Corinthians busca empate no Uruguai, garante liderança do grupo na Libertadores, mas desperdiça chances claras de sair com a vitória
O Corinthians foi ao Uruguai com um time alternativo, enfrentou a pressão do Peñarol no Campeón del Siglo e voltou para casa com um empate importante. O 1 a 1 garantiu ao Timão a liderança do Grupo E da Libertadores com uma rodada de antecedência e manteve a equipe invicta na competição. Resultado que merece ser valorizado. Todavia, o jogo também deixou aquela sensação inevitável: dava para vencer.

O Timão encontrou dificuldades nos minutos iniciais. Com o Peñarol pressionando e empurrado pela torcida, o Alvinegro teve problemas para encaixar a marcação e sofreu com a intensidade uruguaia pelos lados do campo.
A equipe até tentava controlar a posse, mas faltava profundidade e agressividade ofensiva. O Peñarol aproveitou o melhor momento e abriu o placar após jogada construída em velocidade, colocando fogo no estádio e aumentando a pressão sobre os reservas alvinegros.
Mesmo atrás no marcador, o Corinthians não se desesperou. A equipe manteve a organização defensiva e começou a equilibrar as ações na reta final da primeira etapa, principalmente com a movimentação de Kaio César e a presença física de Pedro Raul no ataque.
Na volta do intervalo, o Corinthians mostrou outra postura. Mais ligado, mais agressivo e ocupando melhor os espaços, o Timão passou a incomodar a defesa uruguaia — e o empate saiu justamente em uma jogada de insistência.
Após cruzamento de Kaio César e cabeceio de Pedro Raul, a bola sobrou para Zakaria Labyad completar para o fundo da rede. O gol teve um peso histórico: Zaka se tornou o primeiro jogador marroquino a marcar pelo Corinthians. O Zaka é Zika e tá muito on.
Depois do empate, o cenário mudou completamente. O Peñarol, pressionado pela necessidade da vitória, se lançou ao ataque e ofereceu ao Corinthians aquilo que o time mais gosta: espaço para contra-atacar.
E foi aí que ficou o gosto amargo.
O Timão teve ao menos duas chances claríssimas para virar a partida nos minutos finais. Yuri Alberto parou em Aguerre aos 47’, Já aos 50’, o centroavante desperdiçou outra chance cara a cara. Em jogos de Libertadores, especialmente no mata-mata, oportunidades assim normalmente custam caro quando não são aproveitadas.
Ainda assim, o saldo é positivo. O Corinthians chega aos 11 pontos, confirma a liderança do grupo com antecedência e segue vivo na disputa pela melhor campanha geral da competição, fator importante para decidir em casa nas fases eliminatórias.
Agora, o Corinthians vira a chave e volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será diante do Atlético-MG, neste sábado (24), às 18h30, na Neo Química Arena.
O copo pode ser visto meio cheio ou meio vazio. A liderança veio, o time segue invicto e mostrou força mesmo com um mistão. Mas ficou claro também que, quando a chance aparece, um candidato ao título precisa matar o jogo.
Vai, Corinthians!
Por Jessica Gomes
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