Hey, Jude, o sonho segue vivo!


Com direito a show de Jude Bellingham, Inglaterra elimina a Noruega e avança para a semifinal da Copa do Mundo de 2026.

Foto: Reprodução Inglaterra

A Inglaterra enfrentou a Noruega neste sábado (11), no estádio Hard Rock, em Miami, às 18h, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2026. Os ingleses venceram o confronto por 2 a 1, com dois gols de Jude Bellingham e avançaram para a semifinal da competição.

Quanto vale um sonho? Quanto custa sonhar? É difícil responder a essas perguntas quando um desejo vale tudo, quando envolve muita coisa, muita gente, muitas versões de si mesmo.

A Copa do Mundo é isso: uma luta incessante por uma vontade coletiva de perpetuar o legado na competição mais importante do futebol— um esporte que fortalece os laços sociais e resgata a necessidade de conquistar o próprio espaço. E assim chega a Inglaterra, que se aproxima cada vez mais do sonho sonhado junto por gerações, desde 1966.

Uma coisa é preciso admitir: os ingleses têm sorte! A sorte é personificada em jogador que não carrega apenas as próprias ambições como objetivo; ele defende os anseios de toda ilha como se fossem um só. Ter Jude Bellingham no elenco é saber que, se depender apenas dele, as chances de vencer uma batalha dentro das 4 linhas são superiores a 100%. Além de incansável, ele é inevitável!

A Inglaterra é semifinalista da Copa do Mundo da FIFA de 2026. A segunda vez que a seleção chega entre as 4 quatro melhores nas últimas três edições. Algumas coisas podem dar errado, como já sabemos e inconscientemente esperamos, mas se há algo pragmático para se dizer é que é só falar um “Hey, Jude” que ele estará onde precisarem que ele esteja, honrando cada minuto que a partida lhe oferecer.

É legal demais estar aqui, em mais um texto, mais uma vez, colocando toda a emoção em palavras. A Inglaterra definitivamente tem me ensinado muito sobre persistência e resiliência e de fato é muito interessante acompanhar a entrega dessa equipe que vem jogando todas as partidas como uma final em potencial, mas o mais marcante é conseguir falar de Jude Bellingham com todas as letras. E se eu pudesse iniciar essa matéria com algo próximo de definir tudo o que ele representa, com certeza seria: DECISIVO!

DE OLHO NA PARTIDA

Diferente do que se esperava, a Noruega quis incomodar a Inglaterra de uma maneira diferente do que se pôde observar no jogo histórico contra o Brasil. Os ingleses, apesar da maior posse de bola, enfrentavam dificuldade para se infiltrar na poderosa retranca estabelecida pelos noruegueses.

Os Leões Britânicos tentavam articular as jogadas pelas pontas, mas esbarravam na precisão do bloqueio dos Vikings. O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, tentou levar mais perigo aos noruegueses abrindo mais as extremidades do campo com Madueke e Gordon, mas não conseguia converter o maior volume de jogo em chances reais de gol.

A Noruega “cozinhava” a Inglaterra de forma muito inteligente. Mantinha as suas linhas de marcação baixas e controlava bem os lançamentos altos dos britânicos em sua área, contando com seus homens mais altos para afastar qualquer possível rebote nos pés ingleses.

Após a parada para hidratação, porém, os escandinavos já não mais se limitavam às ações defensivas. Agora, o atacante Haaland conseguia estar mais solto e os noruegueses começavam a sair em velocidade.

Nestes poucos minutos, a Inglaterra já estava sem poder de reação. Foi então que o castigo pela breve postura veio sem demora: numa jogada inspirada de Schjelderup, a Noruega abriu o placar com um chute forte e colocado do jovem atacante em jogada individual pela ponta esquerda Inglaterra 0, Noruega 1.

Se faltou controle depois da parada para hidratação, depois do gol sofrido, a Inglaterra reagiu rápido e de maneira eficiente. Os ingleses pressionavam a saída de bola dos noruegueses e não os deixavam estabelecer dominância após abrirem o placar.

A boa iniciativa foi coroada ainda no primeiro tempo, quando os Lions recuperaram a bola após um chutão do goleiro Orjan Nyland, Elliot conseguiu fazer uma boa armação pela esquerda e acionou Gordon. E quando o assunto é bola na área, você sabe exatamente quem estará lá: JUDE BELLINGHAM!

Após um controle padrão jogador nível A como ele é, o ídolo inglês limpou a jogada e chutou cruzado para deixar tudo igual ainda na primeira etapa.

Inglaterra 1, Noruega 1.

Já na segunda etapa, a Noruega mudou totalmente a estratégia. As linhas de marcação agora eram mais altas, explorando cada espaço do campo deixado pela Inglaterra. Odegaard agora tentava interceptar as bolas com mais frequência, tentando achar Haaland bem posicionado para gerar cada vez mais perigo para os Lions.

Por boa parte do segundo tempo, a Inglaterra se viu dominada pelas iniciativas escandinavas e a posse de bola diminuiu gradativamente. Bobb e Nusa começavam a investir com velocidade e a articular as jogadas pelas pontas com rapidez, obrigando a Inglaterra a se defender.

Os ingleses só voltaram a assustar os noruegueses no final da partida, com Bukayo Saka abrindo um corredor pelas pontas, alcançando as bolas na grande área.

Se no tempo regulamentar a Inglaterra não foi tão bem sucedida, na prorrogação eram os Lions que confirmavam o domínio. Apesar da insistência, o gol parecia não querer sair. Mas quando o desespero já parecia se prolongar, aparece a figura que é destaque absoluto desse texto: JUDE BELLINGHAM!

Após minutos de controle quase absoluto, a Inglaterra sustentou esse ímpeto e conseguiu a virada com Bellingham aproveitando rebote do goleiro Nyland, após chute de longa distâcia de Morgan Rogers. O sétimo do protagonista e o gol que colocou os ingleses na semifinal.

Inglaterra 2, Noruega 1.

GRANDE, Lions! GRANDE, Jude!

Foto: reprodução Inglaterra

CONSIDERAÇÕES

Uma coisa é certa: se não for na técnica, vai ser na força de uma nação que joga junto, ou melhor, canta junto! No ritmo de “Wonderwall” depois do jogo ou ao som de “Hey Jude” para construir a vitória, os leões sabem que não lutam sozinhos.

Há uma força que transcende a lógica: há vontade de entrar para a história. Ela é coletiva! Jude pode ser o personagem principal, Kane pode trazer, com toda a sua experiência, a segurança e a confiança, mas todos os 26 convocados compartilham do mesmo desejo. E é isso que diferencia os apenas sonhadores dos sonhadores dispostos.

A Inglaterra chegou! Seja na articulação coletiva, seja na responsabilidade dos seus talentos individuais. Está permitido acreditar!

O leão quer rugir mais alto! Se quiserem impedir, tentem mais! Muito mais!

Foto: reprodução inglaterra

PRÓXIMO JOGO

A Inglaterra volta a campo contra a Argentina na quarta-feira (15), no estádio de Atlanta, às 16h, em partida válida pelas semifinais da Copa do Mundo da FIFA 2026.

Faltam 2 para o futuro mais lindo desde 1966! VAMOS JUNTOS!

C’mon, England! Let’s do it again!

Por Julia Aveiro

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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