Posse de bola não ganha jogo


Com 75% de posse e nenhuma efetividade, o Flamengo tropeça diante do Fortaleza e adia o sonho da liderança

O roteiro era claro: vencer no Castelão e assumir a ponta do Brasileirão. Mas o futebol, imprevisível como sempre, nos reservou outra história. Em uma noite de contraste entre posse e precisão, o Flamengo viu o Fortaleza vencer por 1 a 0 neste sábado (25), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol solitário de Breno Lopes bastou para esfriar as pretensões rubro-negras e adiar a liderança que parecia ao alcance.

Foto: Reprodução X: @angelcrfx

O duelo opôs extremos da tabela, o vice-líder contra um time que luta contra o rebaixamento. Mas, ainda assim, o equilíbrio emocional fez toda a diferença. O Flamengo, melhor visitante do campeonato, chegou com status de favorito absoluto diante do segundo pior mandante. A confiança da Nação era alta, mas o desempenho dos titulares em campo não, o jogo começou a mostrar nuances incômodas logo cedo.

Em um contra-ataque, com apenas 11’ de bola rolando, Breno Lopes recebeu pela esquerda, cortou Danilo e bateu rasteiro, firme no canto de Rossi, abrindo o placar para o Fortaleza. O Rubro-Negro tentou responder com paciência, trocando passes e empurrando o adversário para trás, mas esbarrou na boa marcação tricolor e na própria falta de objetividade. Com 81% de posse de bola no primeiro tempo, o domínio territorial não se converteu em absolutamente nada.

No segundo tempo, Filipe Luís promoveu mudanças para dar mais mobilidade ao ataque. Luiz Araújo e Wallace Yan entraram bem e criaram as principais oportunidades. Aos 12’, Samuel Lino rolou para Saúl bater firme e obrigar o goleiro Brenno a operar um milagre. O camisa 1 do Fortaleza deu o nome na segunda metade da partida, defendeu, segurou e contou com a sorte quando já na reta final, Wallace Yan finalizou com perigo.

O Flamengo cercou, insistiu, pressionou, mas parou em um paredão. Nos acréscimos, Juninho, que havia acabado de entrar, teve a bola do empate nos pés, ou melhor, na cabeça, mas mandou por cima do travessão. O apito final veio com gosto amargo: posse de bola de 75%, 19 finalizações e zero pontos na bagagem.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

No Castelão, sob o olhar atento da Nação espalhada pelo país, ficou a sensação de que o Flamengo perdeu para si mesmo: pela falta de vontade, de capricho, pela ansiedade e pelo peso de quem sabe que a liderança estava ao alcance.

A derrota, apenas a terceira do Flamengo no Brasileirão, mantém o time com 61 pontos, os mesmos do líder Palmeiras, que leva vantagem pelo número de vitórias e entra em campo neste domingo (26). Um tropeço incômodo na reta final, especialmente às vésperas da decisão pela Libertadores, na próxima quarta-feira (29), contra o Racing, em Avellaneda.

Por Rayanne Saturnino

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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