O cenário se repete fora de casa, e o Colorado abre o returno com derrota em Curitiba
Fora de casa, pela 20ª rodada do Brasileirão, o Internacional entrou em campo no anoitecer deste sábado (25), às 18h30, na Arena da Baixada. Athletico-PR e Inter abriram o returno do Campeonato Brasileiro.
O Colorado sobreviveu bem até os primeiros 45 minutos da partida, e aqui podemos dizer que literalmente. Fez um jogo honesto, não bonito, mas, até o minuto 45 da primeira etapa, soube fazer o que se propôs contra um time e um gramado dos mais chatos de se jogar. Foi, inclusive, do Inter a primeira chegada ao gol. Vitinho precisou de apenas três minutos para carimbar o travessão rubro-negro em uma oportunidade que contaria uma história muito diferente, mas que, outra vez, saiu cara na conta.

Os dois lados contaram com poucas oportunidades na primeira etapa. Nenhuma criação incrível ou lance absurdo de exímio futebol; na verdade, marcaram-se mais erros do que acertos. No entanto, já nos primeiros instantes dos acréscimos de uma partida que caminhava para o intervalo em um empate sem gols, Juninho viveu o legítimo “esqueci como se joga futebol” e, do outro lado, Leozinho lembrou-se muito bem. O garoto não desperdiçou a oportunidade que lhe foi servida em uma bandeja e abriu o placar.
Se o cenário já não era positivo com um 0 a 0, voltar para a segunda etapa tendo, outra vez, que correr atrás do placar deixou ainda mais tenso um time de pouca criatividade e segurança. Como nenhuma desgraça parece pouca, Félix Torres, aos 14 minutos da etapa complementar, acrescentou ao seu vasto currículo mais um erro grotesco: uma verdadeira assistência para Viveros ampliar, com tranquilidade, o placar dos mandantes.
Com o 2 a 0 e um adversário claramente perdido em campo, o CAP deu-se ao luxo de afrouxar o jogo, mas, ainda assim, mesmo diante de um time mais disperso, o Colorado não foi capaz de chegar ao gol. Nas poucas oportunidades em que esteve de frente com o goleiro Santos, foi ridiculamente ineficiente. Pagou caro pela própria incapacidade de transformar chances em gols.
Com sua quarta derrota consecutiva, o Internacional se aproxima, rodada após rodada, de um lugar do qual parece não saber como sair. À beira da zona de rebaixamento, o Inter não demonstra ter forças para reagir dentro ou fora de campo. Aquém do pouco potencial humano e técnico de um elenco curto à disposição, o aspecto anímico é claro e transparente: se entrar na ZR, o Inter não encontrará o caminho de volta com o que tem hoje.
Por Jéssica Salini
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