Em Curitiba, Pedro salva Flamengo de noite turbulenta


Rossi falha no início, mas camisa 9 evita derrota rubro-negra no fim da partida contra o Athletico

Na noite deste domingo (17), o Flamengo empatou em 1 a 1 com o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mendoza abriu o placar para os paranaenses ainda no primeiro tempo, enquanto Pedro, já na reta final da partida, garantiu o empate rubro-negro e manteve o time vivo na briga pela liderança.

O confronto contou com uma presença para lá de especial: Carlo Ancelotti estava no estádio observando jogadores que podem aparecer na convocação final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo


O Athletico começou o jogo em alta intensidade, pressionando o Flamengo desde os primeiros minutos e aproveitando a dificuldade rubro-negra de adaptação ao gramado sintético. Com muitos desfalques no meio-campo, Leonardo Jardim improvisou Léo Ortiz como volante ao lado de Saúl, enquanto De la Cruz foi preservado justamente pelo sintético. O cenário favoreceu o time da casa, que encontrou espaços rapidamente.

Aos 10’, Mendoza recebeu pela direita da área e finalizou forte. A bola ainda desviou em Léo Ortiz antes de Rossi tentar espalmar de maneira atrapalhada e acabar empurrando para dentro do próprio gol. Depois das críticas recebidas na eliminação diante do Vitória, o goleiro voltou a viver uma noite turbulenta, embora tenha conseguido mudar a própria história ao longo da partida.

Após sofrer o gol, o Flamengo assumiu o controle da posse de bola e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar domínio em chances realmente perigosas. Danilo apareceu bem pelo alto, Lucas Paquetá, retornando após lesão, tentou acelerar o setor criativo, e Samuel Lino buscava profundidade pela esquerda, mas o time rodava muito a bola sem conseguir desmontar a marcação adversária.

A partida seguiu bem movimentada, o Athletico seguia perigoso nos contra-ataques e quase ampliou em cabeçada de Arthur Dias que passou perto da trave. Do outro lado, o Flamengo ameaçava mais pela insistência do que pela precisão.

Na volta do intervalo, o jogo ganhou ainda mais intensidade. Logo nos primeiros minutos, Rossi começou a se redimir da falha no gol sofrido. Primeiro, defendeu uma pancada de Mendoza. Depois, viveu uma sequência impressionante diante de Viveros: salvou duas finalizações cara a cara e ainda contou com o travessão para impedir o segundo gol do Athletico. Pouco antes, Carrascal também havia acertado o travessão em cabeçada após cruzamento de Samuel Lino.

Leonardo Jardim percebeu a necessidade de agressividade e lançou Bruno Henrique no lugar de Samuel Lino. A mudança fez efeito imediato. O Flamengo passou a acelerar mais as jogadas pelos lados, enquanto o Athletico recuava cada vez mais para proteger a vantagem.

Quando a derrota parecia encaminhada, o Flamengo encontrou o empate na insistência de seu camisa 9. Aos 38’ do segundo tempo, Bruno Henrique foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para trás. Pedro apareceu livre na pequena área para empurrar para as redes e marcar seu nono gol no Brasileirão, assumindo a artilharia isolada da competição justamente diante dos olhos de Carlo Ancelotti.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Nos minutos finais, Danilo ainda acabou expulso após receber o segundo cartão amarelo, mas não houve tempo para nova pressão do time da casa. O empate manteve o Flamengo na vice-liderança do Brasileirão, agora com 31 pontos, mas deixou a sensação de oportunidade desperdiçada na perseguição ao líder.

Após a partida, Pedro demonstrou confiança na convocação para a Copa do Mundo e destacou a importância da sequência que vem ganhando no Flamengo. O atacante também reconheceu a dificuldade da partida em Curitiba, principalmente pela intensidade do Athletico e pelas características do gramado sintético.

O Flamengo volta a campo nesta quarta-feira (20), às 21h30, quando enfrenta o Estudiantes, pela Libertadores. A partida pode encaminhar a classificação rubro-negra para a próxima fase da competição continental.

Por Rayanne Saturnino 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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