Não está sendo fácil


 América perde para o Botafogo-SP, chega a oito jogos sem vencer e aumenta pressão sobre Valentim

Que começo de ano difícil para o torcedor americano, que chegou a oito jogos sem vencer.

Na noite de 1º de abril de 2026, o torcedor até quis acreditar que a derrota por 2 a 1 para o Botafogo-SP fosse mentira, mas não era. O América foi mandante fora de casa, na Arena MRV, estádio do seu rival, e o que se viu foi mais um capítulo de frustração. Quem saiu de casa para acompanhar o time de perto assistiu, mais uma vez, à incapacidade de transformar jogo em resultado. E, para muitos, a paciência acabou de vez. O clima de “ou muda ou cai” em relação ao técnico Alberto Valentim já começa a aparecer com mais força.

Foto: Mourão Panda / América

Por outro lado, é preciso reconhecer que o início de jogo do América foi bom e até surpreendente. O time entrou organizado, competitivo e criou boas ações ofensivas. Destaque para Felipe Amaral, para Alê, que segue sendo um jogador muito diferente e essencial para o funcionamento do meio-campo, e para Mastriani, que voltou a fazer aquilo que se espera dele: gol. O atacante novamente marcou e demonstra confiança nesse retorno ao clube.

Mas o roteiro, infelizmente, se repetiu. O pesadelo começou ainda no primeiro tempo, quando, em erro na saída de bola, o América cedeu o empate ao Botafogo-SP. A partir dali, o time se perdeu completamente dentro de campo. A organização inicial desapareceu, o time recuou e passou a dar espaços. No segundo tempo, a virada veio em mais uma falha defensiva, e o América já não conseguiu reagir na partida, como também foi destacado na matéria de Jonatas Pacheco para O TEMPO Sports.

Na coletiva pós-jogo, Alberto Valentim foi firme ao afirmar que a derrota não se resume a duas falhas pontuais, mas sim a um conjunto de erros. O treinador também destacou que a equipe já retornou aos treinamentos nesta quinta-feira pela manhã, com foco total na preparação para o confronto contra o Athletic no fim de semana. Ainda assim, a fala não apaga a sensação de repetição dos mesmos problemas dentro de campo.

Foto: Mourão Panda / América

Outro ponto que chamou atenção foi a presença de Marcus Salum. Figura forte nas decisões do clube, ele esteve não apenas no jogo, mas também no vestiário. Apesar disso, quando questionado sobre possíveis fatores externos influenciando o desempenho da equipe, Valentim foi categórico ao afirmar que não existe qualquer interferência externa, seja para jogadores, comissão técnica ou diretoria. Disse ainda que a presença de Salum não representou pressão adicional, reforçando que convive com cobranças desde que chegou ao clube.

O treinador também fez questão de contextualizar a sequência negativa. Segundo ele, dos oito jogos sem vitória, dois foram com equipe alternativa, dois clássicos foram bem disputados contra um adversário mais forte, houve empates na Copa do Brasil em que o time poderia ter vencido, além de um jogo atípico contra o Goiás e, agora, essa derrota para o Botafogo-SP. É uma leitura que tenta aliviar o cenário, mas que não necessariamente convence o torcedor que vem acompanhando de perto essas atuações.

Além do desempenho em campo, o cenário da partida já carregava um elemento estranho desde o início. Jogar como mandante na Arena MRV, casa do Atlético, não foi algo natural para o torcedor americano. Muitos relataram a sensação de desconforto e estranhamento com a mudança, conforme apurado por Jonatas Pacheco e Edivaldo Miranda, do O TEMPO Sports.

Próximo jogo

Agora, o América vira a chave rapidamente. O próximo compromisso será contra o Athletic, em São João del-Rei, às 20h, no domingo de Páscoa. E aqui vai quase um apelo: que o coelhinho da Páscoa, Jesus e qualquer outra energia que você acredite deem uma força, porque neste momento só a vitória importa. Ainda mais em um confronto regional.

E fica também o reconhecimento aos torcedores que vão encarar estrada, abrir mão de passar a data com a família e seguir apoiando um time que, neste momento, ainda não tem conseguido retribuir dentro de campo. Porque, no fim das contas, é isso que define o torcedor do América. Mesmo com tudo isso, a gente segue.

Por Laura Assis Ferreira

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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