada!”Teve até pênalti … e aí o Pavlidis perdeu.

Claro. Porque se não tiver um mini sofrimento, nem parece o Benfica. Mas tudo bem, hoje tá liberado perdoar. Destaque também para o regresso do Dedić, que voltou com tudo, e pro Leandro Barreiro, que segue sendo aquele jogador que faz o básico bem feito e nunca complica. A equipe, no geral, foi bem. Fez o que tinha que fazer.
Mas… calma lá.
Porque mesmo ganhando, mesmo feliz, mesmo rindo à toa… aquela dorzinha não vai embora. Os tenebrosos empates.
Aquele monte de empate que parece perseguição. Porque é inevitável pensar: “a gente podia estar em primeiro…”E podia mesmo. Cada empate desses foi tipo: “ah, depois a gente recupera”. Não recuperou. E agora tá aí… fazendo conta, olhando tabela, secando rival.
E o mais engraçado (ou trágico, depende do humor): quando as chances de título ficam pequenas… o Benfica vira uma seleção.Joga leve, joga bonito, joga solto. Aí tu olha e pensa:“então vocês sabiam jogar assim esse tempo todo???” É tipo eu estudando só na semana da prova final.
E mesmo assim… a gente continua.Reclama, xinga, diz que não vai ver mais… mas tá sempre lá. Sempre. Porque no fundo, é amor. Meio tóxico? Talvez. Mas é amor.
Agora é clássico. Dia 19/04… 1904… coincidência? eu escolho acreditar. Às 18h, fora de casa, contra o Sporting, daquele jeito que mexe com tudo.
Pra cima dos lagartos!
Por Clara Bordignon
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