Entre desfalques, incertezas e baixo rendimento, equipe precisa vencer para aliviar o ambiente e retomar a confiança do torcedor
Pela 14ª rodada do Brasileirão, o Internacional recebe o Fluminense no entardecer deste domingo (03), às 18h30. Dentro de casa, a equipe alvirrubra necessita mais do que nunca de uma vitória — e, principalmente, de um gesto coletivo em direção ao torcedor, numa tentativa de reconciliação.

Na beira do Guaíba, na altura da Avenida Padre Cacique, 891, o Estádio Beira-Rio não é apenas um monumento bonito e imponente. Na ausência do torcedor, dos jogos e dos encontros, aquilo que é muito mais do que um amontoado de cimento, concreto, tijolo, tinta e grama tem revelado um momento que soa como ruptura de algo essencial: o mais singelo, honesto e grandioso pacto de amor e fidelidade entre um clube e sua torcida.
Vencer dentro de casa não tem sido tarefa fácil para o Inter de Pezzolano. O Beira-Rio, que por incontáveis vezes se transformou em um verdadeiro inferno para o adversário — independentemente de sua grandeza —, tem se tornado o maior algoz do próprio clube. Na competição, o Inter venceu apenas uma vez em sete partidas e deixou escapar pontos que hoje pesam muito mais do que poderiam na tabela.
Nos aspectos técnicos, os problemas do Internacional têm sido recorrentes e, mais do que isso, previsíveis. A equipe apresenta enorme dificuldade na construção ofensiva, com pouca criatividade entre linhas e dependência excessiva de jogadas individuais para romper defesas organizadas.
A transição defensiva também preocupa: quando perde a bola, o time demora a recompor e oferece espaços que têm sido explorados com frequência pelos adversários. Soma-se a isso a baixa intensidade sem a bola e a dificuldade em sustentar pressão alta de forma coordenada, o que transforma o Inter em uma equipe que, muitas vezes, nem controla o jogo, nem consegue reagir a ele.
O uruguaio que comanda a casamata vermelha e branca tem mais uma oportunidade, antes da parada para o Mundial, de fazer o torcedor voltar a sorrir dentro da própria casa. Para isso, porém, terá de lidar com um verdadeiro quebra-cabeça na montagem da equipe que enfrenta os cariocas.
Na linha defensiva, não poderá contar novamente com Gabriel Mercado e Sergio Rochet, ambos no departamento médico. As vagas devem ser preenchidas dentro do que o elenco oferece — e sabemos que se trata de um grupo curto e limitado. Sem muitas alternativas, Pezzolano deve apostar em uma linha defensiva jovem: Anthoni, Bruno Gomes, Felix Torres e Victor Gabriel.
Mais à frente, a incógnita pesa ainda mais. O camisa 10 e capitão Alan Patrick tem se mostrado uma peça frágil e instável, respondendo pouco quando mais se exige. Além disso, a presença do colombiano Carbonero também interfere diretamente na configuração do setor ofensivo: quando um está em campo, o outro acaba limitado. Diante disso, e considerando Johan como uma opção mais agressiva, a tendência é que Alan Patrick comece no banco de reservas.
Precisando vencer — e, sobretudo, responder —, Pezzolano deve mandar a campo o seguinte Internacional: Anthoni; Bruno Gomes, Felix Torres, Victor Gabriel e Bernabei (Matheus Bahia); Villagra, Bruno Henrique, Vitinho e Alex (Alan Patrick); Carbonero e Alerrandro.
Por Jéssica Salini
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