Onde tem Flamengo, tem responsabilidade


Garotos do Ninho encaram o Bangu com Moça Bonita lotado enquanto o elenco principal inicia a construção de 2026

O Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (14), às 21h30, contra o Bangu, no Estádio Moça Bonita, pela primeira rodada do Campeonato Carioca. Mais uma vez representado pelos Garotos do Ninho, sob o comando de Bruno Pivetti, o Rubro-Negro terá casa cheia: os ingressos estão esgotados, e a torcida promete transformar o estádio em território rubro-negro. A equipe busca sua primeira vitória no estadual após o empate por 1 a 1 com a Portuguesa, em jogo antecipado da quinta rodada.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Enquanto os meninos seguem sustentando o início da temporada em campo, o elenco profissional deu o primeiro passo rumo a 2026 nesta segunda-feira (12), com a reapresentação no Ninho do Urubu. O retorno aconteceu mais tarde do que o da maioria dos clubes da Série A por um motivo evidente: o Flamengo foi quem mais jogou em 2025. Entre Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e Copa do Mundo de Clubes, o desgaste acumulado exigiu um planejamento mais cuidadoso para preservar o elenco.

Com o calendário apertado e pouco tempo até o primeiro grande objetivo da temporada — a Supercopa do Brasil, no dia 1º de fevereiro —, o clube optou por manter toda a pré-temporada no próprio CT. Houve proposta para levar o grupo aos Estados Unidos, como em anos anteriores, mas a logística pesada e o curto espaço para treinos tornaram a viagem inviável. No Ninho, o Flamengo entende que ganha controle, organização e eficiência.

O primeiro dia de trabalho foi voltado quase integralmente para avaliações físicas e clínicas, com uma bateria completa de exames em diversas especialidades médicas. A ideia é clara: individualizar o planejamento desde o início e evitar improvisos ao longo do ano. Alguns atletas, inclusive, já vinham sendo monitorados durante as férias. Neste momento, apenas Saúl segue entregue ao departamento médico, em recuperação de cirurgia no calcanhar, ainda na Espanha. Danilo e De la Cruz também iniciam o ano com controle de carga e trabalhos específicos.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Dentro de campo, quem veste a responsabilidade neste começo de Carioca são os meninos da base. A atuação contra a Portuguesa deixou claro que esse grupo não aceita o rótulo de time alternativo: controlou ações, criou mais, pressionou até o fim e foi premiado nos acréscimos. Contra o Bangu, a tendência é de mais uma oportunidade para afirmação, em um cenário simbólico: Moça Bonita, depois de anos sem receber o confronto, volta a ser palco do Flamengo! E estará lotado.

A provável escalação conta com Léo Nannetti; Daniel Sales, João Victor, Iago e Johnny; Pablo Lúcio, Wanderson e Guilherme Gomes; Douglas Telles, Joshua e Wallace Yan. Nomes que ainda estão se apresentando ao grande público, mas que carregam algo inegociável desde cedo: a obrigação de competir como Flamengo.

Porque no Flamengo não existe jogo pequeno. Existe camisa pesada, torcida presente e a certeza de que toda oportunidade é também um teste de pertencimento.

Por Rayanne Saturnino

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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