Alô, semifinal! Como é maravilhoso estar de volta!


Espanha despacha a Bélgica e é semifinalista

Dezesseis anos depois, estamos na semifinal mais uma vez! Na tarde desta sexta-feira (10), a La Roja venceu os Diabos Vermelhos por 2 a 1, em Los Angeles, pelas quartas de final da Copa do Mundo, e agora está a um passo da tão sonhada final.

Foto: @SEFutbol

Finalmente, podemos dizer que a Espanha praticou um futebol de verdade neste torneio. A equipe pressionou do início ao fim, brigou por todas as bolas e criou várias chances de gol, mas, novamente, faltou aquele capricho no último passe e na finalização.

A mudança promovida por Luis no meio-campo trouxe uma melhora visível para a equipe, e a entrada de Nico Williams mostrou que esse homem precisa ser titular. Que pena que essa lesão tenha acontecido justamente no seu auge e em plena Copa do Mundo.

Como esperado, a Espanha tinha a posse de bola, enquanto a Bélgica esperava uma chance para levar qualquer perigo à meta de Unai Simón. Mas, diferente das outras partidas, os meninos da La Fúria aproveitaram esse domínio para povoar a grande área adversária, criando boas jogadas e buscando o primeiro gol logo no início da partida, com boas movimentações e chances claras, algumas delas parando em Courtois.

Apesar da superioridade em campo, os primeiros lances de perigo custaram a acontecer, principalmente porque os belgas vieram com uma marcação bem alta. A primeira grande oportunidade veio mesmo aos 20′, nos pés de Lamine Yamal, em uma finalização perigosa.

A pressão da Espanha aumentou e não demorou muito para as redes serem balançadas. Dani Olmo foi achado livre na grande área, parou em grande defesa de Courtois, mas viu Fabián Ruiz, no rebote, colocar a Fúria à frente do placar.

A vantagem no marcador fez a Espanha se soltar ainda mais em campo, arriscando de fora da área e fazendo a defesa adversária trabalhar. Em cobrança de falta, Yamal tentou deixar sua marca na partida, mas viu o arqueiro belga fazer mais uma defesa e dar outro rebote, que infelizmente não foi aproveitado.

Chances não faltaram. O que faltou mesmo foi capricho e até uma pitada de sorte. Mas, como diz o ditado: quem não faz, leva. E foi assim que os espanhóis levaram um balde de água fria com o empate da Bélgica, na cabeçada de Ketelaere, após uma falha de posicionamento de Unai Simón.

Foto: @SEFutbol

A partida foi para o intervalo com igualdade no placar e voltou com todo mundo querendo resolver nos 45 minutos restantes, sem pensar em prorrogação ou até mesmo em penalidades máximas.

Os meninos de Luis de la Fuente voltaram melhores, criando boas oportunidades com Yamal, que, na primeira, parou em Courtois, em um lance já invalidado por impedimento, e, logo em seguida, finalizou para fora.

As poucas, mas perigosas, chances do adversário vieram dos pés de Doku e também com Maxim De Cuyper, que teve a bola do jogo, mas acabou finalizando para fora.

Longe de ser aquele Yamal de antes da lesão, o dono da camisa 19 continuava buscando o jogo, colocando os defensores para trabalhar e tentando marcar seu segundo gol nesta Copa do Mundo. No entanto, a bola insistia em não entrar.

A La Roja continuava empilhando chances perdidas, seja com Oyarzabal, Dani Olmo ou, novamente, com Ferran Torres desperdiçando mais uma oportunidade inacreditável neste Mundial.

O tempo passava, até que uma alteração do lado belga mudou completamente o rumo da partida e, quis o destino, fosse a favor da Espanha. Courtois sentiu e precisou deixar o gramado, dando lugar ao reserva Senne Lammens. Foi justamente a partir dessa mudança que o caminho da La Roja ficou um pouco mais tranquilo.

Enquanto os belgas começaram a sentir o desgaste físico, o lado espanhol não tinha nada a ver com isso e continuou rondando a grande área adversária. A entrada de Nico Williams deu outra cara ao time, principalmente por abrir mais espaços para Yamal jogar do jeito que gosta e já está acostumado.

O relógio ia passando, o nervosismo tomando conta, e foi também do nosso banco de reservas que saiu o homem que está sendo a estrela e a salvação dessa seleção nos momentos importantes. Foi assim diante de Portugal, e o raio caiu mais uma vez no mesmo lugar: Mikel Merino. Com toda sua inteligência, ele aparaceu na hora certa e soube aproveitar a chance que apareceu.

Com muito espaço para avançar, Pau Cubarsí, outro grande nome dessa Espanha, conduziu a bola até a entrada da grande área e arriscou um belíssimo chute. A bola não entrou, mas foi espalmada para a frente pelo arqueiro adversário e, de bandeja, o camisa 6 da La Roja estufou as redes, levando o SoFi Stadium à loucura.

Foi o gol da classificação. O gol que leva a Espanha de volta a uma semifinal de Copa do Mundo após longos e dolorosos 16 anos. Gol de uma peça importantíssima desse elenco, letal sempre que acionada, com uma frieza e uma qualidade absurdas. Gol de quem entende.

Novamente à frente do placar, restou à Fúria segurar a vantagem durante intermináveis sete minutos de acréscimos antes de correr para a comemoração juntamente com os milhares de torcedores apaixonados presentes em Los Angeles.

Foto: @SEFutbol

Apesar de ainda não ser tão letal quanto poderia quando cria oportunidades, que grande partida fez a Espanha. Soube controlar o jogo, soube sofrer quando precisou, não se abateu com o gol sofrido e continuou buscando balançar as redes a todo momento.

Em alguns momentos, a La Roja adotou uma postura bastante perigosa. A invencibilidade de Unai Simón, que vinha de quatro partidas sem sofrer gols, caiu. Mas essa postura, aliada à solidez e à confiança do sistema defensivo, vem dando certo e rendendo bons frutos.

Apesar de ser muito fã do Pedri, ele e Rodri não estavam se entendendo bem no meio-campo, e a escalação de Luis com essa nova formação deixou a Espanha mais solta, com uma postura diferente.

Importante ressaltar também a entrada de Nico Williams. Tomara que esteja totalmente recuperado, porque vai ser importantíssimo nesse duelo da semifinal. O ataque com ele e Yamal é outra coisa, extremamente favorável para ambos, parecendo que jogam juntos toda semana há anos.

Após eliminar dois grandes adversários, a Espanha tem pela frente nada menos que uma das grandes favoritas ao título: a seleção francesa.

Certamente não teremos um jogo fácil. A defesa terá que funcionar perfeitamente, e o ataque não poderá mais brincar de perder gols. Terá que ser letal sempre que surgir uma oportunidade.

A partida acontecerá na próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), novamente no estádio de Dallas, onde já fomos felizes. Um triunfo nos separa da grande final. Yamal e companhia já bateram essa equipe uma vez e vão fazer de tudo para vencê-la novamente.

Por Thais Santos

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.


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