Em busca de um título e da felicidade
Nação azul, queremos as chuteiras, direita e esquerda, balançando as redes adversárias.

O Cruzeiro foi fundado em dois de janeiro de 1921 e assim sempre começa o ano em festa. Essa data é marcada pela história, carregando a grandeza, identidade e paixão de todos os torcedores Celestes. E as cores azul e branco passaram a representar o maior time de Minas Gerais.
Com o passar dos anos, a Nação Azul foi construindo uma trajetória heroica, valente e imortal, marcada por conquistas, desafios e uma ligação profunda com seu povo. Cada jogo, cada vitória e cada batalha ajudaram a moldar um espírito competitivo que jamais se perdeu.
Então, falar do Cabuloso é tentar colocar em palavras algo que, na verdade, se sente. É contar uma história que não cabe apenas em livros, troféus ou números, porque ela vive no peito de milhões de torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo. O Cruzeiro não é só um clube, é um modo de viver o futebol, é identidade, é herança passada de pai para filho, de avô para neto.
E no dia do seu aniversário, as solenidades se iniciam com a tradicional missa na sede campestre do clube, no Barro Preto, e é seguida de uma programação diversificada. Nós, cruzeirenses, queremos comemorações em toda temporada. No ano passado tivemos também em janeiro a festa de apresentação do Gabriel Barbosa, mas ele se encarregou de nos fazer encerrar os trabalhos com um gosto amargo na boca. Coisas do futebol.
E nesses 105 anos de história, é fundamental falar da relação com a nossa toca 3, o Mineirão, palco sagrado, já foi testemunha de momentos que ficaram eternizados na memória do futebol brasileiro. Goleadas históricas, viradas improváveis, decisões que fizeram o coração acelerar e a voz sumir de tanto gritar. Ali, o Cruzeiro construiu uma relação única com sua torcida: um pacto silencioso de entrega total. Quando o time entra em campo, a arquibancada empurra. Quando o jogo aperta, a torcida sustenta. Aqui, ninguém caminha sozinho.
Ser o Cruzeiro é entender que vitórias marcam, mas caráter define. O clube que empilhou títulos nacionais e internacionais também soube enfrentar os dias difíceis. Caiu, sentiu o peso do chão, mas jamais perdeu a dignidade nem a força da sua gente. Pelo contrário: transformou a dor em aprendizado e reconstrução em orgulho. Poucos clubes no mundo conseguem atravessar tempestades sem perder sua grandeza, o Cruzeiro conseguiu.
O torcedor cruzeirense carrega algo diferente. Carrega a certeza de que acreditar faz parte do jogo. Que desistir nunca foi opção. Que a camisa azul não é apenas uniforme: é armadura. Cada jogador que veste essa camisa entende rapidamente o tamanho da responsabilidade. Aqui, não se joga apenas por três pontos, joga-se por uma história inteira.
E nessa história tão heróica, o Cabuloso já planeja novos capítulos para 2026. E pensando nisso, no final de 2025, ainda no período de férias, o clube trouxe o técnico Tite e engatilhou a contratação do volante Gerson, ex Flamengo, ainda não efetivada. Negociou também com o zagueiro Vitão, Internacional, mas tomou um chapéu do rubronegro. O clube carioca também fala em levar Kaio Jorge, enquanto o Palmeiras quer Matheus Pereira. Pedrinho BH vai precisar colocar a mão no bolso caso queira segurar os dois craques.
Enquanto a bola não rola, honremos a nossa rica história e sonhemos com o futuro estupidamente azul e incrivelmente estrelado. O passado nos faz acreditar em novos momentos de glória. Se o Santos teve o Rei, nós tivemos o príncipe, Dirceu Lopes. Nosso mineirinho de ouro, Tostão, artilheiro do time na era Mineirão, é lembrado quando vemos os melhores momentos do Messi. Criamos o Ronaldo Fenômeno. Foi em Beagá que Alex 10 escreveu uma das páginas mais lindas de sua história. Aliás, ser palco para os bons 10 do futebol nacional é uma das especialidades do Cabuloso. A camisa foi vestida também por Éverton Ribeiro, Arrascaeta, Palhinha II, Valdo e Montillo entre outros.

Lembremos também que o Maior de Minas foi o primeiro clube nacional a ganhar uma Libertadores da América (1976) após o bi do Peixe (62-63). Só depois dessa conquista é que os outros clubes nacionais passaram a valorizar o torneio. No início dos anos 90 o clube voltou à vitrine da América do Sul com duas Supercopas (91-92) e a segunda Libertadores (97) , o que lhe valeu o apelido de La Bestia Negra. Muitos outros títulos deixaram abarrotada a sala de troféus da Toca da Raposa. A rica história do time nos faz admirar aqueles que honraram o manto azul estrelado no passado e apoiar a turma da vez.
O Cruzeiro é tradição, mas também futuro. É um passado glorioso, presente de reconstrução e um amanhã que sempre nasce com esperança. Porque enquanto existir uma estrela no céu e um torcedor cantando nas arquibancadas, o seguirá vivo, forte e imenso. Que venha um ano maravilhoso!
Obrigada Cruzeiro por existir e por estar no livro dos melhores momentos da minha vida.
Parabéns ao clube que ensinou o Brasil a respeitar o azul.
Parabéns ao gigante que nunca deixou de ser gigante.
Parabéns, Cruzeiro. Eternamente no coração de quem escolheu amar até o fim. 💙
Saudações Celestes!
Por Celeste Gonçalves e Mury Kathellen
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo