Um pesadelo em preto e branco


A eliminação está na conta do técnico

Foto de Gustavo  Aleixo

Cruzeiro e Atlético fizeram, nesta terça-feira (01), o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Ao final dos 90 minutos, o Atlético saiu de campo vencedor e classificado, após a vitória por 2 a 1.

O futebol nem sempre é uma ciência exata, mas existe uma máxima que costuma se confirmar: em confrontos de mata-mata disputados em dois jogos, geralmente o melhor time acaba avançando. E foi exatamente isso que aconteceu.

Assim como no jogo de ida, o Atlético começou melhor. Controlou as ações, mostrou disciplina tática e soube administrar a partida. Mesmo assim, coube ao Cruzeiro abrir o placar, com Kaio Jorge convertendo uma cobrança de pênalti. Aliás, o camisa nove celeste parece sempre encontrar inspiração quando enfrenta o rival estadual.

Após o gol, o Cruzeiro tentou equilibrar o confronto e sustentou a vantagem até o fim do primeiro tempo. Ainda nessa etapa, porém, um sinal de alerta surgiu: o lateral-esquerdo Lucas Villalba recebeu cartão amarelo.

Na volta do intervalo, o Atlético manteve o domínio das ações e passou a explorar justamente o lado do defensor cruzeirense. A pressão deu resultado. Por volta dos 20 minutos, Villalba recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso.

Foi então que entrou em cena o famoso “Sobrenatural de Almeida”, personagem criado por Nelson Rodrigues para explicar os acontecimentos mais inacreditáveis do futebol.

Mas, desta vez, o sobrenatural parecia estar sentado no banco do Cruzeiro.

O treinador Arthur Jorge, na tentativa de equilibrar o time após ficar com um jogador a menos, fez alterações difíceis de compreender. De uma só vez, tirou Gérson, Kaio Jorge e Matheus Pereira. Como explicar uma decisão dessas? O rapaz simplesmente desmontou a equipe.

A partir dali o Cruzeiro perdeu a quarta, a quinta e a sexta marcha. O Atlético, experiente e organizado, aproveitou o cenário. Com inteligência e sem grandes dificuldades, virou o placar agregado e confirmou a classificação merecida.

O torcedor cruzeirense demorará muito tempo para esquecer essa tormenta.

E, já que estamos falando em carro, fica uma pergunta: por onde anda Lucas Silva? Volante dentro de campo e maestro da equipe, o jogador que deveria organizar e dar ritmo ao time simplesmente desapareceu. Enquanto isso, outros atletas, como Matheus Henrique, seguem acumulando oportunidades sem conseguir entregar o desempenho esperado.

Próximo desafio

Mas a vida continua. O Campeonato Brasileiro está aí, e o Cruzeiro terá mais um desafio pela frente no domingo (06), diante do Athletico paranaense no Mineirão.

Fica apenas a lamentação pelo que poderia ter sido diferente caso houvesse mais lucidez nas decisões tomadas à beira do gramado. Resta torcer para que o presidente Pedrinho saiba resistir a mais esse golpe e tome as medidas necessárias.

A nós cabe o papel de sofrer, perder o sono e aguentar as chacotas do dia seguinte.

A torcida continua afinal “os sonhos não envelhecem.

Por Celeste Gonçalves

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se