América encara o Juventude fora de casa ainda em busca da primeira vitória na Série B
Ainda sem vencer na Série B e vivendo uma situação desanimadora até para o torcedor mais otimista, o América volta a campo na próxima sexta-feira (29), às 21h, para enfrentar o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pela 11ª rodada da competição. E a missão não é simples. Além da própria incapacidade ofensiva apresentada até aqui, o Coelho encara justamente uma das equipes mais sólidas defensivamente da Série B.

Para triunfar, o América precisará superar a força defensiva do Juventude, que sofreu apenas seis gols no campeonato, um a mais que o Cuiabá, dono da melhor defesa da competição. Em contrapartida, existe uma coincidência curiosa e nada positiva: Juventude e América dividem o posto de segundo pior ataque da Série B, ambos com apenas seis gols marcados até aqui. Ou seja, o confronto coloca frente a frente um time que sabe se defender muito bem contra outro que simplesmente não consegue atacar com eficiência.
O problema americano vai muito além da frente ofensiva. Roger Silva tenta encontrar soluções para uma equipe que também sofre defensivamente. O América tem atualmente a segunda pior defesa da Série B, com 19 gols sofridos, ficando atrás apenas da Ponte Preta no ranking negativo.
Assim, a tendência, segundo informações da imprensa, é de mudança no esquema tático, com a utilização de um sistema com três zagueiros no lugar do tradicional 4-3-3. A ideia seria dar mais sustentação defensiva para um time que claramente não consegue encontrar equilíbrio dentro de campo.
Falando honestamente, a torcida já estava na bronca mesmo quando o time atuava com quatro defensores. Agora, com três zagueiros, a sensação é quase de improviso permanente, principalmente porque nem sabemos quem realmente consegue assumir essas funções com segurança. Em muitos momentos, parece que o América entra em campo tentando apenas sobreviver ao jogo.
Na tabela, a situação americana já beira o desespero. O Coelho ocupa a lanterna da Série B com apenas três pontos conquistados em dez rodadas. São sete derrotas e três empates, o que gera um aproveitamento de apenas 10%. Já o Juventude vive uma realidade completamente diferente. A equipe gaúcha ocupa a 12ª colocação, com 13 pontos somados, fruto de três vitórias, quatro empates e três derrotas. Não é uma campanha brilhante, mas é estável o suficiente para colocar ainda mais pressão sobre um América que parece cada vez mais afundado na própria crise.
O adversário da vez ainda traz alguns rostos conhecidos do futebol mineiro. Segundo matéria de Edivaldo Miranda, para O TEMPO Sports, o elenco do Juventude conta com cinco atletas que passaram por clubes de Minas Gerais. Entre eles estão os laterais Aderlan e Alan Ruschel, além do zagueiro Messias, revelado pelo próprio América e formado no CT Lanna Drumond. Também fazem parte do elenco o atacante Alan Kardec, ex-Atlético, e o lateral Diogo Barbosa, que teve passagem pelo Cruzeiro.

A provável escalação do América para a partida tem: Gustavo; Léo Alaba, Nathan, Rafa Barcelos e Dalbert; Felipe Amaral, Elizari e Alê; Segovinha, Everton Brito e Mastriani. E, sinceramente, é difícil até analisar nomes ou esquema tático neste momento, porque o problema parece muito mais profundo do que simplesmente quem começa jogando.
Ao torcedor, também já é difícil encontrar discurso. Não conheço um americano que ainda esteja genuinamente otimista com o que vem sendo apresentado dentro e fora de campo. É um time sem reação, sem confiança e, em muitos momentos, sem vontade aparente. Os jogadores falam em entrevistas, respondem torcedores nas redes sociais, falam sobre fase ruim e vontade de melhorar, mas isso simplesmente não aparece dentro de campo. Não existe hoje qualquer grande sinal de esperança.
E talvez o mais cruel seja isso: até quando parece que finalmente teremos um final feliz, o torcedor recebe mais um balde de água fria. Foi assim em praticamente toda a temporada até aqui. Ainda assim, abandonar a barca nunca foi opção para o torcedor do América. Então seguimos sofrendo, reclamando, cobrando, mas ainda suportando esse cenário triste em que o clube se encontra.
Laura Assis Ferreira
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