Mesmo aos trancos e barrancos, o Coringão segue


Corinthians viaja à Argentina e encara o Rosario Central pelo mata-mata da Libertadores

Nesta quinta-feira (13), às 21h30 (de Brasília), o Timão encara o Rosario Central, no Gigante de Arroyito, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

Foto: Rodrigo Vessoni/Meu Timão

Ser corinthiano nunca foi para quem procura tranquilidade. Mas, convenhamos, ultimamente a Fiel está sendo colocada à prova como poucas vezes antes.

Entre eliminações, decisões questionáveis fora de campo, problemas financeiros e uma administração que parece conseguir transformar cada semana em um novo capítulo de preocupação, o Corinthians chega para mais uma decisão. E dessa vez não existe espaço para lamentação: é Libertadores.

É o tipo de noite em que a camisa precisa falar mais alto do que qualquer problema que esteja acontecendo nos bastidores. E problemas, infelizmente, não faltam.

Depois da eliminação para o Internacional na Copa do Brasil, a pressão aumentou. A Fiel queria respostas, queria futebol e, principalmente, queria sentir que o Corinthians estava sendo tratado com a grandeza que sua história exige.

Para completar, veio mais uma notícia difícil: Memphis Depay não continuará no Corinthians. O holandês, que chegou cercado de expectativa e conquistou rapidamente um espaço especial entre os torcedores, não terá seu contrato renovado.

A decisão foi tomada pela diretoria em meio às discussões envolvendo a situação financeira do clube e os valores pendentes com o jogador. E é impossível falar disso sem entender o sentimento da torcida.

A Fiel não está sangrando apenas pela saída de um jogador. Está cansada de ver o Corinthians perder força, perder oportunidades e, muitas vezes, parecer pequeno justamente quando deveria se comportar como gigante.

Mas o jogo é outro. E quando a bola rolar, não será a diretoria que estará dentro de campo. Não serão os problemas administrativos. Não serão as dívidas. Não serão as decisões tomadas nos escritórios.

Serão onze jogadores vestindo a camisa do Corinthians. E é por eles que a Fiel vai sofrer, torcer, xingar, acreditar e, se precisar, acreditar de novo.

A provável escalação do Timão é: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Allan, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kaio César e Pedro Raul.

Kaio César, que chegou a ser dúvida, treinou normalmente e deve estar à disposição. O Corinthians terá desfalques importantes. André e Yuri Alberto, ambos com problemas na coxa direita, não estarão à disposição. Zakaria Labyad, Kayke e Vitinho também seguem em recuperação de procedimentos cirúrgicos. E sim, vai faltar gente. Vai faltar peça. Vai faltar tranquilidade. Mas não pode faltar Corinthians.

Lá é guerra. Aqui é Corinthians.

Jogar na Argentina nunca é simples. E jogar um mata-mata de Libertadores no Gigante de Arroyito exige personalidade. O Corinthians precisa entender que não será necessário apenas jogar futebol. Será necessário competir. Aguentar pressão. Ganhar divididas. Ter concentração. Saber sofrer quando for preciso e atacar quando aparecer a oportunidade.

A classificação será decidida em 180 minutos. O primeiro capítulo será escrito em Rosário. O segundo, no dia 20, às 21h30, na Neo Química Arena. E talvez seja justamente isso que o Corinthians precise neste momento: voltar a lembrar quem é. Porque a camisa pesa. A história pesa. A Fiel pesa.

E se o momento administrativo do clube nos faz sangrar, dentro de campo ainda existe a possibilidade de transformar essa dor em combustível. O Corinthians pode não estar vivendo seus melhores dias. A torcida sabe disso. Nós sabemos disso.

Mas existe uma coisa que ninguém conseguiu tirar desse clube: a capacidade de fazer a Fiel acreditar mesmo quando tudo parece perdido.

Meu Timão, eu sei que não está fácil. Sei que a torcida está cansada. Sei que dói ver decisões fora de campo machucarem aquilo que acontece dentro dele. Sei que a saída do Memphis pesa. Sei que a eliminação na Copa do Brasil ainda está atravessada na garganta.

Mas amanhã tem Corinthians.

E enquanto houver Corinthians, haverá Fiel.

Enquanto houver Fiel, haverá esperança.

Porque nós somos o time do povo.

E o povo, quando sangra, pode até cair…

mas levanta.Vai, Corinthians!

A Fiel te ama. E vai estar contigo.

Por Jessica Gomes

*Esclarecemos que os textos publicados nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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