Coritiba e Vasco ficam no empate nesta quarta-feira (1), no Couto Pereira
Abril começou com o Coritiba de volta a campo pelo Brasileirão. Após dez dias de pausa por conta da Data FIFA, o time alviverde recebeu o Vasco da Gama, em partida válida pela 9ª rodada. Mais de 27 mil torcedores – um belo público para uma quarta à noite – presenciaram o empate das equipes por 1 a 1.

O resultado acabou deixando o Coxa no lucro. O time estava em desvantagem desde a primeira etapa, mas brigou pelo empate até o fim e poderia até ter vencido, se não fossem os gols perdidos. Bom, antes um ponto a mais na mão do que nada…
O time alviverde segue na sétima colocação com 14 pontos, podendo ser alcançado apenas pelo Grêmio, que joga contra o Palmeiras nesta quinta-feira (2).
Noite de homenagens, estreia de camisa e Green Hell
A noite de quarta-feira foi de estreia de camisa e homenagens no Couto Pereira. Antes da partida, o clube entregou ao atacante Lucas Ronier uma placa e uma camisa comemorativa em alusão aos 100 jogos do atleta com a camisa alviverde. O piá do Couto vem sendo um dos grandes destaques desse Brasileirão.
Já a torcida preparou uma bonita festa, com o tradicional “Green Hell”. O estádio todo se iluminou de verde e, no meio dos fogos, uma surpresa para o zagueiro Jacy: a organizada do clube, Império Alviverde, desceu um bandeirão com foto dele, do filho e de sua mãe, que faleceu ano passado em decorrência a um câncer. O atleta se emocionou muito e foi abraçado por seus companheiros. Um ser humano ímpar e que merece todas as homenagens do mundo.
Dona Cláudia se orgulha sim, Jacy.

O time também estreou a camisa 1, lançada no último domingo (29), dia do aniversário da cidade de Curitiba. A camisa contém detalhes que remetem à capital paranaense e, na parte de trás, tem a frase: Curitiba é Coritiba. Baita ação do marketing do clube e da Diadora.
O jogo
Com desfalques de última hora, como do atacante Breno Rocha e do volante Walisson, o técnico Fernando Seabra escalou a equipe desta forma: Pedro Rangel; Tinga (JP Chermont), Jacy, Tiago Cóser, Bruno Melo (Felipe Jonatan); Willian Oliveira (Vini Paulista), Sebas Gómez (Fabinho), Josué; Lucas Ronier, Pedro Rocha e Lavega (Keno).
Mesmo com maior posse de bola no início do jogo, o Coritiba assustou pouco a meta de Leo Jardim. Já o Vasco, quando conseguiu o domínio, ofereceu mais perigo. Aos 18’, quase Hinestroza abriu o marcador – a bola bateu na trave. Porém, aos 23’, não teve jeito: após pressão vascaína, Paulo Henrique encontru Tchê Tchê, que mandou para o fundo das redes, sem chances para Pedro Rangel. Vasco na frente.
Após o gol tomado, o Coxa acordou na partida e quis buscar o empate. A melhor chance foi aos 43 minutos com Pedro Rocha, que recebeu passe de William Oliveira, mas bateu rasteiro, para a alegria do arqueiro vascaíno.
Para a segunda etapa, Seabra tirou William Oliveira – que estava sendo bastante vaiado quando tocava na bola -, para a entrada de Vini Paulista. A mudança surtiu bastante efeito e o Coxa voltou mais ofensivo durante o segundo tempo de jogo. Foram várias oportunidades de empatar e até virar o placar, mas desperdiçadas com sucesso. Além disso, a arbitragem teve um péssimo desempenho, marcando faltas desnecessárias para as equipes, além de permitir a famigerada “cera” dos atletas vascaínos e se perder completamente nos acréscimos dos dois tempos.
Aos 25’, o lance mais inacreditável da partida: Ronier mandou uma bomba para o gol, mas Leo Jardim fez um milagre e defendeu. A bola bateu na trave, sobrou na área e Keno, que havia entrado recente na partida no lugar de Lavega, pegou o rebote e… ISOLOU. Era a chance do empate e da redenção do atacante, que até agora não mostrou para que veio.
De tanta insistência, o empate saiu: já na reta final, aos 44’, em uma jogada alviverde, o lateral Felipe Jonathan, que entrou no lugar de Bruno Melo na segunda etapa, recebeu a bola de Josué na área, cabeceou para o gol e a bola encontrou Saldivia, do Vasco, que acabou mandando para as redes, marcando “artnoc”. Podemos dizer que 90% do gol foi do camisa 6, não é mesmo?
Fim de papo no Couto, 1 a 1 e um pontinho para cada. Resultado que acaba sendo justo pela partida, mas amargo para ambos, tanto para o Verdão, que queria a vitória em casa, quanto para o Cruzmaltino, que vencia até os 45 minutos da segunda etapa. Destaques para Ronier, que mais uma vez foi um dos poucos que se entregaram, e aqui vai a corneta: William Oliveira e Keno, se vocês fossem bons jogadores, quem vocês seriam? Que tristeza vê-los vestindo a nossa camisa sem um pingo de comprometimento…
Um adendo sobre as vaias na primeira etapa: William Oliveira é limitadíssimo, erra muito e, na minha concepção, não merece vestir a nossa camisa. Mas, vaiar um atleta que está ali, bem ou mal, representando o time dentro de campo, é desnecessário. As críticas devem sim serem feitas, APÓS O APITO FINAL.
Jamais deixaremos de fazer a nossa parte. Novamente, a torcida foi fundamental, apoiou, cantou, mas queremos reciprocidade em campo. Sabemos que não vamos vencer todos os jogos, mas ter raça e vontade, é essencial. O foco principal da temporada é se manter na série A, mas, podemos e queremos mais.
Agora, o time alviverde receberá outro carioca: o Fluminense, atual segundo colocado no Brasileirão. O duelo está marcado para este sábado (4), às 20h30, novamente em casa.
Seguimos! Sempre por ti, Coritiba!

Por Viviane Mendes, coxa doida de coração.
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.