Colecionador de derrotas


O cenário se repete fora de casa, e o Colorado abre o returno com derrota em Curitiba

Fora de casa, pela 20ª rodada do Brasileirão, o Internacional entrou em campo no anoitecer deste sábado (25), às 18h30, na Arena da Baixada. Athletico-PR e Inter abriram o returno do Campeonato Brasileiro.

O Colorado sobreviveu bem até os primeiros 45 minutos da partida, e aqui podemos dizer que literalmente. Fez um jogo honesto, não bonito, mas, até o minuto 45 da primeira etapa, soube fazer o que se propôs contra um time e um gramado dos mais chatos de se jogar. Foi, inclusive, do Inter a primeira chegada ao gol. Vitinho precisou de apenas três minutos para carimbar o travessão rubro-negro em uma oportunidade que contaria uma história muito diferente, mas que, outra vez, saiu cara na conta.

Foto: Ricardo Duarte/Sport Club Internacional

Os dois lados contaram com poucas oportunidades na primeira etapa. Nenhuma criação incrível ou lance absurdo de exímio futebol; na verdade, marcaram-se mais erros do que acertos. No entanto, já nos primeiros instantes dos acréscimos de uma partida que caminhava para o intervalo em um empate sem gols, Juninho viveu o legítimo “esqueci como se joga futebol” e, do outro lado, Leozinho lembrou-se muito bem. O garoto não desperdiçou a oportunidade que lhe foi servida em uma bandeja e abriu o placar.

Se o cenário já não era positivo com um 0 a 0, voltar para a segunda etapa tendo, outra vez, que correr atrás do placar deixou ainda mais tenso um time de pouca criatividade e segurança. Como nenhuma desgraça parece pouca, Félix Torres, aos 14 minutos da etapa complementar, acrescentou ao seu vasto currículo mais um erro grotesco: uma verdadeira assistência para Viveros ampliar, com tranquilidade, o placar dos mandantes.

Com o 2 a 0 e um adversário claramente perdido em campo, o CAP deu-se ao luxo de afrouxar o jogo, mas, ainda assim, mesmo diante de um time mais disperso, o Colorado não foi capaz de chegar ao gol. Nas poucas oportunidades em que esteve de frente com o goleiro Santos, foi ridiculamente ineficiente. Pagou caro pela própria incapacidade de transformar chances em gols.

Com sua quarta derrota consecutiva, o Internacional se aproxima, rodada após rodada, de um lugar do qual parece não saber como sair. À beira da zona de rebaixamento, o Inter não demonstra ter forças para reagir dentro ou fora de campo. Aquém do pouco potencial humano e técnico de um elenco curto à disposição, o aspecto anímico é claro e transparente: se entrar na ZR, o Inter não encontrará o caminho de volta com o que tem hoje.

Por Jéssica Salini

Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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