O inexplicável Clube Atlético Mineiro


Galo marca no fim e arranca um empate em Curitiba

Que loucura é viver de Clube Atlético Mineiro, principalmente quando temos o Lyanco em campo. Na noite desta quinta-feira (8), o elenco alvinegro foi até a Arena da Baixada enfrentar o Atlético com H e, com gol praticamente no último lance, os pupilos de Eduardo Domínguez arrancaram um bom resultado por 2 a 2.

Foto: Pedro Sousa – Clube Atlético Mineiro

Antes de falarmos sobre o zagueiro atleticano, que participou diretamente de três dos quatro gols da partida, é preciso salientar o quão péssimo no apito é o fraco Ramon Abatti Abel. Falta era só para os donos da casa, cartão amarelo praticamente nem existia para eles e ainda tivemos uma expulsão de Tomás Pérez muito questionável, um tanto quanto duvidosa.

O Galo começou a partida nervoso, afobado e dando muito espaço para os donos da casa. A bola parecia queimar nos pés do time alvinegro, que brincou de errar passes, fossem eles curtos ou de longa distância.

Gabriel Delfim, mais uma vez, foi o nome do jogo. Muito seguro debaixo das traves, fez defesas milagrosas, daquelas no puro reflexo, e teve uma recuperação rápida que evitou que fôssemos goleados ainda na primeira etapa.

O gol dos genéricos saiu em um lance de desatenção do Galo: ninguém sabia quem marcar, e a bola sobrou livre para Vargas, que, de fora da área, finalizou em direção à meta de Delfim. A pelota acabou desviando em Lyanco, sua primeira aparição de três nesse duelo, e foi parar no fundo das redes alvinegras.

Ainda tentando se encontrar na partida, os filhos de Eduardo Domínguez chegaram ao empate em uma bela cobrança de falta de Bernard, que também contou com um desvio antes de ir para o fundo das redes.

O empate deixou a partida aberta, com boas chances para os dois lados, mas com os rubro-negros sendo mais perigosos em suas descidas e obrigando Gabriel Delfim a realizar milagres, com grandes defesas.

Os primeiros 45 minutos terminaram com a igualdade no placar, mas com o lado alvinegro aceitando o empate, principalmente após a preocupante saída de Fred por um princípio de lesão na parte posterior da coxa.

Foto: Pedro Sousa – Clube Atlético Mineiro

A segunda etapa promoveu aquela partida em que o torcedor não podia piscar, senão perdia algum grande lance. Como de costume, o elenco alvinegro brincou e abusou de perder gols, mandando até um balaço no travessão, que, se bobear, está tremendo até agora.

A arbitragem de Ramon, que já estava ruim, conseguiu piorar. Tomás Pérez foi expulso por um lance de desatenção da defesa atleticana, mas que nunca era para um vermelho direto, principalmente após a revisão no VAR.

A desvantagem em campo fez o Galo passar sufoco com as fortes e repetidas descidas do adversário, mas nada que colocasse em risco a meta de Delfim. Até que, nos acréscimos, tivemos mais uma “lyancada”: o zagueiro resolveu dar um chutão para onde o nariz estava apontando, na tentativa de isolar a bola, mas acabou mandando-a em cima do jogador dos donos da casa. E a bola novamente morreu no fundo das redes alvinegras.

Novamente atrás do placar, o Galo do Barba não se rendeu e foi em busca do empate, que veio no último minuto dos acréscimos, em um baita chute de centroavante, mas que saiu dos pés de Lyanco, que se redimiu e deixou tudo igual na Baixada.

Ainda tivemos a chance de buscar a virada em uma cobrança de escanteio, depois que Ramon achou de bom tom dar mais três minutos de acréscimos. No fim, terminou a partida antes mesmo de a cobrança ser efetuada. Apesar das chances perdidas, algumas de uma forma que não pode se repetir, é preciso destacar e até comemorar esse ponto conquistado na Arena da Baixada, contra o então terceiro colocado, que tem o artilheiro da competição em seu time, e ainda jogando com um a menos durante quase toda a segunda etapa.

Ponto que precisa ser valorizado e que nos aproxima do número mágico dos 45 pontos. Há, sim, algumas coisas que o Barba precisa arrumar nesse time, visando as Copas que estão por vir.

O primeiro tempo do Galo foi muito abaixo, com bastante erro bobo de passe, e, mais uma vez, o alerta fica ligado para o sistema defensivo e para a falta de um boneco para balançar as redes nas oportunidades que o time cria.

Apesar de ter participado de três dos quatro gols marcados, sendo dois deles de forma bem negativa, é preciso concordar com Lyanco que, nesses lances, teve uma grande pitada de azar. Ele realmente tentou fazer o simples, o arroz com feijão que a torcida implora para que faça em todo jogo e, ainda assim, teve o azar de estar na “cena do crime”. Mas, no final, foi coroado com um belo gol de empate.

Ponto a ser comemorado, e agora o foco já está no próximo duelo, contra o Santos, às 16h deste domingo (11), na nossa casa, também pelo Brasileirão.

Sentimento, amor sincero ao alvinegro!

Por Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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