Carrascal decide, elenco principal estreia com personalidade e o Vasco sucumbe no Maracanã
O Flamengo venceu o Vasco por 1 a 0 na noite desta quarta-feira (21), no Maracanã, pela 3ª rodada do Campeonato Carioca. O gol da vitória foi marcado por Carrascal, aos 23 minutos do segundo tempo, em um clássico que marcou a estreia do elenco principal rubro-negro na temporada e deu novo fôlego ao time na competição.

O clássico começou com atraso de nove minutos por causa da fumaça da pirotecnia nas arquibancadas, cenário que já anunciava uma noite quente no Maracanã. Em campo, o Flamengo assumiu o controle desde o início, pressionando a saída de bola e empurrando o Vasco para trás. Ainda assim, o primeiro susto foi cruz-maltino: Andrés Gómez acertou a trave logo nos minutos iniciais, em lance posteriormente anulado por impedimento. Foi o único momento real de instabilidade rubro-negra.
A resposta veio rapidamente. Carrascal quase abriu o placar em cobrança de escanteio desviada por Léo Pereira, obrigando Léo Jardim a fazer grande defesa. A partir daí, o jogo passou a ter um roteiro conhecido: o Flamengo com posse, presença ofensiva e volume, e o Vasco sobrevivendo graças ao seu goleiro. Cebolinha, Bruno Henrique e Plata tiveram boas oportunidades, mas pararam em defesas seguidas de Léo Jardim ou na falta de pontaria.
O Vasco ainda criou uma chance clara em arrancada de GB, que saiu cara a cara com Rossi e desperdiçou. Foi um breve suspiro em meio ao domínio rubro-negro. O primeiro tempo terminou sem gols, mas com a sensação de que o placar era injusto com quem mais tentou jogar.
Logo no início da segunda etapa, o jogo ganhou contornos decisivos. Cauan Barros foi expulso após falta dura em Carrascal, deixando o Vasco com um a menos e desmontando qualquer plano de reação. Fernando Diniz ainda tentou reorganizar a equipe com mudanças defensivas, mas o cenário virou praticamente ataque contra defesa.
O Flamengo rondava a área com paciência, ocupação e presença. Até que, aos 23’, a bola sobrou na entrada da área após afastamento errado da zaga vascaína. Carrascal pegou de primeira, de voleio, com violência e precisão. A bola ainda beijou a trave antes de entrar. Um golaço à altura da importância do momento e do alívio coletivo que veio junto.

Depois do gol, o Rubro-Negro controlou totalmente a partida. Seguiu criando, seguiu pressionando e só não ampliou o placar novamente por causa de Léo Jardim, o melhor em campo pelo lado vascaíno. O Vasco, abatido, pouco ameaçou. O Maracanã, por sua vez, já respirava diferente: não era só uma vitória, era uma resposta.
A atuação marcou mais do que três pontos. Representou a virada de chave após um início instável com os Garotos do Ninho, confirmou o peso do elenco principal e ampliou a sequência invicta no clássico para 13 partidas.
Por Rayanne Saturnino
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