Embalada por uma campanha histórica, a Noruega tenta derrubar mais uma favorita para alcançar uma semifinal inédita
Depois de eliminar o Brasil e escrever um dos capítulos mais marcantes de sua história em Copas do Mundo, a Noruega volta a campo neste sábado (11), às 18h (horário de Brasília), para enfrentar a Inglaterra, no Hard Rock Stadium, em Miami, pelas quartas de final do Mundial de 2026. A partida contará com transmissão exclusiva da CazéTV, e vale uma vaga entre as quatro melhores seleções do planeta. Quem avançar encara Argentina ou Suíça na semifinal.

O que antes parecia um sonho distante agora está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Sem o peso do favoritismo, mas carregando a confiança conquistada ao longo da competição, a seleção comandada por Ståle Solbakken chega às quartas de final vivendo a melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Depois de terminar a primeira fase na segunda colocação do Grupo I, os noruegueses eliminaram Costa do Marfim e o Brasil, mostrando personalidade para reagir diante de uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial.
A vitória sobre os brasileiros fez mais do que garantir a classificação. Ela consolidou uma identidade que essa equipe vem construindo desde o início do torneio: competitiva, organizada e capaz de crescer justamente nos momentos de maior pressão. Contra o Brasil, a Noruega não se intimidou. Acreditou até o fim e foi recompensada com dois gols de Erling Haaland nos minutos finais, resultado que fez o mundo voltar seus olhos para uma geração que há anos prometia recolocar o país entre as grandes potências do futebol.
E não é apenas Haaland que explica essa campanha. Martin Ødegaard tem comandado o meio-campo com a tranquilidade de um capitão que conhece como poucos o futebol inglês após conduzir o Arsenal ao título da Premier League. Ao seu lado, nomes como Ryerson, Ajer, Patrick Berg, Sørloth e Antonio Nusa formam uma equipe equilibrada, que encontrou na força coletiva seu principal diferencial. Não por acaso, Solbakken chega para este confronto sem desfalques e deve repetir a escalação que eliminou o Brasil, apostando na manutenção de um time que vem respondendo dentro de campo.
O desafio, desta vez, será outro gigante europeu. A Inglaterra possui tradição, um elenco estrelado e leva vantagem no retrospecto histórico entre as seleções, mas pouco disso parece intimidar um grupo que já transformou o papel de azarão em combustível. Se a campanha norueguesa ensinou alguma coisa até aqui, é que favoritismo não entra em campo. O que entra é uma equipe que acredita em si, compete durante os 90 minutos e tem o artilheiro da Copa vivendo um momento iluminado.

Além do duelo entre duas seleções de enorme qualidade, a partida também colocará frente a frente duas torcidas que conquistaram espaço especial neste Mundial. Enquanto os ingleses embalaram sua campanha ao som de “Wonderwall”, do Oasis, os noruegueses encantaram o mundo com a “remada viking”, celebração que rapidamente virou símbolo da união entre jogadores e arquibancada. Mais do que uma comemoração, ela representa exatamente o espírito desta seleção: um grupo que rema junto, supera obstáculos e faz um país inteiro acreditar.
Agora, os vikings têm mais uma batalha pela frente. A Inglaterra pode chegar com o peso da tradição, mas a Noruega entra em campo carregando algo que nenhuma estatística consegue medir: a certeza de que já provou ser capaz de desafiar qualquer favorito. Depois de derrubar o Brasil, a história ainda está sendo escrita, e os noruegueses querem continuar remando rumo a uma semifinal inédita.
Por Rayanne Saturnino
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