Entre caos, reação e provocação, o Majestoso terminou amargo para o São Paulo


Tricolor busca empate, vê clássico parar por confusão, mas perde para o Corinthians em jogo elétrico na Neo Química Arena

O Majestoso deste domingo (10) teve de tudo. Confusão, provocação, revisão de VAR, gritos de “olé”, gol contra, paralisação e cinco bolas na rede. Mas, no fim, o São Paulo deixou a Neo Química Arena, derrotado pelo Corinthians por 3 a 2, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Foto: instagram/@monteirofoto

O clássico começou intenso e acelerado, como todo Majestoso costuma ser. O Corinthians assustou primeiro em contra-ataque rápido, exigindo boa defesa de Rafael após finalização de Lingard. O São Paulo respondeu logo depois com Ferreira, que fez sua jogada característica pela esquerda e obrigou Hugo Souza a fazer grande defesa em chute colocado que buscava o ângulo.

O Tricolor ainda teve uma ótima oportunidade com Artur, que ganhou espaço pela direita, mas demorou para concluir e acabou desarmado.

O castigo veio pouco depois. Em cobrança de escanteio, Raniele se antecipou à marcação e abriu o placar para o Corinthians. O São Paulo reclamou de falta no lance, mas o gol foi confirmado.

Mesmo pressionado pela atmosfera da Neo Química Arena, o Tricolor reagiu rápido. Após erro na saída de bola corintiana, Bobadilla roubou a posse e serviu Luciano, que empatou a partida.

Mas o gol trouxe muito mais do que comemoração.

Luciano correu em direção ao escanteio, provocou a torcida rival e viu o clima explodir no estádio. Objetos foram arremessados no gramado, Calleri acabou atingido e jogadores das duas equipes se envolveram em uma confusão generalizada. O jogo ficou parado por quase dez minutos, enquanto o VAR ainda revisava um possível gesto obsceno de Bobadilla, posteriormente descartado pela arbitragem.

Foto:instagram/@monteirofoto

Quando a bola voltou a rolar, o Corinthians retomou o controle emocional e técnico do clássico.

Matheuzinho colocou os donos da casa novamente em vantagem em uma jogada individual de muita qualidade. Pouco depois, em bela construção ofensiva desde o campo de defesa, Bidon fez o terceiro e ampliou a vantagem corintiana.

O São Paulo ainda tentou reagir na reta final. Em cobrança de escanteio de Cauly, Matheuzinho acabou desviando contra o próprio patrimônio e recolocou o Tricolor no jogo: 3 a 2. Mas não houve tempo para mais.

O clássico terminou com sensação amarga para o São Paulo, que alternou bons momentos ofensivos com erros decisivos,especialmente em um jogo onde emocional e concentração pesavam tanto quanto o futebol.

Próximo jogo

Agora, o foco muda rapidamente. No meio da semana (13/05), o Tricolor volta a campo contra o Juventude, em Caxias do Sul, defendendo a vantagem construída no jogo de ida para seguir vivo na competição.

Porque clássico nunca permite muito tempo para lamentar.

Por Roberta Moussa

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo


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