A Colômbia confirma o favoritismo, garante a classificação e o Congo luta até ao fim em uma noite de emoções no Grupo K
O futebol tem dessas coisas. Às vezes, noventa minutos contam duas histórias completamente diferentes, e foi exatamente isso que aconteceu no duelo entre Colômbia e República Democrática do Congo.

De um lado, uma seleção que entrou em campo sabendo que estava a um passo da classificação. Do outro, uma equipe que regressou a uma Copa do Mundo depois de mais de cinquenta anos e que continua a lutar para manter vivo o seu sonho.
No fim, a vitória sorriu para os Cafeteros. Mas a história da partida vai muito além do resultado.
A Colômbia está nos 16 avos de final
A Colômbia entrou em campo com confiança. Depois da vitória sobre o Uzbequistão na primeira jornada, os colombianos sabiam que um novo triunfo poderia garantir matematicamente a presença na próxima fase. E foi exatamente isso que aconteceu.
Em um jogo intenso, equilibrado e por vezes bastante físico, a seleção colombiana mostrou maturidade para controlar os momentos mais difíceis da partida e encontrar o caminho da vitória.
Não foi uma goleada. Não foi um espetáculo ofensivo.Foi uma vitória de equipe, daquelas que demonstram personalidade. Daquelas que mostram que uma seleção sabe competir mesmo quando o jogo não é perfeito. Assim, quando o árbitro apitou para o final, a festa começou. Porque aquele 1×0 significava muito mais do que três pontos. Significava classificação. Significava liderança.

Além disso, significava a confirmação de que a Colômbia é a primeira seleção do Grupo K a garantir presença nos 16 avos de final da Copa do Mundo. Uma campanha perfeita até aqui: duas vitórias, seis pontos e um país inteiro a sonhar.
O Congo caiu de pé
Mas se existe uma seleção que merece respeito nesta noite, é a República Democrática do Congo. Os Leopardos sabiam da dificuldade do desafio e enfrentavam uma das equipes mais fortes do grupo. Mesmo assim, nunca deixaram de lutar.
Durante toda a partida, o Congo mostrou organização, entrega e coragem. Em vários momentos conseguiu equilibrar as ações do jogo e obrigou a Colômbia a trabalhar muito para conquistar os três pontos.

Foi uma atuação que talvez não apareça apenas olhando para o resultado final. Mas quem viu o jogo percebeu: o Congo competiu, acreditou e honrou a camisa que veste. E isso tem valor, muito valor. O sonho ainda respira, porém a derrota complicou bastante a situação congolesa no Grupo K.
Depois do empate com Portugal e agora desta derrota diante da Colômbia, os Leopardos entram na última jornada precisando de um resultado positivo para continuar a sonhar.
A margem diminuiu. A pressão aumentou. Mas a esperança continua viva. Além disso, poucas seleções nesta Copa representam tão bem a palavra esperança quanto a República Democrática do Congo.
Esta já venceu antes mesmo de entrar em campo. Venceu quando voltou ao Mundial depois de mais de cinquenta anos. Venceu quando devolveu orgulho a milhões de torcedores. Venceu quando fez uma geração inteira acreditar novamente.
O Grupo K ganha um novo capítulo
Agora, todos os olhares voltam para a última rodada. A Colômbia chega classificada, líder e cheia de confiança para enfrentar Portugal em um duelo que promete parar o grupo inteiro.
Já o Congo terá pela frente a difícil missão de continuar a lutar pela sobrevivência no torneio. Uma seleção está oficialmente nos 16 avos de final. A outra continua a correr atrás do sonho.
Todavia, ambas deixam este jogo com algo importante. A Colômbia leva a certeza de que pode ir longe. O Congo leva a certeza de que ainda tem motivos para acreditar.
E em uma Copa do Mundo, às vezes, a esperança é tão poderosa quanto uma vitória. A Colômbia já está na próxima fase. Enquanto isso, o Congo continua a lutar e o Grupo K segue a escrever uma das histórias mais emocionantes deste Mundial.
Por Clara Bordignon
*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo