Na raça, na entrega e na lei do ex


Coritiba vence de virada o Remo no Mangueirão com gol nos acréscimos e assume a sétima posição

Foi no sufoco. Na raça. Na entrega. Se tem um sentimento que podemos definir o Coritiba de 2026, é: resiliência. Mesmo na dificuldade e na adversidade, o time consegue buscar o resultado e dar alegria ao seu torcedor.

Resultado gigante de um time gigante.

Nesta segunda-feira (31), encerramento do ano de agosto e da 25ª rodada do Brasileirão, o Coritiba foi até Belém enfrentar o Remo e venceu, de virada e nos acréscimos, pelo placar de 2 a 3. Os gols do Coxa foram marcados por Zé Welison (contra), Fabinho e Pedro Rocha, que novamente aplicou a lei que nunca falha nesse país – ou quase nunca, não é, Alef Manga?

Fernando Torres/AGIF

Com o resultado, o time alviverde subiu duas posições, se afastou mais ainda da ZR e fica a apenas três pontos da zona de classificação para a Libertadores. Já o time paraense segue amargando a penúltima posição e vê suas chances de se manterem na série A diminuírem cada vez mais.

O JOGO

Para a partida, Fernando Seabra não estava à frente da equipe por estar suspenso. Na beira do campo, Guila Bosle e Álvaro Martins comandaram o Verdão.

Pressionado e jogando em casa, o Remo iniciou o duelo indo para a cima, porém, quem quase abriu o placar foi o Coritiba com Pedro Rocha, que acertou o travessão. Os paraenses tiveram outras chances de chegar ao gol, mas sem muita efetividade. O Remo teve mais posse de bola, porém parava na marcação alviverde e nele: Pedro Morisco. Assim, o placar da primeira etapa permaneceu zerado.

Se no primeiro tempo não tivemos muitas emoções, no segundo o jogo foi muito movimentado. Quem achava que o duelo ficaria apenas no empate ou vitória por um golzinho para algum dos lados, se enganou.

Logo no primeiro minuto, em cobrança de escanteio do Coxa feita por Pedro Rocha, Zé Welison tentou tirar a bola e acabou mandando contra o próprio gol, abrindo o placar no Mangueirão. 0 a 1 Coritiba.

O Verdão seguiu em busca do segundo gol e teve a chance com Breno Lopes, mas ele não aproveitou. Seguindo à risca a máxima de “quem não faz, leva”, o Remo aproveitou a vez dele. Aos 15 minutos, Zé Ricardo deixou Sebás Gómez na saudade e marcou um belo gol. Era o empate do Remo.

E teve virada. Aos 17’, a árbitra Daiane Muniz marcou pênalti para o time da casa, após JP Chermont chutar a canela de Gabriel Taliari na área. Yago Picachu foi para a cobrança, Morisco chegou a defender, mas deu rebote e o próprio Picachu não desperdiçou. Pesadelo pro Coxa naquele momento da partida.

O Remo teve várias chances de ampliar o placar, mas desperdiçou todas. Até que o jogo mudou: vieram mudanças, com Fabinho e Paulo Roberto entrando nos lugares de Lavega e Breno Lopes. Veio também a parada para a hidratação – Belém é quente demais e se faz necessário. E a parada foi primordial para o jogo virar novamente. Dessa vez, para o Coritiba.

Bendita água!

Aos 31 minutos, veio o empate: Paulo Roberto encontrou Fabinho na área e ele não desperdiçou. 2 a 2. As mudanças de Álvaro Martins estavam dando resultado.

Pelo lado remista, Leo Condé colocou Alef Manga em campo, que tentou de todo jeito marcar o seu, mas sem sucesso. Não era o dia dele de ativar a lei do ex. Ainda bem.

Quando todos achavam que a partida ficaria no empate, vieram os acréscimos e, com eles, mais um gol – dessa vez, do lado verde. E não é que a lei do ex se fez valer? Mas com ele, de novo ele: Pedro Rocha. Aos 48’, Morisco fez uma defesa milagrosa, mandou a bola para o meio campo, Paulo Roberto carregou, tabelou com Sebas, que achou o camisa 32 livre para marcar, deixando Marcelo Rangel na saudade. Era a virada novamente, mas dessa vez do Coxa. Fim de jogo, 2 a 3.

Alívio, alegria e festa alviverde. Que jogo teste pra cardíaco, que luta, que entrega dos atletas. Vou sempre defender o Seabrismo, que vem fazendo milagres com o que tem, e vem aproveitando os piás do Couto.

Um grande resultado, fruto de um trabalho gigante. O Coritiba de 2026 não está para brincadeira. Ainda faltam 8 pontos para o número mágico, mas acredito que ninguém mais vê o time lutando por outra coisa sem ser ficar na primeira parte da tabela. Um time resiliente, de guerreiros. Se falta qualidade em alguns momentos, sobra entrega. O futebol nem sempre é justo, mas a sorte vem sorrindo para o Cori.

JP Pacheco/CFC

Agora, o Coxa enfrenta outro time da parte debaixo da tabela: o Mirassol. O duelo será no domingo (6), às 11h, no Couto Pereira, e a promessa é de casa cheia novamente.

SEGUIMOS! PRA CIMA DELES, COXA!

Por Viviane Mendes, Coxa doida de coração.

Esclarecemos que os textos trazidos não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se