​Era uma vez o Clube Atlético Mineiro


Estamos presenciando os últimos momentos do Galo na elite do futebol brasileiro

​Todo atleticano já esperava uma derrota neste domingo (26), contra o Rubro-Negro do Rio de Janeiro. Já era até esperado um placar elástico e esses 4×0 ainda foram pouco. A verdade é que a torcida já espera o pior, no fundo nós já sabemos que estamos vivendo nossos últimos momentos na Série A.

​Roubaram nosso clube, nossa identificação, nosso desejo absurdo de consumir tudo desse time, e agora resta aquele amor doído porque fazemos juras assim que nascemos, porque (in)felizmente fomos batizados ao atleticanismo assim que viemos ao mundo.

​Foto: Reprodução Internet

​A pior coisa desta vida foi o Galo ter virado SAF. Com toda certeza, eu trocaria todos os títulos conquistados e os medalhões que vieram para cá só para voltar a ter aquela paz de que o clube era nosso — era da torcida que carregou vários sofrimentos desde 1908, mas se sentia pertencente.

Agora temos um Atlético muito mal gerido pela família Menin, que está, ano após ano, fazendo de tudo para distanciar a torcida do clube e acabar com essa instituição. Eles almejam um rebaixamento e estão muito prestes a conseguir; não caiam na falácia de que eles salvaram o Galo, porque isso é extremamente mentiroso.

​De fato, tivemos um elenco fora da curva em 2021 graças ao injustiçado Sampaoli e ao Rodrigo Caetano. Porém, a família Menin, grande responsável por essa destruição no Galo, fez um elenco em 2022 inferior ao de 2021, o de 2023 piorou, o 24 ainda pior que 2023, o de 2025 seguiu ruim em 2024, e o 26 consegue ser pior que de 2025. Um retrocesso gigantesco e jamais visto.

​Acompanhar o Galo ultimamente é assustador, é triste, causa ansiedade, raiva, sentimentos de choro e faltam palavras. Concordo, assino embaixo e ajudo nos gritos de “fora Bracks”, mas nosso problema são os donos do clube; é a família Menin e, principalmente, o nepobaby, Rafael.​ Compraram a fraca organizada, alguns influenciadores que se dizem atleticanos, a maior rádio de informações de Minas e, no final, a culpa é da torcida — o famoso “Galo contra” por cobrar melhorias. Estão acabando com um clube centenário, a paixão de milhões, e fazendo de tudo para superarem o grande Alexandre Kalil em uma coisa: o rebaixamento do clube.

​Tudo que vem do Atlético ultimamente é uma aula de amadorismo tão grande que o clube achou de bom tom romper com o Hulk no vestiário, faltando minutos para uma partida importante e só piorando o clima nos bastidores. Óbvio e inegável que a história do camisa 7 no Galo já tinha chegado ao fim em mais um vice no ano passado, mas deixar o cara ir para o estádio, sair nas fotos oficiais do clube e provavelmente ser até titular, para minutos antes liberá-lo por ter recebido uma proposta “misteriosa”, chega a ser um absurdo, uma falta de respeito tanto com o atleta como com a torcida.

​Quem vive de Galo somos nós; jogadores vêm e vão, mas é surreal que, desde que viramos SAF, eles conseguiram fazer uma destruição de ídolos de forma absurda, com todos eles saindo como “errados” e pela porta dos fundos. ​Dentro de campo, tivemos mais uma partida extremamente medíocre e mais uma escalação errada do Barba. Não existe ter o péssimo Victor Hugo como opção nesse clube, não existe Alan Franco e Bernard de titulares, a insistência em bancar o Tomás Perez é surreal e não entra na minha cabeça o Minda fazer um bom jogo contra o Ceará e no jogo seguinte ele ser banco.

​A diferença de elenco era gritante, no entanto, temos em campo um time que não compete, que não tem um pingo de garra e nem motivação após levar um gol. A torcida entende dos problemas entre SAF, Bracks e time, mas é completamente um absurdo pagar o pato nessa falta de vontade em todas as partidas. Além da má qualidade de alguns atletas que já passaram da hora de sair do Galo. ​Como tudo nesse time beira ao amadorismo, o Rafael Menin, DONO do clube e que tem problema com todo mundo, estava presente no vestiário, mas foi incapaz de assumir a coletiva de imprensa no lugar do Barba. É que ele e o pai só sabem aparecer nos momentos bons, e o nosso último momento de glória veio através do sub-20.

​No fim, fica mesmo é o sentimento de tristeza, de que vamos custar a ver uma luz no fim do túnel, um sinal de melhoria, uma esperança nova.

O elenco agora enfrenta o Cienciano (29), pela Sula, e a desculpa antecipada de mais uma partida medíocre será a altitude; logo depois vem o clássico (2), pelo Brasileirão, partida em que podemos entrar no Z4 e, pelo andar da carruagem, não sairemos de lá.

​O Galo me adoece!

​Por Thais Santos

​*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


Deixe um comentário

Veja Também:

Faça o login

Cadastre-se