Mais uma goleada no Rio de Janeiro: Coxa sofre 4 a 0 do Fluminense e vê o sinal de alerta acender
Após a pausa para a Data FIFA, o Coritiba retornou ao Rio de Janeiro na esperança de virar a página do vexame contra o Vasco. A expectativa era de que aquele visitante indigesto voltasse a dar as caras no Maracanã. Mas não foi o que aconteceu: vimos um time apático em campo, sem alma e sem qualquer capacidade de reação. O Fluminense aproveitou a passividade e aplicou um sonoro 4 a 0.

Ficam aqui os meus “parabéns” para quem montou esse elenco achando que ele aguentaria a maratona até o fim do campeonato. O técnico Fernando Seabra tirou leite de pedra por muito tempo, mas, infelizmente, milagre ninguém faz.
Hoje, na 9ª colocação com 38 pontos e a sete do Z-4, a preocupação tomou conta. O time não vence há quatro jogos e já sofreu 20 gols neste segundo turno, sendo nove só nas últimas duas partidas. Ou acorda agora, ou vamos sofrer até a última rodada. Um campeonato que parecia controlado começou a complicar de forma perigosa, e se tratando de Coritiba, o medo começa a bater na porta.
O Coritiba foi a campo bastante modificado. O goleiro titular Pedro Morisco foi poupado após retornar da Seleção Brasileira (uma decisão contestável, já que não havia necessidade de tirar o principal nome da posição). Lavega e Keno não puderam atuar por estarem emprestados pelo próprio Fluminense, enquanto Tiago Cóser, Brian Ocampo e Richard seguem no departamento médico.
O JOGO
O Coxa até ensaiou um bom começo no primeiro tempo, com Josué carimbando a trave em uma bela cobrança de falta. No entanto, o time sofreu um baque logo cedo com a lesão de Jacy, substituído por Rodrigo Moledo. O Fluminense se aproveitou do desajuste e abriu o placar com Savarino, em um lance polêmico, no qual ficou clara uma falta em Thiago Santos na origem da jogada, ignorada pelo VAR.
A arbitragem, contudo, não serve de desculpa: o Coritiba fez o mínimo, não esboçou reação e sequer quis buscar o empate. Na volta do intervalo, levou o segundo gol logo aos três minutos. Aí veio o desespero do torcedor: será que vem mais um passeio por aí? E veio.
O que mais incomoda é a forma como o time se entregou. Nem as substituições mudaram o panorama. O ataque desperdiçou chances inacreditáveis quando teve a oportunidade de marcar, e a defesa, bom, essa estava desastrosa.
Em noite inspirada, Savarino marcou três vezes, e Lucho fechou o caixão alviverde com um golaço nos acréscimos.
O próximo compromisso agora é contra o Botafogo, no dia 12 de outubro, às 16h, no Couto Pereira. A data é simbólica por ser o aniversário do clube, mas traz apreensão ao torcedor: o Coxa vem tropeçando em casa e carrega um incômodo tabu em jogos comemorativos. Mais do que nunca, quebrar esse tabu é uma obrigação. Vencer no Couto é essencial para alcançar logo os 45 pontos e garantir a tranquilidade que a torcida precisa neste fim de campeonato.
Por Patrícia Moro
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