Tricolor sofre com falhas defensivas e dá adeus à competição após mais uma atuação abaixo do esperado
Nesta quarta-feira (13), o São Paulo visitou o Juventude pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, no Alfredo Jaconi. Na ocasião, o Tricolor foi derrotado por 3 a 2 e deu adeus à competição, que era vista como uma grande oportunidade de aumentar o orçamento da temporada.

O São Paulo entrou em campo com uma missão clara: sair classificado. Apesar da dificuldade do confronto, o clube sustentava um tabu de 19 anos sem derrotas no estádio, fator que aumentava a confiança da torcida.
Mesmo com a vantagem construída anteriormente, o Tricolor começou a partida completamente perdido e viu os donos da casa criarem as melhores oportunidades do duelo. Ainda que fizesse um início ruim, o empate seguia sendo suficiente para garantir a classificação.
O primeiro problema apareceu aos 44 minutos, quando Luciano sentiu e precisou ser substituído. Ferreirinha entrou em seu lugar e, com menos de 30 segundos em campo, acabou expulso após agressão em Rodrigo Sam.
A partir da expulsão, tudo começou a desandar. Com um jogador a menos, o São Paulo ficou ainda mais exposto defensivamente, enquanto o Juventude soube aproveitar os espaços e pressionar cada vez mais. Apesar das chances criadas pelos donos da casa, a primeira etapa terminou empatada.
Na volta do intervalo, o panorama seguiu o mesmo. O Juventude pressionava e buscava espaços, enquanto o Tricolor permanecia acuado no setor defensivo. Era praticamente um jogo de ataque contra defesa e, diante do cenário apresentado, parecia apenas questão de tempo até o Juventude abrir o placar.
Aos 19 minutos, após cobrança de escanteio, Marcos Paulo levantou novamente na pequena área, Gabriel Pinheiro apareceu livre para cabecear e marcar para os donos da casa. Pelo que o jogo mostrava, o gol parecia inevitável. Enquanto isso, no banco de reservas, o treinador via a equipe completamente perdida e não realizou nenhuma mudança.
Mas nada estava tão ruim que não pudesse piorar. Com o gol, a partida caminhava para as penalidades, mas aos 26 minutos, em mais uma bola cruzada na área, Marcos Paulo apareceu para cabecear e colocar o Juventude na frente do placar agregado.
Novamente, a defesa são-paulina mostrou enorme dificuldade para marcar e acompanhar as jogadas aéreas, algo que vem se tornando comum nos últimos jogos. Contra Corinthians e Bahia, pelo Brasileirão, o roteiro já havia sido parecido.
Além dos problemas defensivos, o São Paulo pouco criou ofensivamente e teve dificuldades até mesmo para trocar passes no meio de campo. Um elenco já remendado pela quantidade de jogadores lesionados e que, curiosamente, havia parado de sofrer tanto com esse problema na antiga comissão técnica.
Aos 38 minutos, Tapia apareceu livre dentro da área para cabecear e diminuir a vantagem, levando o confronto novamente para os pênaltis. Por alguns instantes, a esperança voltou para o torcedor são-paulino, mas durou muito pouco.
Já nos acréscimos, em mais uma bola levantada na área, Luís Mandaca cabeceou sem marcação e garantiu o Juventude nas oitavas de final da Copa do Brasil.
É lamentável ver todo o planejamento do Tricolor ser destruído por pessoas que se acham maiores do que o próprio clube. A troca de treinador desmontou uma temporada que poderia ser promissora e, mesmo após várias atuações ruins e um time incapaz de apresentar bom futebol, demoraram para reconhecer o erro.
Após o duelo, o técnico Roger Machado foi desligado do comando da equipe, algo que já parecia inevitável há bastante tempo. Ainda assim, precisa ser discutida a crise que o próprio São Paulo criou de maneira completamente desnecessária. A insistência da diretoria em manter algo que claramente não funcionava custou caro ao clube.
Próximo jogo
Com a eliminação, o Tricolor volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana, competições restantes na temporada. O próximo compromisso será no sábado (16), às 19h, contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão.
Por Beatriz Pires
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