E quando chegar no terreiro procure primeiro saber quem eu sou

Como é triste a vida de quem é mineiro e não torce para o gigantesco Clube Atlético Mineiro. E como é maravilhoso viver desse time, mesmo concordando cada vez mais com o Kalil de que nossa faixa etária de vida é bem baixa, esse clube ainda vai nos matar, mas cá entre nós, que bom seria morrer de Galo!
Jogando na nossa casa, diante dos nossos e mostrando quem manda neste lugar, o Galo bateu o freguês de azul por 2×1, na noite dessa terça-feira (01) com caixa para muito mais, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Faz o pix, @CBF!
Confesso que ainda não preguei o olho após o apito final e já escrevi e apaguei isso daqui várias vezes. É que ainda não consegui expressar da forma certa o quão grandiosa foi essa partida e tudo que envolve ela.
Tivemos mais uma vez a torcida fazendo uma festa absurda, seja na rua de fogo, no mosaico e no gogó antes, durante e após a partida, tem que ser crime comprar torcidas em Belo Horizonte.
Preciso abrir aqui um local de fala para a Elluh, minha duplinha de Clube Atlético Mineiro e suas declarações em relação a torcida:
“Nessa vida de torcedora, já vivi e fui a muitos jogos, algumas decisões e tantos outros momentos que ficaram marcados na memória. Mas nada se compara a um clássico. A emoção é diferente. É a ansiedade na véspera da partida, a incerteza sobre o que vai acontecer, o frio na barriga e aquela sensação de que qualquer coisa pode acontecer quando a bola rolar. É justamente isso que move o futebol. E somente a torcida atleticana consegue provar que, sim, um raio pode cair várias vezes no mesmo lugar.
O que falar da torcida atleticana ou, como é popularmente conhecida, da Massa? Só ela consegue fazer Belo Horizonte virar uma cidade em chamas. Não é apenas uma simples “Rua de Fogo”. É o encontro de um povo com o sobrenatural mundo chamado futebol. É onde, por algumas horas, nossos problemas são deixados de lado e milhares de pessoas passam a compartilhar o mesmo sentimento, o mesmo sonho e a mesma paixão.
Eu só posso dizer que, em todas as vidas que eu tiver, desejo nascer novamente atleticana.
A história continua sendo escrita e, dessa vez, não foi a minha torcida que chorou. E, como dizia Arlindo Cruz, “o show tem que continuar”. Que o show atleticano continue sendo cantado, vivido e celebrado.
Nós merecemos isso!”
Como é bom fazer parte dessa torcida, é inenarrável dividir esse mesmo amor com milhões de atleticanos que entende a importância de viver de Clube Atlético Mineiro, é todo mundo dodói da cabeça e muda só o CPF.
Precisamos falar de Eduardo Dominguez e seu nó tático no treinador do outro lado, seja no jogo de ida ou na volta, o Barba mostrou que entende muito da pelota e desse elenco que tem, mesmo com lesões cruciais como o Maycon ainda no aquecimento e o Tressoldi no início da partida.
Temos muitas coisas a serem ditas nessa partida e é importante salientar para não cair em falácias de que só classificarmos porque o treinador adversário tirou três peças “importantes” ou só porque estávamos com um jogador a mais. Claro, que isso com toda certeza ajuda, mas o Galo deu aulas nas duas partidas, a reprise está aí para comprovar, e aos amigos de planilha e Excel, é só olhar os números do jogo.
O empate no estádio da Minas Arena foi enganoso e os 2×1 aqui na Arena foi muito pouco pelo que o Galo criou. Faltou calibrar o pé e ter um pouco mais de carinho para finalizar, só o Bernard sozinho perdeu dois lances inacreditáveis e que não podem ser repetidos.
Não caiam em histórias fictícias de que tivemos uma partida equilibrada, porque não foi assim e as ruas sabem disso.
Eduardo Dominguez pratica futebol e sabe muito bem disso, seu time criou chances de realizar uma goleada histórica, mas falta lá na frente um boneco que sabe fazer gols, que fede a gol.

Incrível como o roteiro atleticano sempre dá uma passada ali pelo sofrimento, aquele sentimento que o coração vai sair pela boca e você muito provavelmente está assistindo a última partida do Galo.
Tivemos alteração pré jogo, lesão no início da partida e saímos atrás do placar após um pênalti infeliz do Vitão, que vem entrando bem, realizou uma grande partida, mas neste momento faltou certa maturidade de bola.
A cobrança foi convertida por aquele pequeno atleta que se acha grande mas se puxar no currículo tem menos gols na Libertadores do que o meu goleiro e consta na ficha apenas um título, o estadual.
Mesmo atrás no placar, o Galo merecia ao menos o empate por tudo que foi criado, mas faltava um capricho final. Se o jogo já era nosso no 11×11 ou 11×12 pelo tanto que foram ajudados pela arbitragem, as coisas melhoraram quando um desconhecido que veste azul foi expulso muito justamente pela fraquíssima e tendenciosa arbitragem do Claus.
A expulsão adversário inflamou ainda mais a Arena, as alterações do Barba fizeram efeito e o empate veio num passe perfeito do Fred, que achou o Victor Hugo dentro da grande área adversária, e numa tranquilidade de quem sabe, estufou as redes do rivalzinho.
Esse gol de empate era o que o Atlético precisava, depois disso tivemos um ataque contra uma fraca defesa, um pênalti muito claro não dado pela péssima arbitragem e o gol da virada vindo já na casa dos 43’. E aí é preciso falar como é bom ter um torcedor dentro de campo, e é melhor ainda quando esse torcedor é bom de bola como no caso do dono da 7.
O Galo já tinha mandado bola na trave, viu o arqueiro deles fazer grandes defesas e quando a torcida começava a ser contentar com as penalidades, veio o gol do merecimento, o gol do time que buscou a classificação nas duas partidas.
O The God Victor devolveu o presente que recebeu e achou o Fred livre na entrada da grande área, que num chutaço viu a bola balançar as redes e a nossa casa ir à loucura.
Gol da virada, da classificação, que desafogou a massa presente na arena e espalhada pelo mundo inteiro! Gol que tirou da garganta aquele grito entalado desde 2019, e que mostrou que a Galoucura nunca esteve errada ao dizer que pode se passar dias, meses ou até mesmo anos, mas uma coisa é muito certa: ninguém vai morrer nos devendo.
Os cara já estavam na corda e ainda tinha caixa para mais, mas o placar se encerrou no 2×1, festa alvinegra e classificação de quem realmente é dono de Minas Gerais!

Daria para citar o nome de vários jogadores que foram importantes nessa classificação, e é preciso falar do Vitão e a mentalidade absurda de continuar jogando muito bem e muito seguro mesmo após cometer o pênalti, mas é importante salientar o conjunto, a união do elenco, como estávamos precisando de um time que vibra dentro de campo, que responde às provocações do jeito que tem que ser e responde na bola, que entende o que é um clássico.
Aviso aos navegantes, que jogo se ganha dentro das quatro linhas e não com falação por aí e muito menos inventando fake news por aí. Nosso advogado nunca esteve tão certo ao dizer que ninguém aguenta mais o Kaio Jorge pipocando em jogo decisivo, comemorando antes da hora e no final saindo com uma cara de choro, sendo aloprado até pelo Alexsander no antidoping.
E assim como no meu pós jogo lá da final do Mineiro, ele continua não sendo pai de ninguém e só é conhecido por beber líquidos estranhos que se encontram no banheiro. E ao dono da 10, como é fraco em decidir, em se crescer em competições importantes. Muito pipoqueiro e sempre desaparecido em jogos grandes, e ainda sou obrigada a ouvir que merece seleção..
Por último mas não menos importante, jamais ousem comparar o Fred com o dono que veste a 8 do outro lado, é uma tremenda falta de respeito com o meu meio campista.
Vitória que deixou BH em festa debaixo do choro, ops, da chuva do Pedrinho, deixou muita gente sem dormir na adrenalina máxima, aumentou a invencibilidade do Barba para 14 jogos e ainda deu um belíssimo presente de aniversário para o homem.
Como foi prazeroso ver a festa pós jogo da torcida com o elenco, todo mundo extravasando ao máximo e mostrando que entendem a importância de um clássico e o peso que tinha essa partida.
Próximo jogo:
Enquanto esperamos o vencedor do Grenal para saber nosso próximo adversário, o elenco volta a campo neste sábado (5), diante o São Paulo, lá na casa deles, às 18:30, pelo Brasileirão.
De benção para o pai de vocês, porque o Papai chegou!
Sentimento, amor sincero ao alvinegro!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo