Decisão vai ser em casa


Cabuloso pressiona, desperdiça oportunidades e mantém a disputa por uma vaga nas quartas totalmente aberta

Na noite deste domingo (2), o Cruzeiro empatou por 0 a 0 com a Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Com o resultado, a vaga para as quartas de final será decidida em casa no Mineirão. O Cabuloso até criou as melhores oportunidades, pressionou durante boa parte da partida, mas esbarrou nas grandes defesas de Anderson e na falta de eficiência nas finalizações.

O Cruzeiro começou mostrando personalidade e quase abriu o placar logo nos minutos iniciais, quando Arroyo soltou uma bomba que passou muito perto da trave. Pouco depois, Kaique Kenji chegou a balançar as redes após desvio de Fabrício Bruno, mas o VAR anulou o lance por impedimento, frustrando a torcida celeste.

Mesmo jogando fora de casa, a equipe mineira controlou boa parte do primeiro tempo, teve mais iniciativa e obrigou o time do Sul a apostar nas bolas longas e nas finalizações de média distância. E nossa muralha azul, Otávio apareceu seguro sempre que foi exigido. E mesmo com a pressão celeste, a Chape levou perigo em alguns contra-ataques, mostrando que qualquer erro poderia custar caro.

Foto: Júlia Galvão/Cruzeiro

Primeiro tempo

Nação Azul, quem esteve ligado no primeiro tempo precisou de fôlego para acompanhar tudo o que aconteceu na casa deles! O jogo começou movimentado, e a nossa Raposa mostrou a que veio logo cedo. Aos 3 minutos, Gerson escorou bonito para o Arroyo soltar uma bomba que passou raspando a trave esquerda.

Pouco depois, aos 11, o Kaique Kenji tentou passar pela linha de fundo e, na sobra, o Villalba evitou a saída da bola, que desviou no Tubarão e virou escanteio. E aí, meus amigos, o momento mais tenso: aos 12 minutos, o Fabrício Bruno escorou de cabeça e o Kaique Kenji mandou para o fundo do gol! A gente foi à loucura, mas o lance foi para a revisão do VAR e, infelizmente, acabou sendo anulado por impedimento. Que ducha de água fria.

A Chape tentou responder com chutes de longe de Fernando e Giovanni Augusto, mas o nosso goleiro estava atento e firme embaixo das traves. O jogo seguiu em ritmo acelerado, com direito a bola batendo no braço recolhido do Kaio Jorge em um chute de fora da área e muita pressão do Cruzeiro na área adversária, embora a zaga deles tenha conseguido afastar. O Arroyo ainda tentou outra bomba de primeira aos 33, mas mandou muito longe, e o Villalba quase surpreendeu com um lançamento cheio de veneno que passou por todo mundo.

No finzinho, a Chapecoense deu um sufoco: Bolasie pedalou para cima do Fabrício Bruno na linha de fundo aos 40 minutos, e logo depois o Rafael Thyere quase cabeceou para o gol, mas o Jonathan Jesus tirou o perigo na hora exata. O juiz deu dois minutos de acréscimo e o apito final da primeira etapa soou com o 0 a 0 no placar.Agora

Agora é respirar fundo, ajustar a pontaria e pedir para a nossa Raposa voltar com tudo no segundo tempo para buscar essa vitória e a vantagem no jogo de ida.

Segundo tempo

O segundo tempo foi para testar a nossa saúde mental de torcedor celeste! A etapa complementar começou com o Cruzeiro tentando abafar, com o Arroyo cruzando bolas perigosas na área aos 2 e aos 5 minutos, e o Fagner fazendo até um drible bonito sobre Neto Pessoa aos 4. Mas a Chapecoense também assustou: aos 8 minutos, após um erro de passe, o Giovanni Augusto se livrou da marcação, encobriu o goleiro Otávio com um chute da intermediária, e a bola passou raspando à esquerda, quase sofremos um golaço, nos salvamos por milagre. A torcida deles ainda pediu pênalti aos 8, mas o jogo seguiu.

