Espanha entra em campo a um passo da grande final
Confesso que, de toda a trajetória da La Roja nesta Copa do Mundo, o duelo desta terça-feira (14) é o que está me deixando mais ansiosa. As horas parecem não passar, a palpitação é grande e o pensamento é um só: vencer os franceses e voltar a disputar uma grande final.
A bola irá rolar às 16h, em Dallas, palco já conhecido pelos espanhóis e que traz boas memórias, até porque foi nesse mesmo estádio que eliminamos Portugal e passamos de fase. O desejo de um país inteiro é que isso ocorra novamente.

De um lado, temos todo um retrospecto favorável aos meninos comandados por Luis de la Fuente; do outro, um favoritismo enorme para Dembélé, Mbappé e companhia. Mas, no fim, nada disso entra em campo, e o que conta mesmo é qual das duas equipes será mais eficiente em colocar a bola na casinha, em saber sofrer a pressão adversária e furar um bom sistema defensivo, já que teremos pela frente as duas melhores defesas deste torneio, com a Espanha sofrendo apenas um gol e os Bleus sendo vazados somente duas vezes.
Após um leve susto, e tropeço, empatando logo na estreia da Copa do Mundo, a Fúria engatou uma sequência de cinco triunfos seguidos, melhorando cada vez mais o futebol apresentado. Agora, a missão é despachar mais um velho conhecido em uma partida que tem tudo para ser extremamente difícil, nosso maior desafio até aqui.
Teremos pela frente mais um capítulo de uma rivalidade que cresceu nos últimos anos. Os espanhóis chegam embalados pelas recentes vitórias sobre os franceses, incluindo a semifinal da Eurocopa de 2024 e o encontro pela Liga das Nações, resultados que aumentaram ainda mais a confiança do elenco comandado por Luis de la Fuente. Mesmo sabendo que nada disso entra em campo, o desejo é que possamos continuar levando vantagem nos confrontos e que, ao final da partida, Dallas e Espanha possam estar em festa com a nossa classificação.

Com um grande duelo pela frente, é provável que tenhamos em campo a mesma equipe que venceu na rodada passada, com a única dúvida sendo se teremos ou não Nico Williams entre os 11 titulares. Recuperado de uma lesão sofrida ainda na fase de grupos, o dono da camisa 17 é uma boa alternativa para esse ataque espanhol.
Entretanto, os escolhidos para esse desafio deverão ser: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo; Álex Baena, Lamine Yamal e Oyarzabal.
Todo o elenco sabe da dificuldade que terá nesta partida. Do outro lado, temos uma seleção que busca sua terceira final consecutiva e que é muito forte e perigosa no ataque.
A Espanha vai precisar entrar com a atenção redobrada, a defesa totalmente ligada e sem deixar espaços, enquanto o ataque precisa fazer o jogo da vida. Precisam calibrar os pezinhos, sem perder várias chances inacreditáveis, serem letais sempre que chegarem à grande meta adversária e que o banco continue dando respostas sempre que necessário.
Apesar de estarem criando um grande circo em torno das falas de Yamal, é exatamente disso que um time precisa hoje em dia: alguém que chame a responsabilidade em uma partida tão grandiosa como essa. Fácil não vai ser, mas, nesta altura do campeonato, não devemos ter medo de ninguém, e sim respeito pelo adversário e consciência de onde estamos pisando, sabendo conduzir a partida.
Temos tudo para ter um grande jogo, assim como foram os últimos encontros entre as seleções: disputados dos dois lados e com ninguém querendo perder. Além do talento, que o retrospecto e os deuses do futebol possam estar ao nosso favor, a favor desse país apaixonado que não vê a hora de voltar a comemorar uma classificação para a grande final de uma Copa do Mundo; de gerações que possuem o desejo de viver esse sentimento com seus filhos; de milhões de torcedores apaixonados que querem sentir isso mais uma vez, após 16 anos de espera.
Chegou a hora da verdade. Não existe mais margem para erro, nem segunda chance. São apenas 90 minutos, ou um pouco mais, se necessário, separando a La Roja da oportunidade de voltar a disputar uma final de Copa do Mundo depois de 16 anos. Esperamos profundamente que Dallas continue sendo um palco de boas lembranças para os espanhóis e que, ao apito final, possamos escrever mais um capítulo histórico dessa geração.
Porque o sonho está vivo e agora faltam apenas dois passos para trazer a taça de volta para casa, lugar de onde ela nunca deveria ter saído!
Por Thais Santos
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo