Na Arena Fonte Nova o aguardado confronto entre times brasileiros pela Copa Libertadores acabou em justo 1 a 1
A noite desta quinta-feira (3), foi de estreia para os únicos times brasileiros que se enfrentaram na primeira fase da Copa Libertadores, na Arena Fonte Nova, o placar de 1 a 1, com gols de Jean Lucas pelo Bahia e Enner Valencia pelo Internacional, tem um sabor doce para o Colorado.
Se na logística, até mesmo coincidências, e todas as simbologias que a gente se amarra quando fala de Libertadores da América, o Colorado foi feliz no sorteio em ser o time brasileiro a ter um confronto nacional e enfrentar um velho conhecido no caminho da Glória Eterna, que é o Rogério Ceni, na hora do vamos ver o jogo mostrou que a régua de 2025 subiu.

O Inter vem de um campeonato estadual que foi vencido sem grandes sustos ou esforços mirabolantes, nem mesmo os clássicos disputados este ano foram de jogos difíceis, mas logo de cara após o Gauchão, o time de Roger Machado se deparou com dois desafios de um patamar que põe o time em outro nível de futebol: a estreia no Brasileirão contra o Flamengo no Maracanã e a estreia na LA contra o Bahia na Fonte Nova, que resultaram em dois empates com placares iguais e precisam sim serem vistos de forma positiva.
A partida precisou de poucos minutos para deixar claro que de bobo o adversário não tem nada, com apenas 5 minutos uma escapada do ataque Tricolor levou o time da casa frente ao gol colorado e trouxe “realidade” ao jogo, o Bahia não estava para brincadeira. E se em um jogo fora de casa é completamente normal que o time mandante comece dominante e ceda espaço ao longo da partida, o adversário agarrou-se ao domínio do seu espaço com unhas e dentes e de lá não saiu.
A primeira etapa foi de um Inter que, apesar de algumas boas escapadas que acabaram em vacilos no arremate final, não conseguiu produzir de fato um jogo perigoso ao adversário, o Colorado teve um meio do campo de pouca criatividade, muito pela construção do time de Rogério Ceni, e os gols de fato ficaram para o segundo tempo.
Para a segunda etapa, o Clube do Povo voltou sem alterações na escalação, mas era visível e transparente que a conversa no vestiário havia surtido efeito, Roger sabia o que precisava ser feito, Alan Patrick voltou mais livre e participativo, a magia estava em campo e vestia a 10.
Com ambos os times em busca de inaugurar o placar, o Bahia se arriscou mais, enquanto o Inter se solidificou na defesa e construiu mais opções no contra-ataque, o jogo ficou ainda melhor. Aos 15 min, o professor realizou trocas fundamentais para o resultado: Valencia, Ronaldo e Carbonero substituíram Borré, Bruno Henrique e Vitinho.
O Colorado voltou mais perigoso, mas foi o Tricolor quem construiu o gol primeiro. Aos 27 minutos, Jean Lucas acertou a meta colorada e pôs os donos da casa à frente, mas o Internacional se recusou a perder e o único time que segue invicto na temporada não sentiu o gol. Aos 39 min, Enner Valencia buscou no rebote do bom goleiro Ronaldo o fundo das redes e deixou tudo igual, o faro da confiança do centroavante fez mais uma vítima e marcou um gol importantíssimo no que foi o melhor jogo dessa primeira rodada de Libertadores.

O placar construído não foi alterado e num jogo tão bem jogado, não acaba com injustiça. Ao Inter um ponto com sabor adocicado.
Por Jéssica Salini
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo