Quer virar, chama o JK!


Com gols de Savarino e de John Kennedy, Fluminense vence a Chapecoense por 2 a 1, chega aos 26 pontos e se consolida no G3 do Brasileirão

O Fluminense confirmou sua força no Maracanã ao vencer a Chapecoense por 2 a 1 na noite deste domingo (26), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Praticamente um ataque contra defesa, o Flu teve total domínio e uma paciência resiliente para vencer a noite de milagres do goleiro rival. Além dos três pontos, a vitória mostrou mais uma vez que o elenco de Zubeldía tem capacidade de encontrar soluções no banco de reservas, algo que vai ser fundamental na maratona de jogos que vem por aí.

Com o resultado, o Fluminense chegou a 26 pontos, permaneceu na terceira posição e se colou no vice-líder Flamengo. A vitória vale muito mais que só os pontos na tabela, ele serve para manter o clima de confiança em alta e espantar qualquer possibilidade de tropeço diante do lanterna da competição antes de uma decisão continental. Em um Maracanã que recebeu cerca de 14 mil torcedores, o Tricolor demonstrou que, mesmo quando a bola se recusa a entrar devido por mérito do goleiro adversário, o talento individual de seus jogadores ofensivos é suficiente para reverter a situação mais complicada.

Com o faro de gol em dia, o Urso chegou à sua 9ª bola na rede em 2026 — Foto: Lucas Merçon/FFC

Primeiro tempo

O primeiro tempo foi um monólogo. O Fluminense simplesmente alugou o campo de ataque, registrando 19 finalizações apenas nos primeiros 45 minutos.

Logo aos 16’, Castillo quase abriu o placar após cruzamento de Guga, mas parou em Anderson. O goleiro da Chape, inclusive, parecia decidido a fazer valer o Dia Nacional do Goleiro com defesas impressionantes.

Aos 21’, Freytes fez uma jogada individual primorosa e deixou Kevin Serna na cara do gol, mas o colombiano perdeu a chance ao isolar a bola.

A pressão continuou sufocante. Aos 23’, Guga achou mais um cruzamento milimétrico, mas Castillo se enroscou com a bola na pequena área ao tentar o arremate de pé esquerdo e desperdiçou.

O Fluminense trabalhava a bola com facilidade, explorando as pontas e o meio com Bernal inspirado, mas Anderson operava milagres, como no sem-pulo de Savarino aos 26’ e no chute de Freytes aos 42’ que ia entrando por cobertura após um desvio. O placar zerado não refletia em nada o domínio avassalador do Tricolor até o intervalo.

“Protocolo Kennedy” e a virada na raça no segundo tempo

Zubeldía voltou para a etapa final com Soteldo no lugar de Serna, buscando ainda mais drible para furar o bloqueio catarinense.

A pressão surtiu efeito aos 52’, quando Bernal cabeceou e a bola explodiu no braço aberto de Eduardo Doma: pênalti claríssimo marcado com auxílio do VAR. Aos 56’, Savarino cobrou com a maestria de sempre, tirando Anderson da jogada para enfim fazer o Maracanã ferver: 1 a 0.

O jogo parecia controlado, mas o futebol não perdoa cochilos. Aos 77’, com a primeira e única finalização certa do time, Ênio mandou um raro chute na gaveta de Fábio, deixando tudo igual novamente.

O empate foi o sinal para Zubeldía ativar o que gosto de chamar de “modo desespero”, o famoso “Protocolo Kennedy”, mudando o time para um 4-4-2 com as entradas de Ganso, Alisson e John Kennedy.

A estrela do Urso brilhou imediatamente: aos 85’, numa tabelinha entre Alisson e Soteldo, JK foi servido na área e fuzilou de perna esquerda, com a bola ainda beijando a trave antes de entrar.

O Maracanã veio abaixo. No apagar das luzes, aos 93’, JK ainda deu o sangue — literalmente — pela vitória após um choque de cabeça que machucou seu nariz, saindo de campo ovacionado por sua entrega.

Savarino deslocou o goleiro Anderson com categoria para furar a retranca catarinense — Foto: Lucas Merçon/FFC

A força do elenco tricolor

A atuação do Fluminense provou que a equipe não se abate com imprevistos. O time terminou o jogo com 30 finalizações, mantendo o padrão de controle total e imposição tática. A entrada de John Kennedy novamente elevou o nível da equipe. O atacante vive uma fase iluminada, somando agora 16 jogos marcando saindo do banco na temporada, sendo que 11 desses gols foram decisivos para garantir vitórias tricolores.

O desempenho de hoje mostrou um grupo que gosta de jogar o futebol, com passes precisos e movimentação constante, mesmo enfrentando uma retranca pesada. A vitória consolida o bom momento sob o comando de Zubeldía e coloca o Fluminense como um dos favoritos ao título.

Missão Libertadores

Sem tempo para descanso, o Fluminense já vira a chave para a principal obsessão da temporada. Na próxima quinta-feira (30), o Tricolor encara o Bolívar pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. O confronto será em La Paz, a mais de 3.600 metros de altitude, um desafio físico intenso que vai exigir todo o preparo médico possível e a inteligência tática de Zubeldía.

A expectativa é que o nariz de John Kennedy esteja perfeito para o duelo, já que o atacante tem se mostrado o homem das missões impossíveis. Somente a vitória na Bolívia pode encaminhar a classificação e dar a tranquilidade necessária para o time seguir focado na caça ao líder no Brasileirão.

O Time de Guerreiros viaja motivado, sabendo que tem qualidade e raça de sobra para buscar a glória eterna mais uma vez.

Por Adrielle Almeida | 27/04/2026 02h10

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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