Como de costume, Galo perde na Vila mais uma vez
Independente de qualquer placar, eu gostaria de dizer como é incrivelmente maravilhoso ver o Rony jogando em outro time. Fica aqui o meu mais sincero “muito obrigada” ao Santos FC por ter levado esse falso jogador daqui.
Agora, infelizmente falando do Galo, que partida tenebrosa desse time fora de casa, que culminou na nossa derrota por 1×0 diante do Santos na noite deste sábado (11), pelo Brasileirão. Todo atleticano já estava contando com essa derrota, até porque o Galo fede a fracasso jogando na Vila Belmiro, mas o que ninguém esperava era uma partida extremamente covarde e a omissão desse elenco, além de uma postura tão demorada e errada do Barba.

Todo mundo sabe que temos um elenco que chega a dar vontade de chorar, mas o Domínguez já tem tempo de time suficiente para saber quem deve entrar, e tem inteligência demais para saber a hora certa de fazer as alterações — pena que isso não ocorreu nessa partida. Chega a ser inadmissível o Alan Franco apenas existindo dentro das quatro linhas enquanto nosso meio de campo está com um buraco enorme e a marcação sendo feita apenas via “bluetooth”.
Que partida “murrinquenta” do Clube Atlético Mineiro! Não teve um que se salvou dentro de campo; até a saída de bola foi uma coisa absurda. A bola queimava no pé dos atletas e o placar só não foi pior porque o time do Santos também é bem fraquinho, mas o Galo conseguiu ser pior, bem pior.
O time vinha de boas partidas que deram uma certa esperança na torcida de que as coisas iam começar a melhorar — dava para enxergar uma luz no fim do túnel —, mas os dois últimos jogos só mostraram que a torcida estava levemente enganada e que este ano vai ser com o terço na mão, a calculadora do lado e, em toda oração, ter que pedir perdão a Deus por desejar as piores coisas para esse elenco.
O gol dos donos da casa saiu em um lance em que a bola era nossa lá no ataque dos caras, em um erro inadmissível do Hulk, que fez mais uma partida irritante; e com o Natanael sendo Natanael, né? Não dá para esperar muita coisa desse aí, não. O Domínguez, que viu a “inhaca” do time dentro de campo, achou de bom tom não mexer no intervalo e só foi substituir 10’ depois de sua defesa já ter sido vazada — e aí mexeu mal, como sempre.
Concordo que o time precisa de contratação e as coisas só vão mudar quando tirarem grande parte da base do time de 2024/25, mas até lá precisamos de outras peças nesse time. Não dá mais para aceitar um Atlético tão omisso dentro de campo, que de 6 jogos fora de casa perdeu 5 e só venceu a fraca Chapecoense. Não dá mais para ver o Franco sendo um a menos em campo, o Cuello escolhendo quando quer jogar e matando todas as jogadas importantes, o Reinier tão apagado no ataque que não consigo me lembrar da alteração dele; e o Hulk precisa sair do clube enquanto ainda é ídolo, amado e muito respeitado pela torcida, porque faz uma partida fora da curva e outras nove extremamente péssimas.
Se é para passar estresse e xingar até a 5ª geração do elenco, do treinador e, principalmente, da SAF, que seja com outras caras em campo. Já está na hora de voltar a titularidade do Alexsander. O Cassierra só vai pegar ritmo de jogo se tiver bons minutos em campo, e não entrando na fogueira com o time já perdendo; Cissé não pode ser banco com esse elenco e, com certeza tem gente na base que pelo menos tem a inteligência de saber que, para vencer, tem que atacar em direção ao gol adversário, e não ficar de toque para trás.
Ou o Barba começa a mexer nesse time e vai usando peças novas, ou então vai morrer abraçado com a mesma “panela” que já derrubou uma penca de treinadores.
Entre estresses e pedidos para esse time fechar as portas e fingir que nada aconteceu, o Galo volta a campo já nesta quinta-feira (16), pela Sul-Americana, diante do Juventud, às 19h, na nossa casa. Boa sorte aos guerreiros que vão descer para a Arena.
O Galo me adoece
Por: Thais Santos
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