Nosso time continuou em cima e quase abriu o placar aos 11 minutos, quando o Arroyo disparou um chute rasteiro e cruzado na área que passou raspando pelo Kaio Jorge, indo direto para fora com muito perigo. E o grito de gol ficou entalado na garganta de vez aos 18 minutos! O Fabrício Bruno escorou de cabeça para a entrada da área e o Lucas Romero soltou uma verdadeira bomba que passou muito perto do gol. Que chutaço, meu Deus.

O jogo seguiu lá e cá, com a zaga da Chape tentando cruzamentos, o Villalba anulando as investidas do Marcinho, e a nossa zaga firme com o Fabrício Bruno e o Jonathan Jesus. Mas o momento mais desesperador da reta final aconteceu aos 38 minutos: o Moraes mandou um lançamento lindo, e o Arroyo finalizou na pequena área e o goleiro Anderson tirou no reflexo, salvando de forma incrível! Nos acréscimos, com o juiz Raphael Claus mandando o jogo ir até os 49 minutos, o William ainda arriscou de longe e isolou a bola aos 44.

No fim das contas, o apito final confirmou o 0 a 0 no placar. A gente lutou, criou e merecia um pouquinho mais, mas seguimos na batalha com o coração azul sempre pulsando forte!

Foto: Júlia Galvão/Cruzeiro

Após a partida, o técnico Artur Jorge voltou a comentar sobre a necessidade de reforços para o elenco. O treinador reconheceu que as saídas de Pec e Sinisterra deixaram uma lacuna importante no grupo e afirmou que a diretoria trabalha para qualificar o time ainda nesta janela de transferências.

“Temos falado naquilo que é necessidade. Sabemos que as perdas do Pec e do Sinisterra abriram uma lacuna grande naquilo que eram nossas opções, opções dos jogadores de valia maior. Estamos fazendo um esforço todos nós para tentar equilibrar o plantel, não é fácil”, afirmou.

O comandante celeste também revelou que o Cruzeiro busca entre um e três reforços para fortalecer o elenco, mas destacou que as negociações dependem das oportunidades oferecidas pelo mercado.

“Temos tentado e procuramos com que possam chegar um, dois, três jogadores. Depende um bocadinho do que possa ser o mercado e o que nos possa trazer. Temos trabalhado de uma forma muito consciente e unida para que possamos tomar as melhores decisões e possamos acertar nas possíveis chegadas de novos jogadores para acrescentar valor à equipe”, completou.

Sobre atuação no jogo

O resultado deixa um sentimento de oportunidade desperdiçada. O Cruzeiro apresentou um bom volume de jogo, controlou a posse de bola, criou chances claras e pouco sofreu defensivamente. Faltou, mais uma vez, transformar a superioridade em gols.

Arroyo fez uma de suas melhores partidas com a camisa celeste e mostrou personalidade, enquanto Fabrício Bruno e Jonathan Jesus passaram segurança lá atrás. Por outro lado, faltou capricho na hora da finalização. Contra equipes que se fecham bem, esse detalhe faz toda a diferença.

O empate passa longe de ser um resultado desastroso, principalmente porque a decisão será no Mineirão. Ainda assim, partidas de mata-mata costumam punir equipes que desperdiçam tantas oportunidades, e esse é um ponto que o Cruzeiro precisa corrigir para não transformar uma atuação superior em frustração.

A classificação continua totalmente nas mãos da Raposa, que terá a força da Nação Azul ao seu lado para buscar a vaga na próxima fase.

Próximo jogo

Depois do empate sem gols na Arena Condá, o Cruzeiro volta a campo na próxima quarta-feira (5), às 19h, para receber a Chapecoense, no Mineirão, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Com o placar agregado em 0 a 0, quem vencer garante vaga nas quartas de final. Em caso de novo empate, a classificação será decidida nas cobranças de pênaltis.

Diante da Nação Azul, a expectativa é de casa cheia para empurrar a Raposa rumo a mais uma classificação. É hora de transformar o volume de jogo apresentado em Chapecó em gols e fazer do Mineirão um verdadeiro caldeirão para confirmar a vaga entre os oito melhores da competição.

Por Mury Kathellen

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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