Estreante na Copa do Mundo, a seleção jordaniana quer transformar um sonho histórico em uma campanha inesquecível.
Aqui está um texto com tom mais jornalístico, emocional e humano, como uma matéria de apresentação para a Copa: Pela primeira vez na história: a Jordânia realiza o sonho de disputar uma Copa do Mundo.
Alguns países chegam à Copa do Mundo carregando tradição. Outros chegam carregando títulos. A Jordânia chega carregando algo diferente: um sonho.
A seleção jordaniana disputará uma Copa do Mundo. Um feito que vai muito além do futebol. É a conquista de uma geração inteira que cresceu acreditando que era possível desafiar as probabilidades e colocar o país entre as maiores seleções do planeta.

Durante décadas, a Jordânia observou o Mundial à distância. Vibrou com outras histórias, torceu por outros protagonistas e sonhou com o dia em que sua própria bandeira estaria entre as participantes. Esse dia finalmente chegou.
A classificação para a Copa de 2026 é resultado de um crescimento constante do futebol jordaniano nos últimos anos. A campanha surpreendente na Copa da Ásia de 2023, quando a seleção alcançou a final do torneio continental, mostrou ao continente que a Jordânia estava pronta para competir em outro nível. O vice-campeonato asiático deixou de ser apenas uma surpresa e se transformou em um aviso: havia algo especial sendo construído.
Agora, o desafio é ainda maior. Sem o peso das favoritas, mas carregando a empolgação de quem fará sua estreia absoluta em Mundiais, a Jordânia desembarca na América do Norte disposta a escrever o capítulo mais importante de sua história esportiva.
A grande esperança da seleção está nos pés de Musa Al-Taamari. Principal estrela da equipe e um dos jogadores mais talentosos que o país já produziu, o atacante é o rosto de uma geração que ajudou a transformar a Jordânia em uma seleção respeitada no cenário asiático. Ao seu lado, nomes como Ali Olwan, Mahmoud Al-Mardi e Mohammad Abu Zrayq formam um ataque capaz de levar perigo a qualquer adversário.
Mas a caminhada rumo ao Mundial também trouxe dor.
Uma das grandes promessas do futebol jordaniano, Ibrahim Sabra, sofreu uma grave lesão pouco antes da Copa do Mundo. O jovem atacante, que era visto como uma das armas da seleção para o torneio, acabou ficando fora justamente no momento mais importante da história do futebol do país. Sua ausência representa um golpe duro para o elenco, mas também um combustível emocional extra para uma equipe que pretende honrar aqueles que ajudaram a construir essa trajetória.
A convocação jordaniana para a Copa do Mundo reúne atletas que atuam em diferentes ligas do Oriente Médio, da Ásia e da Europa, refletindo o crescimento internacional do futebol do país.
Convocados da Jordânia para a Copa do Mundo 2026

Goleiros: Yazeed Abu Laila (Al-Hussein), Abdullah Al-Fakhouri (Al-Wehdat) e Nour Bani Attiah (Al-Faisaly).
Defensores: Abdallah Nasib (Al-Zawraa), Saed Al-Rosan (Al-Hussein), Yazan Al-Arab (Seul), Saleem Obaid (Al-Hussein), Mohammad Abualnadi (Selangor), Husam Abu Dahab (Al-Salmiya), Ihsan Haddad (Al-Hussein), Anas Badawi (Al-Faisaly), Mohannad Abu Taha (Al-Quwa Al-Jawiya) e Mohammad Abu Hashish (Al-Karma).
Meio-campistas: Nour Al-Rawabdeh (Selangor), Nizar Al-Rashdan (Qatar SC), Ibrahim Sadeh (Al-Karma), Rajaei Ayed (Al-Hussein), Amer Jamous (Al-Zawraa) e Mohammad Al-Dawoud (Al-Wehdat).
Atacantes: Mahmoud Al-Mardi (Al-Hussein), Musa Al-Taamari (Rennes), Mohammad Abu Zrayq (Raja CA), Ali Al-Azaizeh (Al-Shabab), Odeh Fakhouri (Pyramids), Ibrahim Sabra (Lokomotiva Zagreb) e Ali Olwan (Al-Sailiya).
A provável escalação para a estreia deve ter:
Jordânia: Yazeed Abu Laila; Ihsan Haddad, Yazan Al-Arab, Abdallah Nasib e Saed Al-Rosan; Nizar Al-Rashdan, Rajaei Ayed e Nour Al-Rawabdeh; Mahmoud Al-Mardi, Musa Al-Taamari e Ali Olwan.
Talvez a Jordânia não chegue cercada pelos holofotes.
Talvez muitos ainda a vejam apenas como uma estreante.
Mas toda seleção tradicional um dia disputou sua primeira Copa do Mundo.
E a Jordânia chega determinada a transformar sua estreia em algo maior do que uma simples participação. Chega para viver um sonho que levou décadas para ser alcançado. Chega para mostrar ao mundo que, às vezes, as histórias mais bonitas do futebol começam justamente quando ninguém está olhando.
Em 2026, a Jordânia não jogará apenas por pontos.
Jogará por uma nação inteira que esperou a vida toda por esse momento.
Por Roanna Marques
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.