O Marrocos disputará sua terceira Copa do Mundo consecutiva em 2026. A seleção africana busca repetir o desempenho histórico de 2022, quando se tornou a primeira equipe do continente a chegar às semifinais do torneio, realizado no Catar. Agora, os Leões do Atlas querem provar que aquela campanha não foi um feito isolado.

A estreia do Marrocos será justamente contra o Brasil, no dia 13 de junho, às 18h (horário local) / 19h (de Brasília), em Nova York/Nova Jersey. Na sequência, a equipe enfrentará a Escócia, no dia 19 de junho, às 20h (horário local) / 21h (de Brasília), nos EUA. Para fechar a fase de grupos, os Marroquinos duelam com o Haiti no dia 24 de junho, às 18h (horário local) / 19h (de Brasília), em Atlanta.
Depois da campanha histórica na Copa de 2022, o Marrocos chegou pressionado pelos resultados no continente africano. Apesar de liderar seu grupo na Copa Africana de Nações, a seleção foi eliminada nas oitavas de final pela África do Sul. Ainda assim, os Leões do Atlas tiveram campanhas perfeitas nas Eliminatórias da CAN e da Copa do Mundo, além de conquistarem o Campeonato Africano das Nações e a Copa Árabe com jogadores do futebol local.
Na CAN, disputada em casa, o Marrocos chegou até a final após eliminar Tanzânia, Camarões e Nigéria, mas acabou derrotado pelo Senegal em uma decisão marcada por polêmicas. Meses depois, a Confederação Africana declarou os marroquinos campeões devido ao abandono momentâneo de campo dos senegaleses. A pressão pelos resultados levou à saída do técnico Walid Regragui, substituído por Mohamed Ouahbi. Atualmente, a seleção ocupa a oitava posição no ranking da Fifa.
Jogadores convocados
Para a competição, o técnico Mohamed Ouahbi convocou os seguintes atletas: Yassine Bounou (Al Hilal SC), Munir El Kajoui (RS Berkane) e Ahmed Reda Tagnaouti (Asfar) foram os goleiros escolhidos.
Na defesa: Noussair Mazraoui (Manchester United), Anass Salah-Eddine (PSV Eindhoven), Youssef Belammari (Al-Ahly), Achraf Hakimi (PSG), Zakaria El Ouahdi (KRC Genk), Chadi Riad (Crystal Palace FC), Nayef Aguerd (Olympique de Marseille), Redouane Halhal (KV Mechelen), Issa Diop (Fulham EC).
O meio-campo conta com: Samir El Mourabet (Racing Club), Ayyoub Bouaddi (Losc Lille), Neil El Aynaoui (AS Roma), Sofyan Amrabat (Real Betis), Azzedine Ounahi (Girona FC), Bilal El Khannouss (VFB Stuttgart) e Ismael Saibari (PSV Eindhoven).
No ataque: Abdessamad Ezzalzouli (Real Betis), Chemsdine Talbi (Sunderland AFC), Soufiane Rahimi (Alain), Ayoub El Kaabi (Olympiacos FC), Brahim Diaz (Real Madrid), Yassine Gessime (RC Strasbourg Alsage) e Ayoube Amaimouni (Eintracht Frankfurt).
Os jogadores reservas são El Mehdi Al Harrar (Raja Casablanca/MAR), Amine Sbai (Angers/FRA), Marwane Saadane (Al-Fateh/ASA).
O destaque
Considerado um dos melhores laterais-direitos do mundo, Achraf Hakimi segue como a principal referência técnica da seleção marroquina. O jogador do PSG divide o protagonismo com nomes como Brahim Díaz e o goleiro Bounou.
Versátil, habilidoso e decisivo, Hakimi disputará sua terceira Copa do Mundo. Em 2018, participou dos três jogos da campanha encerrada ainda na fase de grupos. Já em 2022, esteve presente nas sete partidas do Mundial e deu uma assistência na histórica campanha que terminou em quarto lugar.

O comandante
Mohamed Ouahbi assumiu a seleção marroquina às vésperas da Copa, com a missão de repetir o feito histórico alcançado no Catar. Apesar da pouca experiência no futebol profissional, o treinador chega credenciado pelo sucesso nas categorias de base.
No ano passado, Ouahbi conquistou o Mundial Sub-20 comandando a equipe marroquina da categoria. Assim como seu antecessor, Walid Regragui, o técnico também é marroquino.
Os Leões do Atlas serão a sua primeira experiência à frente de uma seleção principal. Antes disso, trabalhou apenas em categorias de base de clubes belgas, como Maccabi Brussels e Anderlecht, além de dirigir as seleções sub-20 e sub-23 do Marrocos, incluindo a campanha nos Jogos Olímpicos de 2024.
Campanhas em Copas
Os Leões do Atlas disputaram sua primeira Copa do Mundo em 1970, sem conquistar vitórias. O retorno aconteceu 16 anos depois, em 1986, quando venceram Portugal e alcançaram as oitavas de final, sendo eliminados pela Alemanha. Depois disso, participaram das edições de 1994 e 1998, mas não passaram da fase de grupos. O país voltou ao torneio apenas em 2018, novamente caindo na primeira fase, com apenas um ponto conquistado.
Em 2022, porém, o cenário mudou completamente. O Marrocos empatou com a Croácia e venceu Bélgica e Canadá para avançar ao mata-mata. Depois, eliminou Espanha nos pênaltis e Portugal nas quartas de final, tornando-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo.
Na semifinal, os marroquinos fizeram jogo equilibrado contra a França, mas acabaram derrotados por 2 a 0, encerrando sua melhor campanha na história dos Mundiais.
O que esperar do Marrocos
A campanha histórica de 2022 elevou consideravelmente a expectativa em torno da seleção marroquina. Porém, o desempenho recente na Copa Africana de Nações trouxe dúvidas sobre a capacidade da equipe de repetir o sucesso no cenário mundial.
Ainda assim, os Leões do Atlas demonstram ter elenco qualificado e experiência suficiente para competir em alto nível. Curiosamente, o roteiro se assemelha ao vivido antes da Copa do Catar, quando a equipe também passou por uma troca de comando técnico pouco antes do torneio.
A expectativa é de que o Marrocos avance sem grandes dificuldades em um grupo com Brasil, Haiti e Escócia e, mais uma vez, seja um adversário perigoso no mata-mata.
Por Thamires Barbosa Araújo
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