Chelsea passeia na final e levanta o título do primeiro “Super Mundial”
A verdade é que não existe “zebra” e muito menos “azarão” quando se trata do Chelsea Football Club. Até podemos ser o time com poucos holofotes e pouco citado como o favorito de algo, mas tem que respeitar essa pesada camisa e nossa história, nossa tradição!
Neste domingo (13), o mundo parou para assistir o amasso dos Blues diante do Paris Saint Germain pela final da Copa do Mundo de Clubes por 3×0, com direito a mais, se consagrando assim o primeiro campeão desse novo mundial.

Pertencente ao grupo D, nos classificamos na segunda colocação com apenas uma derrota e somente três gols tomados. Nossa fase de mata-mata foi feita sob enormes desconfianças, mas passamos sem nenhuma dificuldade com uma goleada por 4×1 em cima do Benfica, com uma prorrogação de tirar o fôlego, soberania sobre o Palmeiras, e um verdadeiro amasso no Fluminense. A final era nossa e de forma incontestável.
Como de praxe, chegamos a mais um jogo sem nenhum favoritismo, até porque vinha pela frente o famoso PSG de Luis Enrique e cia, campeões da Champions League e que deixou pelo caminho grandes equipes e jogando o fino da bola, não dá para negar.
O bom desse esporte é que o futebol é de fato uma caixa de surpresas, e tudo é resolvido dentro de campo, com bola na rede e não em quem tem o melhor elenco por nomes.
Vimos um primeiro tempo impecável do time inglês, que colocou todo o esquema tático do PSG no bolso e colocou o arqueiro adversário para trabalhar desde o apito inicial.
Com grandes chances criadas, o placar foi aberto pelo craque do time, nosso camisa 10, o gelado Cole Palmer, aos 21’ em um belo chute no cantinho do Donnarumma.
Mandando na partida com e sem a bola, não demorou muito para as redes serem balançadas novamente com o craque da temporada em uma jogada bem semelhante ao primeiro gol. Frieza e inteligência de quem sabe, de quem veste a 10, de Cole Palmer. Um golaço.
Enquanto o time francês estava nas cordas, os comandados de Enzo Maresca praticavam o bom futebol e ainda nos primeiros 45’ chegaram ao seu terceiro gol com João Pedro, recém contratado que caiu como uma luva nesse time, com um entrosamento incontestável e que só marcou golaços neste Mundial. Na final, não foi diferente.
Na etapa final, o Chelsea até chegou a criar algumas chances, mas nada que alterasse o placar, enquanto o outro lado se descontrolou e saiu descendo a porrada em geral. Até o Luis Enrique partiu para a agressão após o apito final, que lamentável.
Após toda confusão, foi hora da torcida e elenco comandar a festa no MetLife Stadium e bradar aos quatro cantos desse mundo o quão gigantesco é o Chelsea, e que essa belíssima taça irá para nossa sede, nosso segundo Mundial.
Chegamos como desacreditados e saímos com o título em mãos, sendo o primeiro time campeão desse novo formato de Mundial. Em uma grande final coletiva, onde todo mundo praticou o fino da bola, é impossível não levantar destaques e mais destaques para o arqueiro Sánchez, que realizou grandes e difíceis defesas em momentos cruciais da partida.
Parafraseando o técnico Renato Paiva: “O cemitério do futebol está cheio de favoritos”, e nessa final podemos acompanhar mais um favorito que ficou para trás. Aqui jaz o finado Paris Saint Germain, que descanse em paz.
O Chelsea Football Club é o Campeão do Mundo, é campeão de tudo!
Por: Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo